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sábado, 25 de junho de 2011

É(n) duro! parte 1

Rapazes, a vida de férias é dura, muito dura!!


Não, ainda não esgotou...


Companheiros de ride!


Jay, a tirar as rodas do chão e a stinky do armário!



Dá-lhe no Pitch



Vida dura...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cheira bem, cheira a férias!

Depois deste último fim de semana grande e com apenas 4 dias de trabalho pela frente até estar de férias, começa a estar no ar um cheirinho a maresia, misturado com cloro, protector solar, grelhados, peixe fresco e cervejinha. Este foi o último fds antes de 3 semaninhas sem fazer nenhum de papo para o ar na Ericeira, ainda por cima com um brinquedo novo para testar até aos limites!

Dá-lhe no pitch!


Para preparar o rabo para os dias em cima do selim que aí se adivinham, fui dar umas voltinhas pela zona oeste. Logo na 6a feira pela manhã, fiz-me à pista, e depois de uma volta urbana (leia-se: descer escadas com fartura) rumei até à zona de Ribamar e tive a primeira lição sobre transferências de energia. Já dizia Lavoisier que "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", e neste caso, a energia potencial que tinha acumulado numa série de subidas foi convertida em energia cinética na "descida do jay". A descida foi tranquila e só tirei 2 vezes as rodas do chão. Mas escapou-me um pormenor... é que quando a gente trava, a energia cinética é transformada em qualquer coisa, no meu caso em concreto, em energia térmica acumulada nos discos de travão. Descobri-o da pior maneira, como prova a foto abaixo, em que a energia térmica dos discos se transformou numa enorme queimadura na minha perna quando terminada a descida, levantava o selim à pitch. Fantástico... havia o pessoal que cai e que não se aleija, mas eu sou dos que se aleijam sem cair!!

Mesmo sem "propedal", é sempre a rolar


Os dias seguintes seguiram mais ou menos a mesma fórmula, mas com a companhia do Gonçalo e sem queimaduras na perna. A pitch mostra-se cada vez mais uma máquina muito capaz, que às qualidades já conhecidas, adiciona-se a capacidade de estrelar ovos nos discos de travão!

Avid Juicy, com "frigideiras" de 203mm



Tá quase quase, cheira a férias!

sábado, 11 de junho de 2011

Elements Assisted Sports plus War!!

Pois é companheiros, depois de muito tempo sem blogar, aqui deixo algumas palavras.

Já faz algum tempo que me deixei dos sabores e dos dissabores do downhill. Depois das visitas às camas de hospital da CUF Descobertas, do S. Francisco Xavier e do H. de Cascais, decidi finalmente desfazer-me do material de "guerra".
A minha querida Plunder R, que tantas alegrias me deu, foi trocada por uma Trek 8500 hardtrail e por buggy RC à escala 1/8 que dá qualquer coisa como 90 km's/h… A bike tem andado pouco que esta merda de um gajo ter que dar ao pedal para sair do
sítio tem muito que se lhe diga, o carro está na box porque aquilo é muito giro e dá muita pica acelerar mas é um bocado como o DH, cada série de voltas que se dá, lá estamos outra vez na oficina…

E como não só de desportos e actividades com rotação se faz a vida, as minhas últimas paixões são um bocado diferentes, mas muuuito adernalizantes!! KiteSurf e AirSoft!!

Da primeira pouco mais há a dizer… Um gajo levanta um “papagaio” com uma área velica de 6 a 14 m2, mete uma prancha nos pés e zinga!! Posso dizer que é uma pica do caraças. Ele é rips sempre a direito, saltos, ondas, espalhos… Espalhos estes que regra geral com menos consequências que os das bikes… Pontso negativos: material caro, depende sempre das condições do vento e o facto dos pouco acidentes que se dão serem mais ou menos graves.

Da segunda, bem, da segunda muito há a dizer… Basicamento o Airsoft é uma simulação o mais aproximada possível de um cenário de guerra, onde as munições são substituídas por pequenas bolas de 6mm e 0,25grs de peso que saem do cano da arma a 400fps. De resto tudo é suposto ser o mais real possível, desde as armas (sim, armas porque ao contrário do paintball e de outros desportos semelhantes, aqui usam-se armas de categoria de categoria G, para as quais é necessário uma licença), às fardas e aos acessórios.

Se tiverem curiosidade procurem no iutobi alguns vídeos. Também podem checar o site da team à qual pertenço e a qual está farta de ouvir falar das proezas, das façanhas de guerra e da destimidez do Sub. Infelizmente o recruta Sub é uma couve e ainda não descolou do casulo para ir levar umas “bagadas” no corpinho.

A minha última aquisição foi uma réplica da AK74, como podem ver pelas imagens que vos deixo aqui da minha menina. Pesa qualquer coisa como 3.9Kgs e dispara a uns estrondosos 450fps!!

Grande abraço, boas descidas, boas pedaladelas, boas corridas, bons ventos e boas guerras!!

T

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dá-lhe no pitch

Estava prometido que iria aqui fazer uma apresentação “decente” da minha nova montada, e o prometido é devido. Antes de tudo, comentar o que surpreendeu alguns companheiros de rides: a marca – Specialized. Para mim a Specialized sempre foi a “bike do povo”. Não quero dizer com isto que seja uma marca menos boa, muito pelo contrário, até são responsáveis por muitas inovações que hoje fazem parte do quotidiano das duas rodas, mas no fundo, irrita-me a falta de exclusividade e andar com a bike número 109456 de um determinado modelo, e ver sempre duas iguais em qualquer volta que dê. Mas apareceu um bom negócio, já andava um bocado farto de bicicletas que são muito exclusivas mas para as quais nunca há peças, e enfim, rendi-me, perdi a cabeça, e comprei uma Specialized Pitch de 2010, mas nova!

Specialized pitch comp "pearl white"


A Specialized Pitch é uma espécie de irmã mais nova da Specialized Enduro, que pelo seu nome não deixa dúvidas do tipo de utilização a que se destina, apesar de que o Enduro / All Mountain é uma vertente com fronteiras pouco claras. As bikes são semelhantes na sua geometria, sendo que o que difere são os materiais usados na sua construção: a Enduro varia entre o alumínio M5 e o carbono, enquanto que a Pitch usa alumínio M4. A diferença entre M5 e M4? A mais clara, é sem dúvida o preço! De resto, a geometria é partilhada: 150mm de curso traseiro em sistema FSR, uma distancia entre eixos muito generosa e uns soberbos 67º de ângulo de direcção. Para terem ideia do quão “aberta” ela é, a Hot Chili tem precisamente o mesmo ângulo de direcção!

Os companheiros de ride

Depois de no momento da compra me terem tirado as medidas todas, de terem ajustado as suspas pelo menos uma meia dúzia de vezes até estarem “perfeitas” para meu peso, estava na hora de levar a bicha para o offroad. Belas era o sítio ideal para uma volta adequada às características da pitch, pelo que combinei com o Gonçalo e com o Rui (que levou a minha wheeler) irmos raidar no domingo de manhã. Para não assustar os meus companheiros de ride deste dia, deixei os “body armours” em casa e fui com indumentária de puro cross. Chegados a Belas, entrámos pelo ponto mais a Sul e fomos rumando até ao monte do marco geodésico onde ia fazer os meus testes. O primeiro teste, era mesmo a subida. Eu, que vinha de uma bike com um sistema de suspensão semelhante - Four Bar Linkage - estava curioso de ver o que era o tal FSR da Specialized. Na verdade, é um four bar linkage com um artefactozinho chamado "horst link", que vos posso dizer, faz toda a diferença a subir. Parabéns aos engenheiros mecânicos, tinha acabado de ficar com um bocado menos de vergonha de ser um feliz proprietário de uma Specialized. O segundo teste era no sentido contrário. Mais uma surpresa me aguardava. Depois de me despedir dos meus companheiros de rides com as devidas instruções sobre a primeira secção do trilho das mines, fiz-me à pista. Depois de umas curvas rápidas, cheguei ao primeiro gap com velocidade sem ser necessário uma pedalada, e nos restantes obstáculos portou-se à altura, apesar de ter ficado com a sensação de que a frente está um pouco baixa ou "longa" demais, o que me faz cair de frente nos saltos. Mas a maneira como os 150mm atrás funcionavam estavam a deixar-me mesmo convencido que se calhar os gajos da Specialized não eram parvos de todo, e que as duvidas que tinhas sobre o amortecedor a ar da X-Fusion eram infundadas. Quando chegámos à vertical, foi como se estivesse na chili e de capacete integral. E fui "obrigado" a repetir o obstáculo, porque o Gonçalo duvidava que o trilho fosse por ali, ou que bicicletas conseguissem descer paredes.


Rendido às evidências


Depois de mais uma subida e descida, e apesar de ser contra as minhas convicções, estava rendido à Specialized!