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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Summer's gone

Eu este ano devo ter feito um contrato com S. Pedro… apesar de ter tirado os meus períodos maiores de ferias fora do clássico Julho / Agosto, gozei férias nos melhores dias do ano em termos meteorológicos. E apesar desses dias no inicio de Outubro já irem longe, esta estação intermédia de que tanto gosto, o Outono, está um tanto ou quanto... marada. É que saltamos de dias de Sol com 30ºc para dias de Inverno, com inundações que fazem mortos e tudo, para depois voltarmos a dias de sol.

Nestes últimos dias de sol do inicio do mês, deram-se uns grandes rides na zona da Ericeira. Farto de, à saída de casa, rumar preferencialmente para norte, para a zona de Ribamar e Lagoa, decidi fazer umas investidas mais a Sul, para as zonas da Baleia e Assafora. Depois de uma observação do Google Earth e das cartas militares da zona, fiquei com uma ideia da topologia da zona e assim, manter a fama de gajo que nunca se perde e sabe sempre para que ponto cardeal está virado.


Um dos primeiros desafios que a zona oferecia era a subida da Carvoeira, mas que na realidade, acabou por não ser tão dura quanto me fazia inicialmente crer, em parte devido aos quilómetros que ultimamente a pitch tem percorrido comigo a dar-lhe gás e outra parte, devido à pitch em si, que a subir, se porta quase tão bem como a descer. Estou cada vez mais satisfeito com a recente aquisição. Depois de vencida a subida e com cento e tal metros de energia potencial para “gastar” comecei por dar umas voltas ali pela zona, em plano. Realmente, descobrir trilhos “novos” tem uma imensa magia e parece que o MTB tem bastante mais graça quando não se sabe bem o caminho de volta. Dá tempo para apreciar a paisagem, mais não seja, à procura de uma ligação para o “monte ali da frente” sem descer muito para voltar a subir. Depois de alguns becos sem saída, acabei numa descida muito interessante até à praia de S. Julião. Dali, já conhecia uma ligação por um single track simplesmente fantástico, que vai ali pela beira de uma ravina que ladeia o Rio Lizandro e dai até à Ericeira não há nada que enganar. Geralmente, e como o clima o permitia, estas voltas terminavam na piscina a fazer terapia de água fria nos músculos que ficavam logo prontos para a próxima.


Já da parte da tarde, e quando havia pernas e vontade para isso, ainda ia dar uma volta “informal” à procura de obstáculos ou sítios onde mandar uns saltitos. A escolha, apesar de ter sido variada entre umas escadarias na vila, low speed skils nas furnas e wallrides mesmo à porta de casa, apontou com frequência para a zona do forte de Mil Regos e dos “dirts naturais” que ali há. Agora, há que aguardar… pelas férias e pelo Verão!