Como já previa o meu amigo xe, depois de tantas horas em frente ao ecrã do PC lá cheguei ao fim da net.
Depois de muitas horas de photoshop e publisher, aqui fica aquele que poderá ser o logo da GAS. Opiniões, críticas e desabafos precisam-se.
Pois é, temos um guerreiro oficialmente “em baixo”…
Já falei com o nosso homem, e (palavras do próprio) estava com “uma pedra” superior à habitual (e esta foi patrocinada pela seguradora). O que é certo, é que teve uma despedida à maneira, e os trilhos de Sintra encheram-se para chorarmos convenientemente a nossa perda temporária.
Assim, neste misto de alegria por irmos andar e tristeza por saber o que estava agendado nos blocos operatórios, lá enfiámos as bikes nos carros e fomos ver a lama de perto. S. Pedro resolveu fazer uma pausa nas chuvadas durante toda a manha, mas as pistas estavam um bocado para o alagadas. E para animar mais o dia, o Covas até teve o privilégio de apadrinhar mais um nestas andanças… aliás, o Filipe, no final da primeira descida (desceu logo na Stinky) já dizia que ia trocar a sua “cross racing” por uma coisa com mais sloping e curso de suspensão. É sempre giro ver a cara de esgazeado de alguém que acabou de ser baptizado naqueles trilhos… e para além do Filipe, tivemos ainda a presença dos menos habituais… Telmo, Carlos, Tó e Pedro.
Como já tinha sido anunciado, o Jay conseguiu a Peugeot Partner do “avô Sopa”, mas também tivemos de colocar a Space Star em serviço. E mesmo assim não foi nada fácil encaixar 6 bikes e 8 marmanjos dentro dos carros. Mais uma vez o Telmo quis mostrar os seus dotes de organização de espaços e recursos, mas como já é habitual, foi amplamente ignorado pela maioria, que a meio da explicação do esquema já se tinha perdido um bocado com tanta confusão…
Apesar de bastante apertados, lá fomos até ao inicio dos trilhos e começou a diversão… tanto eu como o Jay andamos numa crise de “excesso de confiança” e sucediam-se as ultrapassagens em plenos single tracks e os arranques fulminantes em cada secção para determinar “quem ia à frente”. Mas isto tudo numa descontra tal que até dava para irmos trocando umas palavras a meio das descidas, nem que fosse para avisar que “vou cair” ou “cuidado ai com a arvore”. Claro que, com tanta busca pela velocidade, no final da primeira descida os calções do pessoal pareciam os calções de alguém que tinha tido uma "over" de laxantes…
Apesar das condições muito adversas, o pessoal foi-se habituando à aderência zero que o piso proporcionava e lá mais para meio da manhã, já ninguém passava ao lado dos voadores sem os provar, até mesmo os menos habituados a andar de bicicleta sem por as rodas no chão, o que espelha bem o espírito de “está um bom dia para morrer” que reinou durante a manhã. Até o Covas, que já tinha o “encontro marcado” no Hospital, estava bem soltinho com a sua nova suspensão, e protagonizou uma queda à minha frente que achei logo um pouco estranha. Mais à frente lá me explicou que “epah eu ia a cair para cima do ombro lixado e mandei-me logo para o outro lado”. É muita presença de espírito. Eu geralmente quando caio, quando dou por mim… já estou no chão.
Lá mais para o final da manhã, ficamos reduzidos a 5 elementos. Mas os ânimos não esfriaram, e continuou-se a descer “como se não houvesse amanhã”, o que para o Covas não andava lá muito longe da verdade. Ainda se fizeram mais duas descidas, até decidirmos que o cansaço acumulado estava a tornar-se perigoso. Foi sem dúvida uma manhã em cheio.
Não podia terminar este post sem desejar ao nosso velhinho uma rápida recuperação. Só mesmo este gajo para pedir aos enfermeiros para que o deixem fumar no hospital, ainda meio anestesiado! E já sabes que os “rolos” esperam por ti quando te achares capaz de dar umas pedaladas. E vai-te preparando, porque lá mais para o Verão vamos ter aí mais uns “tours”. Get well soon!!
Parece que é oficial. A luxação que trago no ombro desde a vez que a filha da pu** da acácia não se desviou da minha frente nas pistas da Malveira vai levar-me ao bloco operatório no próximo dia 3...
Pois é meus senhores, o DH de Belas continua a fazer baixas… e quando poupa os pilotos, ataca o material.
Era Sábado de manhã, e estava um dia lindo, perfeito para ir dar uns saltos e fazer umas descidas. Lá fui com o Covas até Belas fazer a “voltinha do costume” logo pela manha. Depois da passagem por algumas das zonas obrigatórias da mata de Belas, subimos até ao marco geodésico para fazer o trilho de DH. Até que começou tudo bem, com os 2 primeiros saltos muito limpinhos e com a trialeira sem oferecer dificuldades. Chegados ao drop da pedra, resolvemos parar, pois tínhamos indicação de que anda lá pessoal a finalizar um trilho alternativo. Procuramos o tal trilho, mas não encontrámos nada. Ou nos deram indicações erradas, ou a tal alternativa ainda não chegou ali…
Depois de varias quedas por ali abaixo e de uma descida muito fraquinha, resolvemos voltar a subir para fazer mais uma, desta vez pelo “trilho do deserto”. Quando chegámos à zona do “duplo do punhetas” parámos para reagrupar e quando nos preparávamos para mais uma secção, eis que nos apercebemos da desgraça que estava ali montada: o Covas começa a queixar-se de que “está aqui alguma coisa esquisita na bike”. E realmente tinha razão, a coisa esquisita era só o quadro partido, entre o tubo superior e o tubo da direcção… nem queríamos acreditar no que víamos. Já tínhamos ouvido falar que primeiras Curve tinham tendência a partir, mas custou muito confirmar a veracidade do boato. Foi um final de dia muito triste e mais uma vez, saímos da mata de Belas com uma das bikes pela mão...
K.I.A.
Dizem que os homens pensam muito em sexo. Até é verdade, mas por vezes a má interpretação das palavras também pode levar a uma ideia errada. Quem ouvisse as nossas conversas de sábado de manhã podia ficar com a sensação que estavam ali uns gajos com problemas sexuais, mas não. Estávamos eufóricos, mas era por causa da Kona do JP. Ainda ninguém a conhecia e estava tudo curioso de ver como era. Não defraudou as expectativas e tenho a dizer que é uma linda Kona, muito flexível e com um grande curso de traseira. Dizem que é “stinky”, mas não há cá Konas mal cheirosas. Como qualquer Kona que se preze, fez-se difícil até finalmente se entregar ao novo dono, como explicarei mais à frente… (depois deste bocadinho a explorar a mais antiga piadinha do “BTT” português, vamos mas é ao que interessa)
Kona do avesso
O Jay tem uma bike nova, uma Kona Stinky. E que parto difícil que foi… a 1ª tentativa de envio falhou, e depois de ter voltado ao antigo dono porque o peso / medidas excediam os limites dos CTT, na 5ª feira à noite lá entregaram o famigerado “postal” ao Jay a indicar que tinha uma encomenda nos correios. Depois da suada vitória do SLB, não podia haver melhor noticia. O problema é que na 6ª feira, não estava nos correios. E não só não estava lá, como ninguém sabia onde estava. À hora de almoço, já o JP estava a ficar um bocado em pânico com a coisa, e decidi ligar para os CTT para saber “onde estava a bicicleta do meu atleta, que tinha uma prova amanha, já estava inscrito e com o seguro pago”. Posso não andar um corno, mas o papel de manager assenta-me que nem uma luva!! Lá para as 19h lá disseram ao JP que lhe iam entregar a bike a casa, mas que tinha de pagar em cheque. Mais um filme… lá se arranjou o cheque e quando chegou o carteiro, afinal era para pagar em dinheiro. Felizmente não foi impedimento, e o novo brinquedo ficou no novo dono.
"A minha Kona é linda, não é?"
No Sábado, o Jay levou a Kona a conhecer as novas amigas, e fomos todos para a Malveira. Claro que o Jay estava com um daqueles sorrisos que um gajo quase que paga para ver. Ficou um bocado triste de ser logo ele a ficar com o “mini bus”, mas já se sabe que na Malveira, o ultimo a chegar é sempre o que se lixa. Na 1ª descida fui eu e o Telmo, mas aquilo foi muito a medo, já não íamos à Malveira desde aquele fatídico dia com o pessoal do CPFR que se saldou em muitas mazelas, especialmente na confiança e auto-estima! A seguir lá foi o JP com a sua menina. Não me lembro bem do que ele disse quando chegou lá abaixo, mas foi qualquer coisa no sentido de “isto é outra dimensão”. Fizemos mais umas tantas descidas, cada vez se estava a andar mais rápido e claro que as quedas tinham de aparecer (sem consequências). Apesar disso, o dia acabou em grande, com o Jay a mandar-se sem medos ao 2º voador. Estava eu com o carro cá em baixo quando aparece o JP assim do nada, com um sorriso que dava para ver atrás do capacete… só podia ter sido uma “descida louca”. Gostei mesmo de ver, imagino quando estiver com os travões afinados!! Temos um rider com a confiança no máximo. Desaconselho vivamente os restantes a tentarem acompanhar este menino durante os próximos tempos… o rapaz está com fogo na Kona. Parabéns pela aquisição meu velho!!!
"Jay, olha aí que tens a Kona no chão"
No Domingo fui com o Covas até Belas. Foi a voltinha habitual, a passar nos spots e saltos “obrigatórios” lá da mata de Belas, até chegar ao marco geodésico onde começa o trilho de DH. Andámos lá a fazer uns saltos até que resolvemos descer o trilho todo de seguida. Eu tinha avisado que aquele trilho de Belas ia fazer umas baixas, o que eu não previ é que ia tocar tantas vezes ao mesmo. Depois de uma queda aparatosa na semana passada que me rebentou com a transmissão, eis que regresso ao meu spot preferido: o chão. E regressei cheio de pressa e cheio de slopstyle, tal foi o “frontflip no foot”… magoei-me um bocado, mas nada de ortopédico. Na descida seguinte, foi a vez do Covas cair na recepção do salto da árvore. A queda foi tal que o guarda florestal saiu lá da casinha para ver se estava tudo bem, e felizmente estava. Para finalizar, na “descida do deserto”, furei e a partir daí deixei de andar de bicicleta para andar com a bicicleta. Enfim, teria sido um dia terrível não fosse o facto de termos saído de lá a fazer um salto que ainda não fazíamos…
Não queria terminar este post sem desejar ao Jay uns grandes rides com a nova máquina. Custou, mas foi, e é mais que merecida!!
Abraços,
Sub
Ainda ando a fazer “descidas mentais” pelos trilhos da Serra da Estrela sempre que adormeço. Ainda não tinha ido a turma toda junta lá acima, e foi um espectáculo. Só pecou por ter sido tão pouco tempo.
Objectivo: descer a partir do ponto mais alto de Portugal.
Não fazemos a coisa por menos...
Arrancámos na 6ª feira já um bocado tarde porque ficámos todos à espera que o Covas acabasse de “comer a sopinha”. Já ouvi chamar-lhe muita coisa, mas sopinha nunca. Enfim, foi perdoado porque ia ficar afastado da namorada durante dois dias e geralmente é o Covas que espera por toda a gente, mas entretanto havia dois desgraçados a desesperar em minha casa e outro a desesperar sozinho… o Jay já não me conseguia ver a andar de um lado para o outro, tipo macaco enjaulado. Chegado o Covas e o Rui, foi arrumar as 4 bikes na carrinha e arrancar, rumo à A23. A viagem fez-se sem sobressaltos e chegámos à Vila do Touro por volta da meia noite. Instalámo-nos e ainda fomos cozinhar umas pizzas para o dia seguinte. E ficou o aviso de que o dia seguinte começava as 7 da matina…
Toca o sino na torre da igreja... Pack your things gentlemen!
No Sábado, cumpriu-se a promessa e às 7 da manhã alguém gritava “ALVORADA” lá em casa, ajudado pelo sino da igreja que toca uma linda versão do “Avé Maria” todos os 30 minutos. Não imagino melhor forma de acordar… Apesar das horas, o humor andava em alta naquelas bandas, ajudado certamente pelo cheiro a “cofee shop”. Com o pequeno-almoço tomado, lá seguimos em direcção à Torre, ainda com tempo para um café em Manteigas. Na torre ainda andámos um bocado sem perceber onde é que era para se adquirir o “passe” para a telecadeira, mas resolvido esse embrulho, fomo-nos equipar e finalmente começar a descer.
three men down, untill there's no men left
Tínhamos connosco o Rui, que acabou por ser a grande revelação do dia, equipado com a minha Wheeler de XC. Ainda tentámos alugar uma Nitrous que lá estava, mas o desviador partiu-se após 20 metros de descida, pelo que a Wheeler voltou à cena. O Rui lá fez o trilho connosco, a uma velocidade moderada, mas para quem raramente anda de bike e para quem estava montado numa “XC Racing” esteve mesmo em grande. E ainda chegou lá abaixo a dizer “isto é cá uma adrenalina”… eu bem digo que o gajo tem aquela fisionomia à Vouilloz: baixinho e compacto!!
As primeiras descidas foram para ver as pistas. A confiança andava muito por baixo, mas à medida que se ia acumulando descidas, começámos a esticar o andamento e no fim da manhã já se andava muito rápido e fluido e só um duplo é que andava a fazer um bocado de comichão, porque os restantes obstáculos já tinham sido ultrapassados, com mais ou menos destreza. O Jay apesar de estar numa rígida estava soltinho, eu a partir do meio do dia comecei a esticar a corda, e até o Covas, que via-se que estava num “mau dia para morrer” e queria era não cair, andou a mandar-se aos saltinhos que lá havia. Mesmo assim, protagonizou um incidente (que felizmente não se transformou em acidente), quando atravessou a uns 40 kmh um rebanho de ovelhas que estavam a descansadamente a pastar... no meio da pista!! Era ovelhas a correr por todo o lado...
Mais um slow motion patrocionado pela G.A.S.
A meio da tarde o cansaço começou a apertar e o Rui foi até ao carro comer (umas pizzas, claro…). Ainda tive tempo para furar, como não podia deixar de ser, mas foi a troca mais rápida que alguma vez fiz… devo ter trocado a câmara nuns 3 minutos. A paragem forçada deu umas forças extra e saí da “pit stop” completamente cego, largado para a que seria a minha “descida louca” do dia. Foi tudo no máximo e só um duplo é que me ficou atravessado. E ainda ouvi umas palavras de incentivo vindas da telecadeira onde já estavam a subir o JP e o Covas.
As 5 da tarde, estávamos completamente exaustos e os braços não aguentavam mais. Ainda fiz mais uma descida só com o JP e depois disso foi encostar à box, porque é geralmente nesta fase de cansaço que as desgraças acontecem. A viagem de regresso à Vila do Touro foi dura, e já só via era um banho quente e um arroz de farinheira à minha frente. As 11 da noite já toda a gente ressonava forte e feio…
"Então? Fazemos mais uma? Mas não é dessas pá!!"
No dia seguinte lá acordámos com o sino da igreja, desta vez com uma música diferente que é para avisar que há missa. Definitivamente, as pessoas dali devem detestar dormir, ou têm horários muito estranhos… Lá nos fomos levantando, e parecia que os papeis se tinham invertido: o JP era o mais desejoso de se vir embora e eu só queria era prolongar a minha estadia ali ao máximo. Eu e o Covas ainda fomos fazer umas descidas lá na Vila do Touro, com o JP e o Rui na carrinha. Ficámos impressionados com o facto de que as pedras que tínhamos lá deixado há uns meses atrás, em equilíbrio precário, a sinalizar um salto natural estavam precisamente no mesmo sítio, o que comprova a grande actividade que há ali no meio dos montes. Depois de duas boas descidas e de um banho tomado, arrumámos as tralhas e metemo-nos a caminho de casa.
Sad but true: de regresso a casa...
Costumo associar a realização do Lisboa Downtown com a “abertura oficial do Verão”… finais de Maio, os dias começam a puxar menos montanha e mais praia, as ruas de Lisboa começam a decorar-se para os santos. Apesar de o Verão ainda não ter chegado, fomos brindados no Sábado com um belo dia de sol.
Neste dia tudo é "extreme" em Lisboa, até os fotógrafos
Como a almoçarada em minha casa se demorou um bocado mais do que o esperado, chegámos um pouco tarde e do qualifying heat já só vimos meia dúzia de pilotos. Não fez grande mal, porque o almoço tinha deixado toda a gente com sede, e as cervejinhas no “intervalo” caíram mesmo bem!!
Ali numa rua ao lado, havia um "downtown" mais underground...
Fomos descendo a pista até chegar ao drop da Mondraker, em que o Jay insistia que a recepção do salto era para flat, que nenhum iria receber aquilo já nas escadas. Bastou passar o 1º piloto para mudar de ideias…Ficámos por ali um bocado e resolvemos ir subindo até ao “car gap”, onde ficámos até passar o Minaar, que era o ultimo piloto.
Um dos pilotos mais acarinhados pela Gravity Assisted Sports:
José Borges aka Zé Manel. Dá-lhe Zé Manel!!!
Na competição propriamente dita, o amigo Peat para não variar, ganhou. Já começa a haver uma certa mística, depois de 7 vitórias consecutivas... quase que já se começa a perguntar como será o downtown sem este homem. O melhor tuga foi o Pombo, a apenas 3 segundos do 1º lugar.
King of the hill, Steve Peat
Para o ano há mais, e esperamos uma “edição comemorativa” dos 10 anos do Downtown.
Por agora fica oficialmente aberto o Verão 2008.
PS: um agradecimento especial ao Carlos, que disponibilizou nada menos que 250 fotos do evento! Um abraço para ele… cada vez mais fico com a sensação que vamos ter brevemente um companheiro no grupinho do “FR Light” em Sintra.