terça-feira, 28 de abril de 2009

GAS has gone dark

Antes que perguntem o porquê da ausencia, deixem-me que responda que na realidade não sei. O que é certo é que temos andado arredados das pistas. Há quem já se diga "mais virado pro cross", outros querem ir para os skate parks, outros dizem-se "mais do enduro". A coisa tá complicada. Mas se existe pelo menos um motivo para o "black out" das GAS neste ultimo mês, esse é sem duvida... não haver transporte!!!

Isto de ter canhões de DH é muito giro, mas bicicletas de metro e oitenta e vinte quilos requerem uma logistica diferente. A Space Star foi uma solução (pouco prática, diga-se), mas com estas bikes, simplesmente não dá. Isto com a entrada da chili ficou impossivel. Lá fomos remediando as coisas estes ultimos meses com muita boa vontade, com umas idas a Belas onde não é preciso transporte, com a Partner do avô Sopa e a jogar sempre com a ausencia forçada do Covas ( e da Plunder) para se conseguir fazer qq coisa. Mas ir pa Sintra e fazer 3 descidas em 2 horas já começa a não ser nada atractivo, e Belas tá mais que esgotado...

Por isso, serve o presente post, de apelo a todos os "amigos e apoiantes" para catalizarem a solução para o problema. Facilitando a vida de todos, já foram debatidas as várias soluções - suportes de plataforma na traseira do carro, atrelados, barras de tejadilho, ou uma carrinha "charuto" que nos leve ao topo da serra. Decerto já perceberam que a vencedora foi a ultima. Por isso estamos "on a mission" com o objectivo de encontrar qq coisa por menos de 1000€, que circule. Quantos mais formos, mais barato vai ficar... Quem estiver no barco, que se acuse!

abraços
Sub


quinta-feira, 12 de março de 2009

masters 30

Pois é rapazes, já temos dois "veteranos" nas fileiras de combatentes... o Covas e eu. Masters30. Não que isso se tenha ainda traduzido em riders mais experientes, mas pelo menos a sigla já a temos. Como tive a sorte de fazer anos a um sábado, não foi dificil de saber o que me iria apetecer fazer durante a manhã. O Telmo e o Covas foram ter a Belas, e logo pela fresquinha, aparecem o Antonio e o Pedro, e um "fofo de belas" com uma vela acesa. Uma entrada em grande.


Dali fomos até à linha do "punhetas" e foi uma grande surpresa quando demos pelo trilho com algumas "novidades". Não sabemos quem andou lá, mas os construtores originais sabemos que não foram. Se por um lado fizeram um bom trabalho na renovação do table, os novos saltos estão um bocado mal posicionados... O Antonio era o que estava mais solto e foi o unico a sacar o table direitinho. Eu bem tentei, mas n consegui...




Dali voltámos para os marretas e andavam la uns miudos mais abaixo a pregar umas tábuas e a fazer um salto. Fomos ate lá meter conversa, e so depois é que percebemos que o salto era... "amovivel". Claro que um salto amovivel não é muito boa ideia, mas até nem foi isso que fez cair um dos rapazes...




Depois da tentativa falhada, voltámos até lá acima fizeram-se mais umas descidas. Foi um bom inicio de dia de anos, e a idade so me afectou positivamente! Parabens ao Covas, que fez anos na terça. Mais um no clube.


terça-feira, 3 de março de 2009

News from the front

Isto agora basta estar uma semana sem "postar" que me perguntam logo "então, não foram andar?". A verdade é que este blog já vai sendo visitado por meia dúzia de gajos, comigo incluido.



meia duzia de gajos que seguem este blog


Bem, temos ido andar... devagar é certo, mas temos ido. Mas também não se esqueçam que aqui no meio se meteu a semana do Carnaval, e fui aproveitar uns dias lá acima à serra a dedicar-me a outro tipo de Gravity Assisted Sports. Levei a Curve, mas não andei muito com a bike, que coitada, está a acusar o ano e meio de abusos que andou a sofrer. Os travões estão pela hora da amargura, o eixo traseiro está todo moído, a roda de trás salta, as mudanças saltam, os cranks saltam. Basicamente, aquilo está tudo a saltar. Nada que me preocupe, porque a GAS pode ter perdido temporariamente um dos seus riders, mas parece-me que ganhou um mecânico para sempre. Ao vigésimo quinto dia de baixa, o Covas já monta travões hidráulicos, suspensões, caixas de direcção e faz afinações "on demand" no final das pistas da Malveira.



Já o Shaun Palmer dizia que o conceito é o mesmo



Ficou por contar que num destes Sábados tivemos lá em Sintra com o Carlos e a crew dos "Maus Caminhos". Mais um dia em cheio, pelo menos cheio de lama (como o JP gosta). A parte boa é que indo atrás do Ricardo, um gajo aprende muita coisa. A parte má é que também se cai muito a tentar acompanhar. 5 descidas, 5 quedas, five knights five mics. O JP também provou o chão nesse dia, mas aquilo nem foi cair, foi sentar-se confortavelmente... O Rui nesse dia foi connosco, e também apareceu em casa mais sujo que o habitual, mas ainda ficaram por fazer as prometidas filmagens artísticas.


zona de guerra


Também ficou por contar, o "tour" completo à mata de Belas que fiz com o António. Começando nos Marretas, dali fomos até ao road gap (fomos só ver, escusam de perguntar), passámos na linha do punhetas e CDBelas. Como não podia deixar de ser, lá cai no trilho do CDBelas. Uma linha muita mal escolhida e dei por mim completamente transversal ao trilho. Foi mais uma daquelas em que um gajo diz que está tudo bem... mas que há bocado estava melhor.



aqui mesmo ao lado


Já neste último fds, tivemos a presença do Covas na Malveira, que cheio de espírito se levantou mais uma vez de manhazinha para vir conduzir 2 comparsas serra acima. E não satisfeito com o bom serviço já prestado, surgiu com novas competencias, a nivel de mecânica. Só posso dizer que finalmente, não tenho nem um micrómetro de folga na minha caixa de direcção! Quanto aos rides foi um dia muito proveitoso, pelo menos para mim. Já o JP dizia-se "sem aquele feeling". Lá mais para o fim do dia, resolvemos subir com a carrinha pela estrada de terra, e fomos subindo o resto do trilho a pé para se fazerem umas filmagens nas secções.



Covas: condutor, mecânico, camera e... supporter!



Falta ainda dizer que temos em nossa posse uma bomba de ar que não nos pertence e que nos foi emprestada por uns rapazes brasileiros lá em Sintra. Fartámos de os procurar e não voltámos a encontrá-los. Se alguem os conhecer... já sabem onde está a bomba!


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tempo livre...

Pois é, ter tempo livre tem destas coisas.
Como já previa o meu amigo xe, depois de tantas horas em frente ao ecrã do PC lá cheguei ao fim da net.

E o que fazer depois disto? Bem, há várias hipóteses mas e uma delas é embrenhar-me na tarefa de encontrar um logo decente para o nosso team Gravity Assisted Sports. Já o tinha feito na altura em que fundámos o colectivo de dj´s e produtores Bonsai Productions (lembram-se daquele bonsai tão querido que eu arranjei?) e agora parece que chegou novamente o momento de meter mãos à obra.

Depois de muitas horas de photoshop e publisher, aqui fica aquele que poderá ser o logo da GAS. Opiniões, críticas e desabafos precisam-se.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Homenagem ao Guerreiro

Pois é, temos um guerreiro oficialmente “em baixo”…

Já falei com o nosso homem, e (palavras do próprio) estava com “uma pedra” superior à habitual (e esta foi patrocinada pela seguradora). O que é certo, é que teve uma despedida à maneira, e os trilhos de Sintra encheram-se para chorarmos convenientemente a nossa perda temporária.




Assim, neste misto de alegria por irmos andar e tristeza por saber o que estava agendado nos blocos operatórios, lá enfiámos as bikes nos carros e fomos ver a lama de perto. S. Pedro resolveu fazer uma pausa nas chuvadas durante toda a manha, mas as pistas estavam um bocado para o alagadas. E para animar mais o dia, o Covas até teve o privilégio de apadrinhar mais um nestas andanças… aliás, o Filipe, no final da primeira descida (desceu logo na Stinky) já dizia que ia trocar a sua “cross racing” por uma coisa com mais sloping e curso de suspensão. É sempre giro ver a cara de esgazeado de alguém que acabou de ser baptizado naqueles trilhos… e para além do Filipe, tivemos ainda a presença dos menos habituais… Telmo, Carlos, Tó e Pedro.




Como já tinha sido anunciado, o Jay conseguiu a Peugeot Partner do “avô Sopa”, mas também tivemos de colocar a Space Star em serviço. E mesmo assim não foi nada fácil encaixar 6 bikes e 8 marmanjos dentro dos carros. Mais uma vez o Telmo quis mostrar os seus dotes de organização de espaços e recursos, mas como já é habitual, foi amplamente ignorado pela maioria, que a meio da explicação do esquema já se tinha perdido um bocado com tanta confusão…




Apesar de bastante apertados, lá fomos até ao inicio dos trilhos e começou a diversão… tanto eu como o Jay andamos numa crise de “excesso de confiança” e sucediam-se as ultrapassagens em plenos single tracks e os arranques fulminantes em cada secção para determinar “quem ia à frente”. Mas isto tudo numa descontra tal que até dava para irmos trocando umas palavras a meio das descidas, nem que fosse para avisar que “vou cair” ou “cuidado ai com a arvore”. Claro que, com tanta busca pela velocidade, no final da primeira descida os calções do pessoal pareciam os calções de alguém que tinha tido uma "over" de laxantes…




Apesar das condições muito adversas, o pessoal foi-se habituando à aderência zero que o piso proporcionava e lá mais para meio da manhã, já ninguém passava ao lado dos voadores sem os provar, até mesmo os menos habituados a andar de bicicleta sem por as rodas no chão, o que espelha bem o espírito de “está um bom dia para morrer” que reinou durante a manhã. Até o Covas, que já tinha o “encontro marcado” no Hospital, estava bem soltinho com a sua nova suspensão, e protagonizou uma queda à minha frente que achei logo um pouco estranha. Mais à frente lá me explicou que “epah eu ia a cair para cima do ombro lixado e mandei-me logo para o outro lado”. É muita presença de espírito. Eu geralmente quando caio, quando dou por mim… já estou no chão.





Lá mais para o final da manhã, ficamos reduzidos a 5 elementos. Mas os ânimos não esfriaram, e continuou-se a descer “como se não houvesse amanhã”, o que para o Covas não andava lá muito longe da verdade. Ainda se fizeram mais duas descidas, até decidirmos que o cansaço acumulado estava a tornar-se perigoso. Foi sem dúvida uma manhã em cheio.


Não podia terminar este post sem desejar ao nosso velhinho uma rápida recuperação. Só mesmo este gajo para pedir aos enfermeiros para que o deixem fumar no hospital, ainda meio anestesiado! E já sabes que os “rolos” esperam por ti quando te achares capaz de dar umas pedaladas. E vai-te preparando, porque lá mais para o Verão vamos ter aí mais uns “tours”. Get well soon!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Em recuperação...


Já dizia o meu amigo Sub, "grandes prestações mas com recuperação lenta". Esperemos que não...
Já estou em casa em frente ao pc e isso só pode ser bom. A operação correu bem e tive alta já hoje de manhã. Tenho o ombro todo dorido e ainda mal sinto a mão. Além da anestesia geral que levei (que broa...) também me anestesiaram o Plexo Braquial (tem a função de conferir inervação motora e sensitiva ao membro superior), o que me cortou toda e qualquer sensibilidade do braço e mão até hoje de manhã. É horrível, devo dizer.
Felizmente todos os profissionais que me assistiram foram 5 estrelas. Nada a apontar, antes pelo contrário. Ontem à noite quis ir fumar um cigarro e com a conivência e ajuda de dois enfermeiros (um deles gaulês) e da minha enfermeira pessoal (leia-se Tatiana), a quem quero desde já prestar os meus mais sinceros e eternos agradecimentos pelo seu incansável esforço e dedicação, lá fomos até um cubículo onde eu pude esfumaçar à vontade. Resultado: tive uma quebra ao regressar ao quarto que só me valeu a ajuda da Tatiana para não me estatelar ao comprido no chão...
As dores chateiam mas não são nada do outro mundo e já tenho uma série de exercícios para ir fazendo para que a recuperação seja o mais rápida possível.


Malveira, whait for me and you’ll see!!

T

ps: como é ó Sub, estamos à espera do report da nossa última ida a Sintra. É que ao julgar pelas palavras do Jay, foi uma das mais produtivas e loucas!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mesa de operações à espera...

Parece que é oficial. A luxação que trago no ombro desde a vez que a filha da pu** da acácia não se desviou da minha frente nas pistas da Malveira vai levar-me ao bloco operatório no próximo dia 3...
Segundo prognósticos do médico (e prognósticos só no fim do jogo), a recuperação da artroscopia que vou fazer vai afastar-me das pistas por uns bons mesinhos. 4 ou 5 ninguém mos tira. Estou a ver que depois de passar a fase inicial lá terei que fazer umas incursões no XC e aguentar o canhão ali parado a ganhar pó.
Fónix e logo agora que eu ainda não pude gozar como deve ser a bike nova?! Não é justo...
Valem-me os amigos com palavras de compreensão e atitude positiva para a coisa.
"Tadinha da espanhola..."

No próximo fim de semana, como dizia o Sub, vou "engessar" o pé que está em recuperação de um entorce e vou gozar as últimas descidas antes de ir à faca. Só espero que os ligamentos aguentem o suficiente para na 3ª feira não aparecer no Hospital ao pé coxinho...
Parece que o Jay até já arranjou uma colega da Peugeot para ir connosco e tudo. Ganda Jay! ;-) Assim os canhões podem ir bem à vontade.
"A colega do Jay"

T

domingo, 25 de janeiro de 2009

Belas extreme

Apesar das previsões que davam chuva intensa para o fds, S. Pedro deve gostar dos ciclistas... fez chover durante a noite e consagrou as manhãs para as actividades ao ar-livre. Com uma "aberta" destas e com a Malagueta operacional, fomos até Belas para dar manutenção aos saltos e para os experimentar. Com o Covas ainda a preparar o tornozelo para o "fim de semana final" este era um bom fds para ir cavar.


"Olha lá, viste o Nuno?"


No Sábado, combinámos na Amazing para ir buscar a bike e de lá arrancámos para a mata. Quando já estávamos de mochila as costas a sair do estacionamento, chega o Jay, que previsivelmente foi o ultimo a chegar. A chuva tinha feito mais estragos do que pensávamos e o drop final precisou de troncos novos e de um enchimento novo. A meio dos trabalhos o Rui veio fazer-nos uma visita e conviver um bocado em espaço aberto.



"Esta merda não estava a gravar"


Enfim, assim com os amigos dá mesmo gosto levantar cedo e aproveitar os Sábados para reunir a crew. Uma manha ali passada, de enxada na mão, ora salta um ora salta outro, tira foto, faz video... No final da manha ainda lá apareceram uns "convidados" que ainda fizeram umas descidas no trilho. Pessoal bacano, que nos viu lá em manutenção e antes de começar a andar nos perguntou "se podiam", e no final, agradeceram.

Jay, a mostrar que não há traumas ali...


No Domingo, a chuva voltou a não aparecer de manha e fui com o Carlos fazer mais uma incursão pela mata de Belas. Não choveu de manha, mas tinha chovido bem à noite... não havia propriamente lama, havia era agua a escorrer em praticamente todo o lado, por isso no fim da 1a descida (fora dos trilhos por um curso de água na encosta oeste) estava tão molhado como se estivesse realmente a chover.


Carlos no novo trilho de Belas



Subimos até ao marco geodésico, descemos pelo trilho desde aí e ainda ficámos ali a curtir um bocado nos 2 primeiros saltos ate irmos para a zona dos Marretas. Como estávamos os dois com "canhões" as deslocações entre os spots era feita a pé, e quando havia descidas lá nos montávamos nas bikes. Tivemos a curtir um bocado la nos saltos dos marretas e daí fomos fazer a linha do "duplo do punhetas" que fiquei a saber que foi o primeiro trilho que o Carlos e o Ricardo fizeram ali.


Afinal o gajo já se manda aos shores


Mas o melhor ainda estava para vir... fomos finalmente andar no novo trilho que ainda não está acabado. Com a vantagem de levar à frente um dos locals foi só deixar ir. A coisa mais complicada é mesmo "a ponte", que é um shore estreitinho, a uns 3 metros de altura. Ainda bem que já está a ser "engenheirada" uma alternativa que passe por debaixo daquilo. Já o segundo shore, está brutal... Tudo muito bem desenhado e com os releves certos, mesmo bem feito. Tenho de dar ao parabens aos traibuilders que aquilo está mesmo à maneira!



engenharia ao mais alto nivel


Próximo fim de semana, vamos engessar o pézinho ao Covas e levá-lo para Sintra para curtir umas descidas connosco antes da operação. Vamos ter a "gravity assisted" sem um dos seus rapazes durante os tempos e há que aproveitar este último fim de semana, faça chuva, sol, neve ou lama congelada!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Hot Chili vs. Cold Mud

Finalmente, aí está. Ou melhor, aí esteve durante um bocadinho... A estreia da "Malagueta" não foi propriamente isenta de problemas.

Depois de grandes contratempos na montagem da guia de corrente, na 6ª feira ficou finalmente pronta a minha nova bike - uma Hot Chili Worldcup. O nome só por si revela logo as intenções da máquina: downhill race! E apesar de ao inicio ter achado o quadro horrivel, até que começo a gostar daquele amarelo na pintura. A montagem ficou muito equilibrada em termos de geometria, e ao fim de 30 metros de trilho já me sentia muito confortável em cima dela.


depois do primeiro banho de lama


No sabado fomos fazer-lhe o batismo as pistas da Malveira. O Covas, com mais uma lesão nos tendões, foi de muletas para assistir à estreia e conduzir-nos serra acima. Sair de casa num dia daqueles para não ir andar foi mesmo de amigo! É que as previsoes, para alem das temperaturas negativas, anunciavam possibilidade de queda de neve. Não havia neve, mas outro fenomeno invulgar assolava os trilhos: lama congelada!


esta ao menos não escorrega...


A 1ª complicação do dia foi estar UMA HORA à espera do Jay. E quando chegou surgiu logo a 2ª, e esta mais complicada, que é o transporte na carrinha. O esquema funcionou bem até agora, mas com 3 canhões destes vai ficar tudo muito complicado. Lá conseguimos levar aquilo tudo até lá acima e fez-se finalmente uma descida. Apesar da lama e de um trilho muito dificil, comecei logo a curtir e chegámos cá abaixo muito satisfeitos. Ainda se fizeram mais duas descidas e parece-me que os "slow motions" começam a ficar para trás: acho que a solução para a ineficácia daqueles travões, é mesmo usá-los pouco e porque parece que com aquela máquina quanto mais rápido melhor. Fiquei impresionado! Acho que nunca andei tão rápido em sintra, e nem imagino como será em piso seco.


não é bonita nem é feia, é "exótica"


Infelizmente, e depois da 3a descida, fui ver e um dos pedais estava solto e com a rosca dos cranks toda moída. Lembrei-me logo de uma pancada forte que tinha dado com aquele pedal na trialeira da 1ª secção, e também me lembrei que os pedais não tinham ficado muito bem apertados... impressionante como a unica coisa que fui eu que montei na bike, foi a coisa que cedeu. E assim acabou o dia, com a sensação de que só comi meio rebuçado, mas que já deu para adoçar a boca.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Bom ano!

A todos os riders da GAS, e aos outros também... um bom ano!

Depois de muitas queixas de que em Dezembro não houve "posts", aqui venho lançar o primeiro de 2009. Mas como este ano ainda não houve actividades dignas desse nome, vamos então recordar as ultimas incursões do ano passado. Os "Marretas", em principio vão ficar-se por onde chegaram, pois dali para a frente há pouca inclinação. Provavelmente a acabar no "drop do Jay" (epah, não, não é do Jay, não digam isso!)


"Tens de pedir ao teu pai para afiar a machadinha"


Num dos fds de Dezembro tivemos companhia lá nos Marretas de pessoal do forum FRZ. Depois de lhes apresentarmos a linha houve meia duzia deles que ainda lá fizeram umas descidas. Infelizmente não há registo fotográfico desse dia e felizmente não houve quedas.


depois de mais uns quilos de terra no "drop que não é do Jay"



No fds seguinte, não sei de quem foi triste ideia de irmos até à Malveira... Combinámos as 9 da manhã, estava um frio de rachar, chovia... Nem apetecia sair do carro. O Covas estava doente e quando viu aquele panorama decidiu que não ia andar. Eu devia ter feito o mesmo. Os trilhos estavam impossiveis! Fizemos duas descidas, daquelas lentas, mesmo em slow motion, e mesmo assim chegava cá abaixo todo partido. Não sei se era de não estar com a minha bike, mas aquilo estava mesmo a correr mal.


Os unicos a quem o dia correu bem... Jay e o "papa-arrufadinhas"






Para 2009, todas as esperanças de começar a largar os "slow motions" caiem sobre a Malagueta. Está quase, quase!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Muppets show!

Isto ultimamente tem sido rico em novidades, e para além dos "Marretas" estarem a ganhar forma, houve outra coisa que também ganhou forma... temos mais uma espanhola na família: Mondraker Plunder R. E que canhão que é. A "rotulagem" da bike no site oficial é bem explicita: Extreme Freeride. Mais nada, é mesmo assim. Toma lá, agarra nela e "Welcome to Utah".


Pró ano... rampage?


Eu, que tinha estado doente durante a semana não resisti ao apelo do Covas de ir experimentar a máquina nova, lá fui... a antibiotico e brufen e com umas amigdalas do tamanho de bolas de golfe, mas fui! Ainda estivemos a cavar um bocado, a montar mais um tronco no drop para a 2ª secção, e a preparar as coisas para o shore que passa em cima da vala. Mas o que queriamos era mesmo experimentar o canhão!



Test drive "2 em 1" - Nova bike num novo salto


O Covas foi estrear a sua nova máquina e regressou logo de sorriso montado. Andava ali um bocado a cavar, depois fazia uma descidinha e depois voltava ao trabalho. A seguir foi a minha vez e logo na 1ª descida deu logo para perceber que está ali bicicleta que nunca mais acaba... é dropar para flat com ela e nada, não se passa nada. E quando tiver uma suspensão mais adequada temos ali a "ultimate freeride machine". Parabens meu velho, que grande negocio que fizeste!!! Claro que com um brinquedo destes nas mãos, a vontade de cavar foi sendo cada vez menos e o fim da manhã foi só curtir e tirar umas fotos para eternizar o momento.



"deixa lá dar aí uma voltinha"



Neste ultimo fim de semana, voltámos à carga lá nas obras, esta semana voltámos a contar com o JP. Almoçámos bem cedo no Sábado e ao meio dia e picos já lá estávamos. O objectivo do dia era muito claro: fazer o shore por cima da vala, que fica apontado ao drop para a 2ª secção. Lá fomos, munidos com mochilas, comida, serrotes enxadas, e com os canhões (desses e dos outros). Eu continuo a achar que quem nos vê passar fica um bocado intrigado com aquilo... "quem serão aqueles agrociclistas?" ou "Será que são pastores newschool?" ou "Olha, aqueles vão cavar de capacete".

operários da reforma agrária



Chegados ao spot começámos logo a trabalhar, e num sincronismo perfeito: eu andava a mandar umas arvores abaixo, o JP a serrar à medida e o Covas a pregar. Apesar de ainda ter dado tempo para se irem fazendo umas descidas, estava tudo cego com o objectivo de terminar aquilo. No fundo, muito cedo percebemos que aquele shore ia tornar tudo diferente, e que o "dropzinho" feito com velocidade, já não era "dropzinho" nenhum...


take'em to the bridge



O Covas teve a tarefa de ser o test driver (ou test dummie se aquilo caisse), e a partir dali foi começar a abusar. Ainda fomos fazer umas descidas desde lá de cima, mas o petisco do dia era mesmo aquele drop. Depois de uns saltos a correrem bem e com a confiança em altas alguem disse "vamos lá subir a fasquia" e começaram-se a fazer saltos sem levar a mão aos travões. Estava lançada a parvoice, que só acabou com um grande tralho do JP, praticamente já no flat, que para além da queda ainda levou com a bicicleta na frente do capacete. Isto tudo sem colete, nem goggles... foi a 1ª vez que vi o JP a precisar de "esperar um bocadinho" até tirar o capacete (que tinha umas marcas valentes), mostrar as mazelas e levantar-se com esforço. Foi arrumar as coisas e vir embora que o dia já estava "feito"...

"vamos la elevar a fasquia"

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

trilho dos marretas

Já tem nome!!

É quando menos se espera que surgem os momentos de inspiração... No Sábado voltámos à reforma agrária em Belas, e depois de já nos ter assolado a questão "Qual o nome que vamos dar ao trilho?" o Covas começa a dizer que "este trilho é uma comédia, tem uns 6 saltos em 300 metros, isto parece o trilho dos marretas, mas ca granda palhaçada que aqui vai". E o que parece, as vezes é! Ou melhor, passou a ser. Trilho dos Marretas. Nem mais, está perfeito.


"Este trilho é mesmo uma comédia"


O problema é que são mesmo dois marretas que lá andam e aquilo está com uma engenharia de muito fraca qualidade. Ainda nos aventurámos a começar a fazer o que seria uma curva com releve. Que comédia... para começar ficou praticamente na recepção de um salto, depois, na primeira tentativa saí logo por cima do suposto releve, na 2ª tentativa o Covas caiu, e à 3ª tentativa, começámos foi a desfazer aquilo antes que alguém se aleijasse.



Mais um test drive... não pode ser só cavar!



Depois disto, começámos a fazer... mais um salto. É um dropzinho para a entrada da 2ª secção, que à medida a que se for aumentado em altura se vai transformar num drop a sério. Quando fomos ver as horas começa a tocar a sirene do meio dia, mas pelos menos aquele tinha de ficar terminado e testado. Para a semana vamos fazer a 1ª estrutura de madeira, que vai atravessar a vala e fazer a saida da 1ª secção. A avaliar pelo sucesso que foi a engenharia deste ultimo dia, aquilo deve cair nas primeiras 3 passagens...



É isso bro, aproveita enquanto não cai...




domingo, 2 de novembro de 2008

reforma agrária

Pois é, agora que temos uma burra a menos, enquanto não se resolve o "problema" na Curve R, sobram mãos para cavar, e fomos finalmente com as pás e as enxadas para a reforma agrária na mata de Belas. O Covas e eu andávamos com umas ideias para um mini trilho, com o início nas colmeias, que descesse para o lado Sul passando pelo aqueduto (que a seu tempo vai ser transformado num table). E foi com este desenho mental que lá chegámos, e as condições eram ainda melhores do que nós pensávamos. Não há por ali muita vegetação, há muitos saltos naturais, e praticamente foi só dar uma limpeza nos sítios onde vai passar o trilho.


o primeiro test drive


Almoçamos bem cedo no sábado e por volta da
s 13:30 já estávamos a pegar nas ferramentas e na minha bike para irmos lá para o spot. Ao fim de umas 2 horas, já tínhamos umas centenas de metros cicláveis, a aproveitar 2 saltos naturais que lá estavam e que foi só dar uma actualização cosmética nas recepções. Lá mais para o meio da tarde, apareceu o Jay que tinha ido buscar a bike à Decathlon... tinha ido lá para sangrar os travões e saiu de lá sem travões de todo.


desde os tempos de liceu... é sempre o último a chegar!


Enganam-se os que pensam que a partir daí tivemos mais um par de mãos, porque o trabalho mais duro da tarde estava já quase feito menos o enchimento de um drop, no final da 1ª secção, que quando o Jay chegou já ia a meio. Mas soube b
em ter ali alguém a picar a terra para se tirar mais facilmente com a pá! Mesmo no cair do pano, ainda apareceu o Carlos que também anda num projecto de trilho que vai fazer de alternativa para Norte no trilho do CDBelas. E parece que já há shores de 15 metros...

drop 2 flat(!)


Quanto ao trilho propriamente dito,
ficou praticamente desenhada a 1ª de três secções. Estes primeiros metros são muito rápidos e fluidos, se calhar até fluidos demais. Na abordagem ao salto maior tem de se tirar muita velocidade, porque se não, vão haver ali voos à Pastrana. Enfim, o trilho está a pedir umas curvas rápidas com releve, mas primeiro vamos desenhar a linha toda, ver como fica e fazer as alterações que formos achando necessárias e que só se notam quando lá passarmos umas vezes de bike.


Carlos . Covas . Jay

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Status: Killed in Action


Pois é meus senhores, o DH de Belas continua a fazer baixas… e quando poupa os pilotos, ataca o material.


Era Sábado de manhã, e estava um dia lindo, perfeito para ir dar uns saltos e fazer umas descidas. Lá fui com o Covas até Belas fazer a “voltinha do costume” logo pela manha. Depois da passagem por algumas das zonas obrigatórias da mata de Belas, subimos até ao marco geodésico para fazer o trilho de DH. Até que começou tudo bem, com os 2 primeiros saltos muito limpinhos e com a trialeira sem oferecer dificuldades. Chegados ao drop da pedra, resolvemos parar, pois tínhamos indicação de que anda lá pessoal a finalizar um trilho alternativo. Procuramos o tal trilho, mas não encontrámos nada. Ou nos deram indicações erradas, ou a tal alternativa ainda não chegou ali…


Depois de varias quedas por ali abaixo e de uma descida muito fraquinha, resolvemos voltar a subir para fazer mais uma, desta vez pelo “trilho do deserto”. Quando chegámos à zona do “duplo do punhetas” parámos para reagrupar e quando nos preparávamos para mais uma secção, eis que nos apercebemos da desgraça que estava ali montada: o Covas começa a queixar-se de que “está aqui alguma coisa esquisita na bike”. E realmente tinha razão, a coisa esquisita era só o quadro partido, entre o tubo superior e o tubo da direcção… nem queríamos acreditar no que víamos. Já tínhamos ouvido falar que primeiras Curve tinham tendência a partir, mas custou muito confirmar a veracidade do boato. Foi um final de dia muito triste e mais uma vez, saímos da mata de Belas com uma das bikes pela mão...



K.I.A.






segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Kona do pai

Dizem que os homens pensam muito em sexo. Até é verdade, mas por vezes a má interpretação das palavras também pode levar a uma ideia errada. Quem ouvisse as nossas conversas de sábado de manhã podia ficar com a sensação que estavam ali uns gajos com problemas sexuais, mas não. Estávamos eufóricos, mas era por causa da Kona do JP. Ainda ninguém a conhecia e estava tudo curioso de ver como era. Não defraudou as expectativas e tenho a dizer que é uma linda Kona, muito flexível e com um grande curso de traseira. Dizem que é “stinky”, mas não há cá Konas mal cheirosas. Como qualquer Kona que se preze, fez-se difícil até finalmente se entregar ao novo dono, como explicarei mais à frente… (depois deste bocadinho a explorar a mais antiga piadinha do “BTT” português, vamos mas é ao que interessa)



Kona do avesso



O Jay tem uma bike nova, uma Kona Stinky. E que parto difícil que foi… a 1ª tentativa de envio falhou, e depois de ter voltado ao antigo dono porque o peso / medidas excediam os limites dos CTT, na 5ª feira à noite lá entregaram o famigerado “postal” ao Jay a indicar que tinha uma encomenda nos correios. Depois da suada vitória do SLB, não podia haver melhor noticia. O problema é que na 6ª feira, não estava nos correios. E não só não estava lá, como ninguém sabia onde estava. À hora de almoço, já o JP estava a ficar um bocado em pânico com a coisa, e decidi ligar para os CTT para saber “onde estava a bicicleta do meu atleta, que tinha uma prova amanha, já estava inscrito e com o seguro pago”. Posso não andar um corno, mas o papel de manager assenta-me que nem uma luva!! Lá para as 19h lá disseram ao JP que lhe iam entregar a bike a casa, mas que tinha de pagar em cheque. Mais um filme… lá se arranjou o cheque e quando chegou o carteiro, afinal era para pagar em dinheiro. Felizmente não foi impedimento, e o novo brinquedo ficou no novo dono.



"A minha Kona é linda, não é?"



No Sábado, o Jay levou a Kona a conhecer as novas amigas, e fomos todos para a Malveira. Claro que o Jay estava com um daqueles sorrisos que um gajo quase que paga para ver. Ficou um bocado triste de ser logo ele a ficar com o “mini bus”, mas já se sabe que na Malveira, o ultimo a chegar é sempre o que se lixa. Na 1ª descida fui eu e o Telmo, mas aquilo foi muito a medo, já não íamos à Malveira desde aquele fatídico dia com o pessoal do CPFR que se saldou em muitas mazelas, especialmente na confiança e auto-estima! A seguir lá foi o JP com a sua menina. Não me lembro bem do que ele disse quando chegou lá abaixo, mas foi qualquer coisa no sentido de “isto é outra dimensão”. Fizemos mais umas tantas descidas, cada vez se estava a andar mais rápido e claro que as quedas tinham de aparecer (sem consequências). Apesar disso, o dia acabou em grande, com o Jay a mandar-se sem medos ao 2º voador. Estava eu com o carro cá em baixo quando aparece o JP assim do nada, com um sorriso que dava para ver atrás do capacete… só podia ter sido uma “descida louca”. Gostei mesmo de ver, imagino quando estiver com os travões afinados!! Temos um rider com a confiança no máximo. Desaconselho vivamente os restantes a tentarem acompanhar este menino durante os próximos tempos… o rapaz está com fogo na Kona. Parabéns pela aquisição meu velho!!!



"Jay, olha aí que tens a Kona no chão"




No Domingo fui com o Covas até Belas. Foi a voltinha habitual, a passar nos spots e saltos “obrigatórios” lá da mata de Belas, até chegar ao marco geodésico onde começa o trilho de DH. Andámos lá a fazer uns saltos até que resolvemos descer o trilho todo de seguida. Eu tinha avisado que aquele trilho de Belas ia fazer umas baixas, o que eu não previ é que ia tocar tantas vezes ao mesmo. Depois de uma queda aparatosa na semana passada que me rebentou com a transmissão, eis que regresso ao meu spot preferido: o chão. E regressei cheio de pressa e cheio de slopstyle, tal foi o “frontflip no foot”… magoei-me um bocado, mas nada de ortopédico. Na descida seguinte, foi a vez do Covas cair na recepção do salto da árvore. A queda foi tal que o guarda florestal saiu lá da casinha para ver se estava tudo bem, e felizmente estava. Para finalizar, na “descida do deserto”, furei e a partir daí deixei de andar de bicicleta para andar com a bicicleta. Enfim, teria sido um dia terrível não fosse o facto de termos saído de lá a fazer um salto que ainda não fazíamos…




Não queria terminar este post sem desejar ao Jay uns grandes rides com a nova máquina. Custou, mas foi, e é mais que merecida!!



Abraços,

Sub

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

On tour again

Mas que grande Sábado que foi!!

Ainda ando a fazer “descidas mentais” pelos trilhos da Serra da Estrela sempre que adormeço. Ainda não tinha ido a turma toda junta lá acima, e foi um espectáculo. Só pecou por ter sido tão pouco tempo.


Objectivo: descer a partir do ponto mais alto de Portugal.

Não fazemos a coisa por menos...



Arrancámos na 6ª feira já um bocado tarde porque ficámos todos à espera que o Covas acabasse de “comer a sopinha”. Já ouvi chamar-lhe muita coisa, mas sopinha nunca. Enfim, foi perdoado porque ia ficar afastado da namorada durante dois dias e geralmente é o Covas que espera por toda a gente, mas entretanto havia dois desgraçados a desesperar em minha casa e outro a desesperar sozinho… o Jay já não me conseguia ver a andar de um lado para o outro, tipo macaco enjaulado. Chegado o Covas e o Rui, foi arrumar as 4 bikes na carrinha e arrancar, rumo à A23. A viagem fez-se sem sobressaltos e chegámos à Vila do Touro por volta da meia noite. Instalámo-nos e ainda fomos cozinhar umas pizzas para o dia seguinte. E ficou o aviso de que o dia seguinte começava as 7 da matina…


Toca o sino na torre da igreja... Pack your things gentlemen!



No Sábado, cumpriu-se a promessa e às 7 da manhã alguém gritava “ALVORADA” lá em casa, ajudado pelo sino da igreja que toca uma linda versão do “Avé Maria” todos os 30 minutos. Não imagino melhor forma de acordar… Apesar das horas, o humor andava em alta naquelas bandas, ajudado certamente pelo cheiro a “cofee shop”. Com o pequeno-almoço tomado, lá seguimos em direcção à Torre, ainda com tempo para um café em Manteigas. Na torre ainda andámos um bocado sem perceber onde é que era para se adquirir o “passe” para a telecadeira, mas resolvido esse embrulho, fomo-nos equipar e finalmente começar a descer.



three men down, untill there's no men left


Tínhamos connosco o Rui, que acabou por ser a grande revelação do dia, equipado com a minha Wheeler de XC. Ainda tentámos alugar uma Nitrous que lá estava, mas o desviador partiu-se após 20 metros de descida, pelo que a Wheeler voltou à cena. O Rui lá fez o trilho connosco, a uma velocidade moderada, mas para quem raramente anda de bike e para quem estava montado numa “XC Racing” esteve mesmo em grande. E ainda chegou lá abaixo a dizer “isto é cá uma adrenalina”… eu bem digo que o gajo tem aquela fisionomia à Vouilloz: baixinho e compacto!!



As primeiras descidas foram para ver as pistas. A confiança andava muito por baixo, mas à medida que se ia acumulando descidas, começámos a esticar o andamento e no fim da manhã já se andava muito rápido e fluido e só um duplo é que andava a fazer um bocado de comichão, porque os restantes obstáculos já tinham sido ultrapassados, com mais ou menos destreza. O Jay apesar de estar numa rígida estava soltinho, eu a partir do meio do dia comecei a esticar a corda, e até o Covas, que via-se que estava num “mau dia para morrer” e queria era não cair, andou a mandar-se aos saltinhos que lá havia. Mesmo assim, protagonizou um incidente (que felizmente não se transformou em acidente), quando atravessou a uns 40 kmh um rebanho de ovelhas que estavam a descansadamente a pastar... no meio da pista!! Era ovelhas a correr por todo o lado...


Mais um slow motion patrocionado pela G.A.S.



A meio da tarde o cansaço começou a apertar e o Rui foi até ao carro comer (umas pizzas, claro…). Ainda tive tempo para furar, como não podia deixar de ser, mas foi a troca mais rápida que alguma vez fiz… devo ter trocado a câmara nuns 3 minutos. A paragem forçada deu umas forças extra e saí da “pit stop” completamente cego, largado para a que seria a minha “descida louca” do dia. Foi tudo no máximo e só um duplo é que me ficou atravessado. E ainda ouvi umas palavras de incentivo vindas da telecadeira onde já estavam a subir o JP e o Covas.



gently down the stream



As 5 da tarde, estávamos completamente exaustos e os braços não aguentavam mais. Ainda fiz mais uma descida só com o JP e depois disso foi encostar à box, porque é geralmente nesta fase de cansaço que as desgraças acontecem. A viagem de regresso à Vila do Touro foi dura, e já só via era um banho quente e um arroz de farinheira à minha frente. As 11 da noite já toda a gente ressonava forte e feio…


"Então? Fazemos mais uma? Mas não é dessas pá!!"



No dia seguinte lá acordámos com o sino da igreja, desta vez com uma música diferente que é para avisar que há missa. Definitivamente, as pessoas dali devem detestar dormir, ou têm horários muito estranhos… Lá nos fomos levantando, e parecia que os papeis se tinham invertido: o JP era o mais desejoso de se vir embora e eu só queria era prolongar a minha estadia ali ao máximo. Eu e o Covas ainda fomos fazer umas descidas lá na Vila do Touro, com o JP e o Rui na carrinha. Ficámos impressionados com o facto de que as pedras que tínhamos lá deixado há uns meses atrás, em equilíbrio precário, a sinalizar um salto natural estavam precisamente no mesmo sítio, o que comprova a grande actividade que há ali no meio dos montes. Depois de duas boas descidas e de um banho tomado, arrumámos as tralhas e metemo-nos a caminho de casa.



Sad but true: de regresso a casa...