quarta-feira, 27 de maio de 2009
as matinés (que já não são do X)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
37 pró Castelo
E agora um pequeno comentário sobre a "noticia do momento" : as pistas da Malveira estão para ir abaixo. Se por um lado não me sinto com autoridade moral para falar, pois apenas fui a uma manutenção promovida pelo CPFR, por outro, como cidadão, sinto-me em pleno direito. Como sabem, quem no passado sempre esteve contra a abertura de novos trilhos - o PNSC -está do "nosso" lado e consagrou o direito à pratica de FR no parque natural na Carta de Desporto na Natureza há cerca de um ano. Quem agora nos quer fora de lá é a camara de Cascais (dona dos terrenos), pois parece que incomodamos os moradores em ano de eleições. Com que direito, meia duzia de cidadãos fazem valer a sua vontade sobre as centenas de cidadãos que frequentam e as dezenas que melhoram aquele espaço para a prática desportiva à conta de muitos litros de suor?? Será que o direito deles de estarem em isolamento na floresta nas suas casas palacianas se sobrepõe ao direito dos restantes praticarem desporto ali? Praticar desporto caraças, não vamos para ali pegar fogo a nada, fazer patuscadas, tocar tambores ou apanhar bezas...! Não nos tiram dali assim, sem fazermos barulho.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
in case of emergency dial 661
Sabem aquele tópico do FRZ… “Material assassinado e espalhos”? Resume bem a nossa manha de Sábado. Isto quanto mais tempo ficamos sem andar, mais custa o regresso, e parece que um gajo se esqueceu do pouco que sabe. Mas o que interessa é que fomos, e se por um lado o Covas anda com uma nuvem negra por cima, eu ando com um sol radioso. Vamos lá ver quando é que me calha uma insolação…
a mascote... é pena que não dê sorte nenhuma!
Mal chegámos à Malveira percebemos que algo de muito errado se anda ali a passar: dois fds consecutivos em que o Jay espera por nós. Tamanha improbabilidade deveria ter-nos alertado para o que estava por vir, mas mesmo assim fomos descer animados e crentes de que tudo ia correr bem. Logo na 1ª descida, fui eu e o Covas pelo ride the lightning, com o Covas à frente. Até estava a dar gosto de o ver a comer a trialeira sem problemas, a fazer um granda trabalhinho de pernas a amortecer aquilo tudo. 2ª secção sempre a abrir, os dois todos largados por ali abaixo, a curtir à grande. Na 3ª secção, depois do relevê grande vejo o 1º espalho do dia que custou um dropout ao Covas e consequente imobilização da plunder o resto da manhã. Mais um espeta motivado pelo “pé de fora em baixo” que tanto tenho apelado aos meus companheiros. Aquelas milésimas de segundo em que quem ainda não automatizou o movimento fica a pensar “esquerda, direita, esta esquerda ou a outra” continuam a custar umas quedas. Resultado: logo na 1ª descida ficámos sem um canhão e com o Covas que só fez 1/2 descida (ficou com o desviador pendurado e não tinhamos quebra-correntes) a sonhar com aterragens suaves e com os “zero skills” exigidos pelos saltos em queda livre...
Depois, fui eu e o Jay, descidinha limpinha e sem quedas, com a 1ª secção quase sem erros e sempre a ouvi-lo coladinho a mim. Na 4ª secção, eu continuo a evitar os shores mas um dia destes lá terá de ser (“é um handicap muito grande”). De seguida, desceram o Covas e o Jay, que descobriram uma nova linha, encostada ao shore/skinnie/baloiço novo que la andam a fazer. Estavam acompanhados por um rapaz que lá conhecemos, o Hugo, que lhes ia dando um alento extra para se mandarem aos obstáculos.
Hugo e Jay
Depois de uma paragem para reabastecer com umas arrufadinhas, fomos novamente fazer umas descidas, e o Covas foi-me mostrar a tal linha nova. Ele avisou-me que o terreno estava ainda muito virgem. Realmente, o trilho ainda está pouco pisado (talvez porque ainda está fechado!) e o chão fofo tira muita velocidade - mas ainda bem - porque numa dessas zonas o Covas caiu de costas no espaço entre umas pedras e um cepo mal cortado. Quando vi onde ele estava confortavelmente deitado a pergunta “estás bem?” impunha-se, porque se tivesse caído 2cms para qualquer um dos lados, certamente as consequências teriam sido outras. No drop que antecede os voadores, o Covas manda-se novamente à maluca, e quando já eu pensava “bem, assim sendo eu também vou fazer” deu-se a queda do dia – o Covas não conseguiu chegar às manetes de travões (afinadas para as manápulas do “Jay Phelps”), foi direitinho contra uma acácia em full power e mandou um voo daqueles mesmo aparatosos. Ao primeiro “estás bem?” o Covas respondeu que sim, ao segundo respondeu que “não sei” e ao terceiro foi “espera aí que já te digo”.
se soubesses o espeta que o covas mandou não tavas a filmar...
Na descida seguinte, fui com o Jay, tudo muito limpinho até se chegar aos shores. Quando eu estava à espera no final da secção, vejo um granda Jay a voar descontrolado lá mais atrás… tinha ficado com um pé preso num dos retentores de terra! Mais uma chamada para o 661, uma direcção com um bocado de folga (que já vinha do espeta do Covas contra a acácia), mas nada que o nosso mecânico não tenha tratado na hora.
capacete sem pala "john tomac style"
Continuando a epopeia, na descida seguinte o Jay à frente e eu atrás, bem coladinho, porque tendo em conta o histórico recente, alguem ia cair, e queria estar la para ver e para depois perguntar se "está tudo bem". Felizmente a história não se repetiu e o Jay não caiu mais e os gajos da 661 puderam descansar. Depois destes dois fds em que vi tantos tralhos aparatosos dos rapazes e não me calhou nenhum, sinto-me um bocado excluído, mas como alguém disse e bem, geralmente quando me espeto dá direito a raio-x.
"crise? qual crise?"
Continuamos é com o grave problema de transporte... com a spacestar só dá para três, e ja temos saudades de fazer ali umas descidas com o resto do pessoal. Continuamos à procura de uma carrinha por 1000€, mas não tem estado lá muito fácil de encontrar uma coisa em condições: a única que fomos ver, o dono disse que tinha vergonha de a ligar assim a frio por causa do fumo...
sábado, 9 de maio de 2009
crise? qual crise?
Depois de tanto tempo como leitor, foi hoje que decidi ser também autor de um post (espero que vos dê tanto prazer e entusiasmo a ler, como eu tenho e sinto quando leio um dos vossos). Se desde o início tenho sido um dos maiores contribuintes nas campanhas da GAS, a pergunta que se impõe é, porquê postar logo hoje?
Dou-vos duas pistas, vencer a inércia que um corpo de 1,88m e 93kg necessita nem sempre é fácil, e quando se consegue temos que canalizar os esforços para assuntos tidos como prioritários, do tipo alimentação, satisfação de necessidades fisiológicas básicas, carregar no botão do comando, esse tipo de cenas…a outra pista que vos deixo é que hoje relembrei-me do quão divertido o downhill pode ser – e esta sim é a verdadeira resposta á minha pergunta!
Quem costuma raidar comigo sabe que nos últimos tempos atravessava uma crise de confiança acentuada, fruto de mais dois ou três valentes baptismos por essas pistas fora, e isto é tão verdade que até numa prova de 60km me inscrevi, sim sou eu o autor da expressão “tou mais virado pó cross”, mas meus amigos e colegas raiders, acho que hoje virei a pagina da crise de confiança que me seguia desde a altura das minhas queridas e saudosas (ate hoje) chuvas, que tão deslizantes e escorregadios deixavam os trilhos malveirenses.
Como já não descíamos os três juntos (sub, covas, e eu) á uns valentes meses decidimos subir a serra a pé para matar saudades. Em boa hora o fizemos, porque conseguimos ver que a luta naqueles lados não pára, e ainda bem, a não ser que sejas uma acácia! Assim e a duas secções do inicio da pista pusemos os capacetes e decidimos descer! Foi uma descida controlada até porque nenhum de nós descia á uns tempos e isso sente-se e de que maneira! Após umas semanas a andar com outra máquina, ainda por cima numa rígida, aqueles 1ºs metros de trilho foram como se tivesse numa bike totalmente nova. Mas foram sensações que duraram pouco, á medida que ia passando pelos micro-ondas e dropando obstáculos começava-me a lembrar das suas reações e do seu feitiozinho temperamental. Como dois amantes que não se vêem á algum tempo, e se encontram casualmente num café, o próximo passo seria monta-la á séria!
Decidimos voltar ao método spacestariano e lá fomos nós serra a cima, sendo eu o primeiro condutor do dia! Desta forma calhou ao sub ser o padrinho do nosso stoxx no “ride a lightning” e pelo que sei foi um baptismo memorável, mas deixo essa crónica para um dos seus participantes. Assim que chegou a minha vez de descer, começamos logo bem, e conseguimos fazer tudo limpinho o que me deu uma moral extra para o resto daquela descida. A esta altura já nem me lembrava da crise de confiança. Crise? Só mesmo a económica!
Com tanta moral, no meu caso especifico normalmente só há uma saída, e é rezar para que não seja muito dolorosa! Para vos tranquilizar desde já, adianto-vos que apenas me aleijei na pontinha do dedo anelar da mão direita, digo-vos que foi uma sorte do c#**#” so me ter aleijado aí. Vinha louco (quando somos nós parece que vamos sempre a 300km\h) na zona dos degraus, e no último perco o controlo da menina, ainda tento desviar-me duns cepos encostados ao lado direito da pista mas esqueci-me que a seguir tinha uma árvore, só tive de tempo de fechar os olhos e pensar; este vai ser dos fodidos! Acho que foi a 1ª vez que fechei os olhos á espera do embate, mas quando estou á espera dum BUM CATRAPUM PUM PUM, surge um silencioso.... já está???? Não foi assim tão fodido! Uns raspões, uma dormência no dedo e tá bom, agarra na bike e vamos continuar que isto hoje ta muita bom! Continuei a descer com um sorriso parvo que nem um dos espetas com mais velocidade que tive conseguiu arrancar! Na descida seguinte o registo continuou e continuei a morder os calcanhares de quem quer que fosse á minha frente, acho mesmo que, se fosse o Pastrana á minha frente também ele levava uma buzinadela para sair dali que me estava a atrasar as cronometragens. Tempo ainda para sacar o melhor table que alguma vez consegui sacar, e que mais pica me deu fazer! Ainda vinha no ar e já estava aos gritos!! Foi mesmo bacano!
Não posso deixar de dar uma palavra de grande apreço e de admiração ao nosso stoxx que após uma longa paragem voltou ás descidas e já com um ritmo bastante apreciável e nada espectável para quem tava parado á tanto tempo. Mas pelos vistos tudo o que for feito a menos de 250km/h e abaixo dos 4km de altura já não dá pica!
E assim se fez mais uma manha nos trilhos da Malveira, e que manhã! onde mais uma vez a boa disposição reinou!
Crise só mesmo na bolsa!
abrç
jay
sábado, 2 de maio de 2009
Skydive - The Ultimate Gravity Assisted Sport
terça-feira, 28 de abril de 2009
GAS has gone dark
Isto de ter canhões de DH é muito giro, mas bicicletas de metro e oitenta e vinte quilos requerem uma logistica diferente. A Space Star foi uma solução (pouco prática, diga-se), mas com estas bikes, simplesmente não dá. Isto com a entrada da chili ficou impossivel. Lá fomos remediando as coisas estes ultimos meses com muita boa vontade, com umas idas a Belas onde não é preciso transporte, com a Partner do avô Sopa e a jogar sempre com a ausencia forçada do Covas ( e da Plunder) para se conseguir fazer qq coisa. Mas ir pa Sintra e fazer 3 descidas em 2 horas já começa a não ser nada atractivo, e Belas tá mais que esgotado...
Por isso, serve o presente post, de apelo a todos os "amigos e apoiantes" para catalizarem a solução para o problema. Facilitando a vida de todos, já foram debatidas as várias soluções - suportes de plataforma na traseira do carro, atrelados, barras de tejadilho, ou uma carrinha "charuto" que nos leve ao topo da serra. Decerto já perceberam que a vencedora foi a ultima. Por isso estamos "on a mission" com o objectivo de encontrar qq coisa por menos de 1000€, que circule. Quantos mais formos, mais barato vai ficar... Quem estiver no barco, que se acuse!
abraços
Sub
quinta-feira, 12 de março de 2009
masters 30
Dali fomos até à linha do "punhetas" e foi uma grande surpresa quando demos pelo trilho com algumas "novidades". Não sabemos quem andou lá, mas os construtores originais sabemos que não foram. Se por um lado fizeram um bom trabalho na renovação do table, os novos saltos estão um bocado mal posicionados... O Antonio era o que estava mais solto e foi o unico a sacar o table direitinho. Eu bem tentei, mas n consegui...
Dali voltámos para os marretas e andavam la uns miudos mais abaixo a pregar umas tábuas e a fazer um salto. Fomos ate lá meter conversa, e so depois é que percebemos que o salto era... "amovivel". Claro que um salto amovivel não é muito boa ideia, mas até nem foi isso que fez cair um dos rapazes...
terça-feira, 3 de março de 2009
News from the front
aqui mesmo ao lado
Covas: condutor, mecânico, camera e... supporter!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Tempo livre...
Como já previa o meu amigo xe, depois de tantas horas em frente ao ecrã do PC lá cheguei ao fim da net.
Depois de muitas horas de photoshop e publisher, aqui fica aquele que poderá ser o logo da GAS. Opiniões, críticas e desabafos precisam-se.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Homenagem ao Guerreiro
Pois é, temos um guerreiro oficialmente “em baixo”…
Já falei com o nosso homem, e (palavras do próprio) estava com “uma pedra” superior à habitual (e esta foi patrocinada pela seguradora). O que é certo, é que teve uma despedida à maneira, e os trilhos de Sintra encheram-se para chorarmos convenientemente a nossa perda temporária.
Assim, neste misto de alegria por irmos andar e tristeza por saber o que estava agendado nos blocos operatórios, lá enfiámos as bikes nos carros e fomos ver a lama de perto. S. Pedro resolveu fazer uma pausa nas chuvadas durante toda a manha, mas as pistas estavam um bocado para o alagadas. E para animar mais o dia, o Covas até teve o privilégio de apadrinhar mais um nestas andanças… aliás, o Filipe, no final da primeira descida (desceu logo na Stinky) já dizia que ia trocar a sua “cross racing” por uma coisa com mais sloping e curso de suspensão. É sempre giro ver a cara de esgazeado de alguém que acabou de ser baptizado naqueles trilhos… e para além do Filipe, tivemos ainda a presença dos menos habituais… Telmo, Carlos, Tó e Pedro.
Como já tinha sido anunciado, o Jay conseguiu a Peugeot Partner do “avô Sopa”, mas também tivemos de colocar a Space Star em serviço. E mesmo assim não foi nada fácil encaixar 6 bikes e 8 marmanjos dentro dos carros. Mais uma vez o Telmo quis mostrar os seus dotes de organização de espaços e recursos, mas como já é habitual, foi amplamente ignorado pela maioria, que a meio da explicação do esquema já se tinha perdido um bocado com tanta confusão…
Apesar de bastante apertados, lá fomos até ao inicio dos trilhos e começou a diversão… tanto eu como o Jay andamos numa crise de “excesso de confiança” e sucediam-se as ultrapassagens em plenos single tracks e os arranques fulminantes em cada secção para determinar “quem ia à frente”. Mas isto tudo numa descontra tal que até dava para irmos trocando umas palavras a meio das descidas, nem que fosse para avisar que “vou cair” ou “cuidado ai com a arvore”. Claro que, com tanta busca pela velocidade, no final da primeira descida os calções do pessoal pareciam os calções de alguém que tinha tido uma "over" de laxantes…
Apesar das condições muito adversas, o pessoal foi-se habituando à aderência zero que o piso proporcionava e lá mais para meio da manhã, já ninguém passava ao lado dos voadores sem os provar, até mesmo os menos habituados a andar de bicicleta sem por as rodas no chão, o que espelha bem o espírito de “está um bom dia para morrer” que reinou durante a manhã. Até o Covas, que já tinha o “encontro marcado” no Hospital, estava bem soltinho com a sua nova suspensão, e protagonizou uma queda à minha frente que achei logo um pouco estranha. Mais à frente lá me explicou que “epah eu ia a cair para cima do ombro lixado e mandei-me logo para o outro lado”. É muita presença de espírito. Eu geralmente quando caio, quando dou por mim… já estou no chão.
Lá mais para o final da manhã, ficamos reduzidos a 5 elementos. Mas os ânimos não esfriaram, e continuou-se a descer “como se não houvesse amanhã”, o que para o Covas não andava lá muito longe da verdade. Ainda se fizeram mais duas descidas, até decidirmos que o cansaço acumulado estava a tornar-se perigoso. Foi sem dúvida uma manhã em cheio.
Não podia terminar este post sem desejar ao nosso velhinho uma rápida recuperação. Só mesmo este gajo para pedir aos enfermeiros para que o deixem fumar no hospital, ainda meio anestesiado! E já sabes que os “rolos” esperam por ti quando te achares capaz de dar umas pedaladas. E vai-te preparando, porque lá mais para o Verão vamos ter aí mais uns “tours”. Get well soon!!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Em recuperação...
Já estou em casa em frente ao pc e isso só pode ser bom. A operação correu bem e tive alta já hoje de manhã. Tenho o ombro todo dorido e ainda mal sinto a mão. Além da anestesia geral que levei (que broa...) também me anestesiaram o Plexo Braquial (tem a função de conferir inervação motora e sensitiva ao membro superior), o que me cortou toda e qualquer sensibilidade do braço e mão até hoje de manhã. É horrível, devo dizer.
Felizmente todos os profissionais que me assistiram foram 5 estrelas. Nada a apontar, antes pelo contrário. Ontem à noite quis ir fumar um cigarro e com a conivência e ajuda de dois enfermeiros (um deles gaulês) e da minha enfermeira pessoal (leia-se Tatiana), a quem quero desde já prestar os meus mais sinceros e eternos agradecimentos pelo seu incansável esforço e dedicação, lá fomos até um cubículo onde eu pude esfumaçar à vontade. Resultado: tive uma quebra ao regressar ao quarto que só me valeu a ajuda da Tatiana para não me estatelar ao comprido no chão...
As dores chateiam mas não são nada do outro mundo e já tenho uma série de exercícios para ir fazendo para que a recuperação seja o mais rápida possível.
Malveira, whait for me and you’ll see!!
T
ps: como é ó Sub, estamos à espera do report da nossa última ida a Sintra. É que ao julgar pelas palavras do Jay, foi uma das mais produtivas e loucas!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Mesa de operações à espera...
Parece que é oficial. A luxação que trago no ombro desde a vez que a filha da pu** da acácia não se desviou da minha frente nas pistas da Malveira vai levar-me ao bloco operatório no próximo dia 3...Segundo prognósticos do médico (e prognósticos só no fim do jogo), a recuperação da artroscopia que vou fazer vai afastar-me das pistas por uns bons mesinhos. 4 ou 5 ninguém mos tira. Estou a ver que depois de passar a fase inicial lá terei que fazer umas incursões no XC e aguentar o canhão ali parado a ganhar pó.
Valem-me os amigos com palavras de compreensão e atitude positiva para a coisa.
Parece que o Jay até já arranjou uma colega da Peugeot para ir connosco e tudo. Ganda Jay! ;-) Assim os canhões podem ir bem à vontade.
T
domingo, 25 de janeiro de 2009
Belas extreme
No Sábado, combinámos na Amazing para ir buscar a bike e de lá arrancámos para a mata. Quando já estávamos de mochila as costas a sair do estacionamento, chega o Jay, que previsivelmente foi o ultimo a chegar. A chuva tinha feito mais estragos do que pensávamos e o drop final precisou de troncos novos e de um enchimento novo. A meio dos trabalhos o Rui veio fazer-nos uma visita e conviver um bocado em espaço aberto.
"Esta merda não estava a gravar"
No Domingo, a chuva voltou a não aparecer de manha e fui com o Carlos fazer mais uma incursão pela mata de Belas. Não choveu de manha, mas tinha chovido bem à noite... não havia propriamente lama, havia era agua a escorrer em praticamente todo o lado, por isso no fim da 1a descida (fora dos trilhos por um curso de água na encosta oeste) estava tão molhado como se estivesse realmente a chover.
Subimos até ao marco geodésico, descemos pelo trilho desde aí e ainda ficámos ali a curtir um bocado nos 2 primeiros saltos ate irmos para a zona dos Marretas. Como estávamos os dois com "canhões" as deslocações entre os spots era feita a pé, e quando havia descidas lá nos montávamos nas bikes. Tivemos a curtir um bocado la nos saltos dos marretas e daí fomos fazer a linha do "duplo do punhetas" que fiquei a saber que foi o primeiro trilho que o Carlos e o Ricardo fizeram ali.
Mas o melhor ainda estava para vir... fomos finalmente andar no novo trilho que ainda não está acabado. Com a vantagem de levar à frente um dos locals foi só deixar ir. A coisa mais complicada é mesmo "a ponte", que é um shore estreitinho, a uns 3 metros de altura. Ainda bem que já está a ser "engenheirada" uma alternativa que passe por debaixo daquilo. Já o segundo shore, está brutal... Tudo muito bem desenhado e com os releves certos, mesmo bem feito. Tenho de dar ao parabens aos traibuilders que aquilo está mesmo à maneira!
engenharia ao mais alto nivel
domingo, 11 de janeiro de 2009
Hot Chili vs. Cold Mud
Depois de grandes contratempos na montagem da guia de corrente, na 6ª feira ficou finalmente pronta a minha nova bike - uma Hot Chili Worldcup. O nome só por si revela logo as intenções da máquina: downhill race! E apesar de ao inicio ter achado o quadro horrivel, até que começo a gostar daquele amarelo na pintura. A montagem ficou muito equilibrada em termos de geometria, e ao fim de 30 metros de trilho já me sentia muito confortável em cima dela.
No sabado fomos fazer-lhe o batismo as pistas da Malveira. O Covas, com mais uma lesão nos tendões, foi de muletas para assistir à estreia e conduzir-nos serra acima. Sair de casa num dia daqueles para não ir andar foi mesmo de amigo! É que as previsoes, para alem das temperaturas negativas, anunciavam possibilidade de queda de neve. Não havia neve, mas outro fenomeno invulgar assolava os trilhos: lama congelada!
A 1ª complicação do dia foi estar UMA HORA à espera do Jay. E quando chegou surgiu logo a 2ª, e esta mais complicada, que é o transporte na carrinha. O esquema funcionou bem até agora, mas com 3 canhões destes vai ficar tudo muito complicado. Lá conseguimos levar aquilo tudo até lá acima e fez-se finalmente uma descida. Apesar da lama e de um trilho muito dificil, comecei logo a curtir e chegámos cá abaixo muito satisfeitos. Ainda se fizeram mais duas descidas e parece-me que os "slow motions" começam a ficar para trás: acho que a solução para a ineficácia daqueles travões, é mesmo usá-los pouco e porque parece que com aquela máquina quanto mais rápido melhor. Fiquei impresionado! Acho que nunca andei tão rápido em sintra, e nem imagino como será em piso seco.
Infelizmente, e depois da 3a descida, fui ver e um dos pedais estava solto e com a rosca dos cranks toda moída. Lembrei-me logo de uma pancada forte que tinha dado com aquele pedal na trialeira da 1ª secção, e também me lembrei que os pedais não tinham ficado muito bem apertados... impressionante como a unica coisa que fui eu que montei na bike, foi a coisa que cedeu. E assim acabou o dia, com a sensação de que só comi meio rebuçado, mas que já deu para adoçar a boca.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Bom ano!
Depois de muitas queixas de que em Dezembro não houve "posts", aqui venho lançar o primeiro de 2009. Mas como este ano ainda não houve actividades dignas desse nome, vamos então recordar as ultimas incursões do ano passado. Os "Marretas", em principio vão ficar-se por onde chegaram, pois dali para a frente há pouca inclinação. Provavelmente a acabar no "drop do Jay" (epah, não, não é do Jay, não digam isso!)
Para 2009, todas as esperanças de começar a largar os "slow motions" caiem sobre a Malagueta. Está quase, quase!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Muppets show!
Eu, que tinha estado doente durante a semana não resisti ao apelo do Covas de ir experimentar a máquina nova, lá fui... a antibiotico e brufen e com umas amigdalas do tamanho de bolas de golfe, mas fui! Ainda estivemos a cavar um bocado, a montar mais um tronco no drop para a 2ª secção, e a preparar as coisas para o shore que passa em cima da vala. Mas o que queriamos era mesmo experimentar o canhão!
O Covas foi estrear a sua nova máquina e regressou logo de sorriso montado. Andava ali um bocado a cavar, depois fazia uma descidinha e depois voltava ao trabalho. A seguir foi a minha vez e logo na 1ª descida deu logo para perceber que está ali bicicleta que nunca mais acaba... é dropar para flat com ela e nada, não se passa nada. E quando tiver uma suspensão mais adequada temos ali a "ultimate freeride machine". Parabens meu velho, que grande negocio que fizeste!!! Claro que com um brinquedo destes nas mãos, a vontade de cavar foi sendo cada vez menos e o fim da manhã foi só curtir e tirar umas fotos para eternizar o momento.
Neste ultimo fim de semana, voltámos à carga lá nas obras, esta semana voltámos a contar com o JP. Almoçámos bem cedo no Sábado e ao meio dia e picos já lá estávamos. O objectivo do dia era muito claro: fazer o shore por cima da vala, que fica apontado ao drop para a 2ª secção. Lá fomos, munidos com mochilas, comida, serrotes enxadas, e com os canhões (desses e dos outros). Eu continuo a achar que quem nos vê passar fica um bocado intrigado com aquilo... "quem serão aqueles agrociclistas?" ou "Será que são pastores newschool?" ou "Olha, aqueles vão cavar de capacete".
Chegados ao spot começámos logo a trabalhar, e num sincronismo perfeito: eu andava a mandar umas arvores abaixo, o JP a serrar à medida e o Covas a pregar. Apesar de ainda ter dado tempo para se irem fazendo umas descidas, estava tudo cego com o objectivo de terminar aquilo. No fundo, muito cedo percebemos que aquele shore ia tornar tudo diferente, e que o "dropzinho" feito com velocidade, já não era "dropzinho" nenhum...
O Covas teve a tarefa de ser o test driver (ou test dummie se aquilo caisse), e a partir dali foi começar a abusar. Ainda fomos fazer umas descidas desde lá de cima, mas o petisco do dia era mesmo aquele drop. Depois de uns saltos a correrem bem e com a confiança em altas alguem disse "vamos lá subir a fasquia" e começaram-se a fazer saltos sem levar a mão aos travões. Estava lançada a parvoice, que só acabou com um grande tralho do JP, praticamente já no flat, que para além da queda ainda levou com a bicicleta na frente do capacete. Isto tudo sem colete, nem goggles... foi a 1ª vez que vi o JP a precisar de "esperar um bocadinho" até tirar o capacete (que tinha umas marcas valentes), mostrar as mazelas e levantar-se com esforço. Foi arrumar as coisas e vir embora que o dia já estava "feito"...
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
trilho dos marretas
É quando menos se espera que surgem os momentos de inspiração... No Sábado voltámos à reforma agrária em Belas, e depois de já nos ter assolado a questão "Qual o nome que vamos dar ao trilho?" o Covas começa a dizer que "este trilho é uma comédia, tem uns 6 saltos em 300 metros, isto parece o trilho dos marretas, mas ca granda palhaçada que aqui vai". E o que parece, as vezes é! Ou melhor, passou a ser. Trilho dos Marretas. Nem mais, está perfeito.
Depois disto, começámos a fazer... mais um salto. É um dropzinho para a entrada da 2ª secção, que à medida a que se for aumentado em altura se vai transformar num drop a sério. Quando fomos ver as horas começa a tocar a sirene do meio dia, mas pelos menos aquele tinha de ficar terminado e testado. Para a semana vamos fazer a 1ª estrutura de madeira, que vai atravessar a vala e fazer a saida da 1ª secção. A avaliar pelo sucesso que foi a engenharia deste ultimo dia, aquilo deve cair nas primeiras 3 passagens...
domingo, 2 de novembro de 2008
reforma agrária
Almoçamos bem cedo no sábado e por volta das 13:30 já estávamos a pegar nas ferramentas e na minha bike para irmos lá para o spot. Ao fim de umas 2 horas, já tínhamos umas centenas de metros cicláveis, a aproveitar 2 saltos naturais que lá estavam e que foi só dar uma actualização cosmética nas recepções. Lá mais para o meio da tarde, apareceu o Jay que tinha ido buscar a bike à Decathlon... tinha ido lá para sangrar os travões e saiu de lá sem travões de todo.
Enganam-se os que pensam que a partir daí tivemos mais um par de mãos, porque o trabalho mais duro da tarde estava já quase feito menos o enchimento de um drop, no final da 1ª secção, que quando o Jay chegou já ia a meio. Mas soube bem ter ali alguém a picar a terra para se tirar mais facilmente com a pá! Mesmo no cair do pano, ainda apareceu o Carlos que também anda num projecto de trilho que vai fazer de alternativa para Norte no trilho do CDBelas. E parece que já há shores de 15 metros...
Quanto ao trilho propriamente dito, ficou praticamente desenhada a 1ª de três secções. Estes primeiros metros são muito rápidos e fluidos, se calhar até fluidos demais. Na abordagem ao salto maior tem de se tirar muita velocidade, porque se não, vão haver ali voos à Pastrana. Enfim, o trilho está a pedir umas curvas rápidas com releve, mas primeiro vamos desenhar a linha toda, ver como fica e fazer as alterações que formos achando necessárias e que só se notam quando lá passarmos umas vezes de bike.

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