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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Carregueira



A serra da Carregueira tem sido o destino de muitas das minhas voltas em autonomia. O facto de ser próxima de casa é o maior contribuidor para a esta insistência da minha parte, mas por outro lado esta serra está cheia de bons trilhos que vale a pena explorar. E para além dos singles de “ocorrência natural”, temos um batalhão de furiosos trailbuilders que não dão descanso quando é hora de abrir mais uns singles: nos montes da quinta da fonteireira temos os “Maus Caminhos” que continuam a abrir alternativas aos trilhos já existentes, em pleno Belas Club de Campo andam uns miúdos a fazer uns trilhos, que apesar de terem pouco espaço e inclinação, vão lá montando uns saltos,  e por último, no spot do antigo CFT, o “nosso”  mecânico, o João, e mais alguns amigos criaram um spot de dirt e freeride (bastante abusado, convém referir), mas com uns trilhos de AM à mistura, com saltos para (quase) todo o tipo de tamanho de tomates. 


"mincy faggot balls"



 
A maior das redondezas (a Serra de Sintra!) 




Infelizmente, o antigo spot do CFT já está a causar “polémica”. É muito triste ver como os proprietários dos terrenos só se lembram que eles existem quando alguém mostra interesse nos mesmos. Depois de tantos anos ao abandono, há cerca de um ano o João começou a trabalhar aquilo. Depois de terminado o trabalho de construção é óbvio que o spot começou a atrair pessoas, não tanto para andar, porque tal como já referi, a coisa é abusada, mas mais para “ver andar”. Ora tanta gente ao Domingo de manhã no meio da mata terá incomodado alguém, que certamente fica preocupado com a erosão do terreno, e então, o mesmo começou a ser vedado. Infelizmente a ligação de um dos trilhos de AM foi cortada por esta vedação, mas se conheço bem o pessoal do trailbuilding, daqui a pouco tempo vamos ter um shore ou um “cerca gap” para resolver a situação. Isto se, não houver antes alguém com um alicate, que se vai chatear de ver tantas horas de trabalho mandadas para o carail e vai mandar a cerca para o carail (que é de onde nunca deveria ter saído). Até porque a colocação desta cerca foi ilegal e vedou o acesso a uma estrada florestal, o que pela lei da propriedade privada não pode ser feito. E portanto, sempre que lá passo, e mesmo conhecendo alternativas, faço questão de abrir o portão, deixá-lo aberto para quem venha a seguir, e usar sem medos a estrada que nos foi vedada. Na verdade, há uma ténue esperança de que um dia o infeliz proprietário daquele terreno esteja por lá, mande vir comigo, e eu tenha a oportunidade de lhe dar umas luzes sobre a lei da propriedade privada portuguesa.

Lama no capacete, indicador de um dia bom...