quarta-feira, 22 de julho de 2009

Bike Trip à Serra da Estrela


O título diz tudo. Bike Trip à Serra da Estrela. Sim, à Serra da Estrela e não ao "Vodafone BikePark" porque de park tem muito pouco e parece-me que a Vodafone e a Turiestrela se estão a cagar para aquilo. Enfim, estamos na tuga e basta...

Quanto à Trip, esteve lá toda!
Hora de partida da Gália: 6.00 a.m. sharp. Isto depois de já ter apanhado o Tó no Cacém e de termos atestado a (quase já nossa) Fiat Ducato. Depois foi só enfiar 7 bikes, 6 gajos e toda a respectiva tralha (geleiras e frigoríficos incluidos) e arrancar à base de Red Bull e da adrenalina que os seis marmajos expiravam pelos poros.

A viagem foi a parvoíce habitual com o ambiente "a concertos à antiga" a apoderar-se do espaço. Ele foi Xutos, foi Ramones, foi Peste e Sida... E para quem diga que só lá faltou o cavalo, engane-se, porque até esse esteve lá!
"Chuta cavalo, chuta cavalo, chuta cavalo e morrerás!!" (cantado em uníssono)
"Chuta cavalo, Chuta cavalo!!"

Comigo sempre ao volante até ao ponto mais alto de Portugal Continental, eram 9.30 quando lá chegámos. Estava um dia brutal, com o céu completamente limpo, uma temperatura muito simpática e uma radiação solar a fazer lembrar o grill do meu forno de cozinha. Não houve escaldões, felizmente.
"The driver"

As pistas, essas não as vi. Vi foi muita pedra e pouca terra. Segundo o pessoal que lá está a operar o teleférico, as pessoas responsáveis por quele espaço não podem ou não querem fazer mais. No dia em que teoricamente abria o "Vodafone Bike Park" só tinham uma pista meio marcada e a outra estava uma lástima e sem marcações. Nada que assustasse o pessoal da GAS, deixem-me humildemente dizer.
"O descanso dos guerreiros"

Fizemos uma quantidade de descidas e tivemos outros tantos problemas de mecânica. Desde correntes partidas (pelo menos 2), a guias a sair do sítio (outras 2), a cabos a soltarem-se do quadro por causa dos saltos (1) e a apoios de guia partidos (1), ele houve de tudo. Felizmente foi só material (ou quase...). É que ao fim do dia já se contabilizavam algumas quedas. Nada de grave mas o suficiente para desmoralizar alguns guerreiros.

O Carlos com o seu canhão novo. E que canhão... Boxxer WC à frente e DHX5 atrás, quadro com muito bom aspecto e componentes todos de topo. Parabéns, tens mesmo aí uma ganda bike!! O Sub com a sua malagueta que a partir de certa hora decidiu que já não lhe apetecia mais aceitar as pedaladelas pesadas do seu amo e passou a rolar sem corrente. Qual Penela qual quê!! O Jay, (ou devo dizer Pablito?!) estava em grande ao atirar-se logo à maluca ao duplo do início da pista e ao salto da passadeira uns metros mais abaixo. O Tó, apesar de ser de longe aquele que de nós mais "cochonnes" tem, lá contabilizou mais umas 2 queditas ao seu curto currículo de acidentes. O Telmo, ai ai, o Telmo... O que se pode dizer do wiki? Tem sempre qualquer coisa para dizer e mesmo quando não tem arranja. O Telmo cagou na sua bike e tomou a acertada decisão de andar o dia todo com a Curve azul bebé (ups, azul bebé não, azul outra merda qualquer, lol).
"Ganda Jay!!"

E eu, hehe!! Eu que não caí uma única vez, que até me senti bem mesmo nas zonas com mais pedras e que nos relevés não troquei os pés. Eu que ganhei os tais "cochonnes" e me atirei ao duplo do Tó e do Jay e que após umas poucas de tentativas sem problemas lá consegui sacar unas 2 ou 3 saltinhos à homem. Ou deverei dizer à puto?! (ver vídeo "untitled 2") Só tive pena de me faltar uns dentinhos na pedaleira e de não ter atinado com aquilo umas horas mais cedo...
"Quais cochonnes, quais quê!!"

Às 18.00 lá nos reunimos no fim das "pistas" para tomar a nossa banhoca com o chuveiro do escuteiro do grupo e para vestir roupa limpa para dar início à jornada de regresso. A viagem mais uma vez foi a cena de sempre, muita bacorada e muita parvoíce, com a posição de driver a mudar para as mãos do Carlos. Às 00.00 estavamos todos em casa, com a certeza de um dia bem passado entre um grupo de pessoal 5 estrelas (excepto o Telmo à 3ª feira) e com vontade que a próxima seja mais a Norte.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Barriguinha cheia

O titulo do post não deixa de ser um bocado parvo, tendo em conta o meu estado actual( ver PS2). Mas já tinha sido decidido que este seria o titulo, ainda a circular nas pistas da Malveira. Este Sábado, e pela primeira vez em já alguns meses, saímos de Sintra completamente saciados, não só pelo número de descidas que acumulámos, mas também porque conhecemos um novo trilho e houve quem se mandasse a grandes obstáculos e tenha saído com o corpo ileso e o ego preenchido!


simplesmente... perfeita!


Mas vamos por partes... o dia começou bem antes da primeira descida. Como este era o fds em que o " és tão grande / gigante / o maior" Covas resolveu com elevada elegância o problema do transporte, havia recolha as 7:45 na Idanha, as 8:00 em Queluz e 8:30 na Malveira. A concentração das 8:00 foi a mais movimentada - o Covas e o Tó vinham ter a casa dos meus pais, para virem-me buscar a mim ao Telmo e ao Carlos. Não posso deixar de partilhar o comentário da minha querida mãezinha ao ver 5 marmanjos, 5 bikes e uma carrinha: "vai muita testosterona ali na carrinha".

6 marmanjos, 6 bikes e "2000 litros de capacidade"


Chegados à Malveira e cumprindo a recente tradição, já o Jay estava à espera. Num ápice, estavamos todos esquipados, com as bikes lá dentro e prontinhos para subir. Logo na primeira descida, assisto a um dos bons momentos do dia... vinha eu atrás do Tó nos voadores quando o vejo a seguir em frente no terceiro. Estava a começar bem o dia! Daí em diante foi acumular descidas umas atrás das outras. Entretanto travámos conhecimento com o Pedro, que depois de nos mostrar como é que se fazem os voadoares a sério, levou o Tó e o Jay pelo mundial e ainda nos levou, em "guided tour", ao trilho da Lucky Bikes.


El payacito, fartou-se de fazer rabonas sem cair

Ficámos todos encantados com o trilho, que para além de ser desafiante qb em termos de pilotagem e de DH, o que fez de mim fan do trilho desde os primeiros metros, tem uns obstáculos mais extreme FR mais ao jeito do Jay e do Tó. Umas verticais de pedra e uns saltos com gap respeitavel, que depois de vermos o Pedro a fazer pareciam muito fáceis: o Jay experimentou com sucesso a vertical de pedra, e o Tó logo a seguir. Estes dois rapazes andam a dar-lhe muito!! Foi uma manhã simplesmente perfeita ali na Malveira...

Saúdem o patrocionador

PS: pela primeira vez na história deste blog, houve 2 posts no mesmo dia, o que indica o entusiasmo que reina nas fileiras da Gravity Assisted Sports. Depois deste Sábado de luxo, avizinha-se mais um, com toda a comitiva a deslocar-se ao bike park da Serra da Estrela

PS2: para quem não sabe, sofri uma intoxicação alimentar provocada por ameijoas, de proveniencia vietnamita. Como se sabe, os moluscos actuam como "filtros naturais" e aquelas águas ainda devem ter alguns vestigios de napalm...


Agora só nos param na Serra da Estrela

Vodafone Bikepark is waiting for us...

Pois é pessoal, parece que é desta que vamos todos ao Vodafone Bikepark.

À semelhança do fim de semana passado, a Académica vai disponibilizar a um valor bastante apelativo (60€) uma das suas carrinhas de 9 lugares para a malta da GAS se deslocar até ao ponto mais alto de Portugal Continental. Há quem já fale de se fazer sócio aqui da AAA e tudo...

Segundo me informaram na Turisestrela, o Bikepark está a sofrer algumas reformas para ver se abre amanhã dia 15. Na pior das hipóteses, sábado já estará a funcionar em pleno.
Eu por mim combinava a reunião da malta bem cedinho em Queluz ou em qualquer outro sítio para arrancarmos a tempo de lá chegar às 9.30, 10.00... Depois é só curtir!!

Ah, não se esqueçam de levar paparoca com fartura pois os ares da montanha costumam dar fomeca. Também convém ir minimamente preparado para algum eventual problema de mecânica e manutenção.

T

ps: então e o report das 7 descidas de sábado passado com o apoio da AAA, sai ou não sai?

ps: desejos de melhoras para a intoxicação alimentar do guerreiro Sub. É que parece que as ameijoas vietnamitas estavam cheias de Napalm...


segunda-feira, 6 de julho de 2009

back in black

É interessante ver como as causas comuns têm a capacidade "quebrar o gelo" e juntar as pessoas. E que grande ajuntamento foi no Sábado na Malveira, com o pessoal todo no final das pistas no sitio certo (final dos voadores) a discutir os motivos e soluções para aquele problema. Desde a notícia bombástica do encerramento das pistas que não parávamos ali, e foi bom ver que afinal ainda tá tudo na mesma. A arrufadinhas continua por lá, o Francisco com 12 anos continua a deixar-nos envergonhados sempre que o vemos passar, o 2º voador é à menino, etc etc...


mais magrita, mas lá no sitio


Desta vez, os problemas começaram mesmo antes de chegarmos. Tinha combinado com o Carlos às 9h da manhã. E as 9h da manhã estávamos lá. O Covas, o Jay e eu em Sintra, o Carlos e o Tó em Belas. Como é que é possível alguém combinar as horas mas se esquecer de combinar o sitio... Enquanto o Tó e o Carlos faziam a viagem até Sintra, fomos fazer uma descida. Foi quando o Covas se apercebeu que não tinha trazido ténis, só chinelos (boaaa!!). E quando chegámos lá acima, uma ambulância parada no início das pistas. Pensámos logo que alguém se tinha partido todo ali e tinha ligado pro 661, mas afinal andava uma mulher perdida na Serra. Bem, antes da primeira descida já havia três incidentes um bocado esquisitos, e ainda o dia não tinha começado.


Perfeito, prontinho prá guerra

Lá fui eu e o Covas (com os ténis do Jay) por ali abaixo e logo no final da 1ª secção já o guiador branco bmx style da Plunder apresentava uns riscos, consequencia de uma queda. Quando chegámos lá abaixo, já tinham chegado o Carlos e o Tó e começou-se a descer com 2 carros. Infelizmente, mais uma vez recordámo-nos do problema que temos entre mãos, e aquilo ali sem carrinha é mesmo muito complicado. O que vale é que somos uns gajos cheios de boa vontade, porque entre os problemas a meter 2 bikes na space star e outras 2 nas barras da carrinha do Tó, qualquer um fica desanimado.


"isto com body armour é outra conversa"



As pistas continuaram a fazer umas baixas entre o material e o pessoal. Ao Covas tocou uma corrente partida, que apesar de ser um problema relativamente comum, o meteu em ponto de rebuçado e voltou-se a ouvir por ali que "esta merda de desporto que custa 50 euros por descida / eu não tenho jeitinho nenhum / eu vou vender a bike e tirar o curso de queda livre". Depois de uns miminhos ficou mais animado. Já eu, que padecia de problemas com a guia de corrente que me faziam perder 5 minutos cada vez que saltava, fui brindado com duas quedas na ultima descida. Se na primeira, à pergunta da praxe respondi logo que estava tudo bem, na segunda, ia mais lançado e demorei mais tempo a responder e a fazer um "check".



"tá tudo bem... quer dizer... mais ou menos"



Para a semana que vem, e enquanto não nos decidimos a comprar uma carrinha, pode ser que o Covas arranje qualquer coisa... não sei... ouvi dizer...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Raid Minde 2009- feito!




Pois é, a prova de XC já foi, e digo-vos (neste caso escrevo) que foi bem durinha, prova disso foram as inúmeras inscrições de ultima hora (leia-se durante o percurso) na corrida dos 25km em vez dos iniciais 50km.
Agora e passadas umas semanas já não tenho o trajecto tao presente, apenas fixei mentalmente as partes mais marcantes do percurso, como a 1ªsubida que alem de comprida e de ter uma inclinação brutal, tinha um piso de pedra grande e solta, ou seja, sempre que se tentava pedalar a roda resvalava ou derrapava e não havia tracção suficiente para começar a andar, só mesmo desmontado! Depois do calvário da 1ªsubida uns kms em plano ou pelo menos parecia plano após aquele porradão inicial, ate que se chegou ao 1º e excelente abastecimento. Havia de tudo, água, sumo, café, fruta (da quem vem nas árvores) com fartura, sandes variadas, bolos, parece que até havia pasteis de nata mas quando cheguei já não os vi.
Após esta paragem e antes de recomeçar havia uma placa de aviso com o sinal de perigo, como sou novo nas andanças assustei-me com aquele aviso e comecei a secção desmontado ,como todos os outros, passados poucos metros as manhãs em Sintra vieram ao de cima e tá a montar que cheguei a uma parte engraçada, e foi verdade, uns 2 a 3 kms em descida em singletrack, mesmo single, do mais técnico que pode haver quase a roçar o trialeiro, possivelmente a parte que mais gostei de todo o percurso apenas comparável á ultima descida, assim que montei e após o susto inicial, fruto daquele sinal de perigo, foi só ultrapassar uns quantos que iam a medo e depois foi sempre a dar-lhe de fininho só tive pena de não ter la a minha malcheirosa, mas mesmo com a rígida e a levar porrada nas costas curti pa mundial sempre com um sorriso de orelha a orelha. Mas como o que é bom acaba cedo e o pessoal do XC é um bocado esquisito, parece que gostam mais de subir do que descer la veio outra subidita e o single acabou com muita pena minha!! depois disto mais uns quantos kms a pedalar que já apaguei da memoria, apenas registo para dois pormenores engraçados, numa parte do percurso paralelo á A23, encontrei uns quantos raiders parados a analisar o próximo troço e ouvi-os a comentarem que só dava desmontado, musica para os meus ouvidos, gritei "olha aí deixa passar" cheguei o rabo para trás e la fui eu para espanto dos bacanos... diga-se nada de especial, mas foi um episódio que me deu força para mais uns kms de esforço a pensar naquilo e com o ego la em cima (posso nao valer nada a subir mas a descer, carail, ninguem me agarra).
Outro pormenor interessante foi um saudável e inconsciente picanço que tive com uma rapariga que trepava nas horas e me dava sempre grandes ratadas mas na descida seguinte apanhava-a e ultrapassava-a sempre, andamos nisto uns valentes kms, a subir passava ela a descer passava eu, ate que numa das grandes subidas e quase a chegar ao topo ela caiu e assustou-se pois só havia uma berma, a outra era uma ribanceira com dezenas de metros a descer quase a pique. ela não montou mais e quando a passei poucos metros á frente da queda dela ainda deu para lhe perguntar se tava tudo bem, ou seja, ainda a consegui ultrapassar numa subida (mais uma pequena vitoria moral, daquelas que nos dão ânimo numa altura em que já não abundam forças, +- por volta do 38km). os últimos 10 km sem duvida que foram de puro sacrifício, sobretudo porque a organização nos presenteou com mais uma valente subida, não tão agressiva como a 1ª, mas sem duvida, mas muito mais comprida que, parecia que nunca mais acabava, eu todo roto e só via era subida... fdp!
A única coisa que ajudava naquela escalada, era saber que era a ultima do género e que a seguir era só descer ate Minde, e que descida! Estradão de alcatrão que deu para atingir a velocidade máxima na prova, houve quem tivesse dado 70km\h, no fim da rampa e em local estratégico para cortar a velocidade estonteante o ultimo check point da corrida, seguidamente mais um sinal de perigo e entrada em mais um singletrack brutal, sempre a descer com uma inclinação assinalável, muito técnico mas mais rápido que o 1º, apenas aqui encontrei vitimas do percurso, só no fim da prova vim a saber que era uma parte do caminho dos peregrinos de Fátima ou do caminho de Santiago é como preferirem. um trilho cheio de curvas e contra curvas com micro-ondas e maquinas de lavar pelo meio onde os pedais estavam em permanente contacto com os obstáculos do trilho, muito bom mesmo!
Mais uns poucos kms a pedalar até chegar á vila e antes da meta um género de downtown de 1 a 2 km de comprimento com os populares a puxarem por nós, o trauma das escadas ficou em Lx e foi só dar espectáculo, era só puxar por ela e por mim, quando dei conta já fazia as escadas em salto e só ouvia os naturais a gritarem e a vibrarem, grande momento!!! Até que vejo a famigerada META e como que por magia o cansaço desapareceu e ainda deu para ultrapassar mais 3 gajos. passadas 3H e 52m cruzei a linha de chegada, todo rebentado mas com uma sensaçao que nunca tinha experimentado, única ate hoje!

Muitos PARABÉNS á organização, que teve tudo pensado ao pormenor, o único senão foi mesmo a demora para o almoço.

abrçs
jay

sexta-feira, 5 de junho de 2009

"tou mais virado pó cross"


"De dificuldade média, o Raid terá 7 kms iniciais completamente rolantes para se poder usufruir das excelentes paisagens que o Polje de Minde nos reserva.
250 metros de desnível é o que nos reservam os próximos 3,5 Kms num percurso algo técnico a que se siguirão algumas pequenas subidas e descidas até ao 1º abastecimento.
Rolar e descer é o que se segue, com mais um abastecimento pelo meio, para ao Km 39 voltar a subir mais 240 metros.
Os derradeiros Kms até Minde serão também bastantes rolantes com uma passagem num dos pontos mais bonitos de todo o PNSAC com vista espectacular para a Vila de Minde, Mira de Aire e para o Polje.
Ao chegar a Minde irãi finalmente passar na zona histórica até à meta com a já famosa descida a lembrar o famoso DownTown (Downhill Urbano).Depois...
Venha o banho e o almoço. Força e boas pedaladas!!!"



isto é o que me espera no próximo domingo pelas 9 da manhã!!
se sei no que me vou meter, axo que nao!
ha quem diga diga que uma prova destas merecia 6 meses de preparação, pois bem, eu treinei-me durante duas semanas e com falhas. por isso escrevo antes da prova, nao faço a menor ideia de como isto me vai correr, e, se terei motivos para fazer uma cronica sobre a prova, assim limpo-me já caso isto dê pó torto!
mas pelo menos tou entusiasmado por ir participar na minha primeira prova montado numa bicicleta, talvez preferisse fazer uma de DH mas infelizmente acho que tenho mais condições de fazer uma boa prestação num raid de XC do que no DH. (talvez um dia, talvez na avalanche 2009 da Lousã- não é meninos?)

fica ai o link
http://www.minde.eu/btt/2009/09_raidbtt.html


abrçs
jay

segunda-feira, 1 de junho de 2009

helmet cam


Enquanto não chega o filme "em que parece que até andamos depressa",aqui fica uma nova perspectiva dos marretas com a helmetcam do Tó...


quarta-feira, 27 de maio de 2009

as matinés (que já não são do X)

As matinés ( que já não são do X ) , em que o "X" também se lê "cross", numa alusão às miticas tardes de domingo no x-club, mas também indicando as actuais voltas com menos pedal. Agora que os dias solares o permitem temos ido até Belas, que com os trilhos bem pisados e renovados por várias equipas de trailbuilders que por lá andam (nós incluidos) se tornou num verdadeiro "mini bike park", que pouca gente descobriu.


Covas, no 1º drop do trilho dos marretas




Telmo na "ponte" - trilho dos fetos





Sub - trilho dos marretas




segunda-feira, 25 de maio de 2009

37 pró Castelo

Pois é, mais um "eL DêTê" aconteceu este fim de semana, desta vez em edição comemorativa dos seus 10 anos. Quem esperava uma edição especial ficou certamente desiludido, pois o mitico "car gap" desapareceu, tivemos menos nomes sonantes que o habitual e o vencedor foi o mesmo de sempre. Mas festa fez-se de qualquer maneira com os 37 pilotos presentes! Mesmo que os stewards não tenham apitos, estamos lá nós para assobiar.




Este ano decidimos ir apenas ver os treinos e ver a final no conforto do lar, em directo na RTP2. Foi o melhor que fizemos. conseguimos andar de um lado para o outro sem problemas, tirar boas fotos e falar com os pilotos, especialmente o Jay, que depois de adoptar o Bryceland (não sei que palavras trocaram mas ele e o miúdo ficaram grandes amigos) foi falar de metereologia com o Pombo e anteviu logo que "este era o ano dele". O Pombo agradeceu, não quis desiludir e foi mesmo o melhor tuga no LDT.



Também estávamos interessados na prestação do Mick Hannah, depois de ter partilhado com o pessoal a curiosidade de que a mulher dele (nome de casada - Hannah Hannah) foi a primeira senhora a sacar um backflip em roda 26".





Claro que depois de um dia inteiro a respirar bikes, chegámos ao fim da tarde cheios de vontade de ir fazer umas descidas, e eu e o Covas pegámos nas bikes e fomos para Belas. O Covas, que tem o canhão à espera de um dropout, anda agora com uma bike emprestada pela Amazing no valor de 4000? - Corratec Bump Force. Bem gira, diga-se de passagem. Levezinha e com um bom curso, não se negou a nada. Fizemos as linhas obrigatórias, e só não fomos ao trilho do Carlos. Já no final da volta, a minha guia de corrente soltou-se e ficou a nadar na pedaleira. Já era muita ida a Belas sem haver estragos, mas o Covas esteve hoje à tarde a arranjar-me a bike. Meus amigos, já não se leva a bike ao mecânico, leva-se o mecânico à bike.





E agora um pequeno comentário sobre a "noticia do momento" : as pistas da Malveira estão para ir abaixo. Se por um lado não me sinto com autoridade moral para falar, pois apenas fui a uma manutenção promovida pelo CPFR, por outro, como cidadão, sinto-me em pleno direito. Como sabem, quem no passado sempre esteve contra a abertura de novos trilhos - o PNSC -está do "nosso" lado e consagrou o direito à pratica de FR no parque natural na Carta de Desporto na Natureza há cerca de um ano. Quem agora nos quer fora de lá é a camara de Cascais (dona dos terrenos), pois parece que incomodamos os moradores em ano de eleições. Com que direito, meia duzia de cidadãos fazem valer a sua vontade sobre as centenas de cidadãos que frequentam e as dezenas que melhoram aquele espaço para a prática desportiva à conta de muitos litros de suor?? Será que o direito deles de estarem em isolamento na floresta nas suas casas palacianas se sobrepõe ao direito dos restantes praticarem desporto ali? Praticar desporto caraças, não vamos para ali pegar fogo a nada, fazer patuscadas, tocar tambores ou apanhar bezas...! Não nos tiram dali assim, sem fazermos barulho.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

in case of emergency dial 661

Sabem aquele tópico do FRZ… “Material assassinado e espalhos”? Resume bem a nossa manha de Sábado. Isto quanto mais tempo ficamos sem andar, mais custa o regresso, e parece que um gajo se esqueceu do pouco que sabe. Mas o que interessa é que fomos, e se por um lado o Covas anda com uma nuvem negra por cima, eu ando com um sol radioso. Vamos lá ver quando é que me calha uma insolação…


a mascote... é pena que não dê sorte nenhuma!


Mal chegámos à Malveira percebemos que algo de muito errado se anda ali a passar: dois fds consecutivos em que o Jay espera por nós. Tamanha improbabilidade deveria ter-nos alertado para o que estava por vir, mas mesmo assim fomos descer animados e crentes de que tudo ia correr bem. Logo na 1ª descida, fui eu e o Covas pelo ride the lightning, com o Covas à frente. Até estava a dar gosto de o ver a comer a trialeira sem problemas, a fazer um granda trabalhinho de pernas a amortecer aquilo tudo. 2ª secção sempre a abrir, os dois todos largados por ali abaixo, a curtir à grande. Na 3ª secção, depois do relevê grande vejo o 1º espalho do dia que custou um dropout ao Covas e consequente imobilização da plunder o resto da manhã. Mais um espeta motivado pelo “pé de fora em baixo” que tanto tenho apelado aos meus companheiros. Aquelas milésimas de segundo em que quem ainda não automatizou o movimento fica a pensar “esquerda, direita, esta esquerda ou a outra” continuam a custar umas quedas. Resultado: logo na 1ª descida ficámos sem um canhão e com o Covas que só fez 1/2 descida (ficou com o desviador pendurado e não tinhamos quebra-correntes) a sonhar com aterragens suaves e com os “zero skills” exigidos pelos saltos em queda livre...


"o covas não vem aí"


Depois, fui eu e o Jay, descidinha limpinha e sem quedas, com a 1ª secção quase sem erros e sempre a ouvi-lo coladinho a mim. Na 4ª secção, eu continuo a evitar os shores mas um dia destes lá terá de ser (“é um handicap muito grande”). De seguida, desceram o Covas e o Jay, que descobriram uma nova linha, encostada ao shore/skinnie/baloiço novo que la andam a fazer. Estavam acompanhados por um rapaz que lá conhecemos, o Hugo, que lhes ia dando um alento extra para se mandarem aos obstáculos.


Hugo e Jay


Depois de uma paragem para reabastecer com umas arrufadinhas, fomos novamente fazer umas descidas, e o Covas foi-me mostrar a tal linha nova. Ele avisou-me que o terreno estava ainda muito virgem. Realmente, o trilho ainda está pouco pisado (talvez porque ainda está fechado!) e o chão fofo tira muita velocidade - mas ainda bem - porque numa dessas zonas o Covas caiu de costas no espaço entre umas pedras e um cepo mal cortado. Quando vi onde ele estava confortavelmente deitado a pergunta “estás bem?” impunha-se, porque se tivesse caído 2cms para qualquer um dos lados, certamente as consequências teriam sido outras. No drop que antecede os voadores, o Covas manda-se novamente à maluca, e quando já eu pensava “bem, assim sendo eu também vou fazer” deu-se a queda do dia – o Covas não conseguiu chegar às manetes de travões (afinadas para as manápulas do “Jay Phelps”), foi direitinho contra uma acácia em full power e mandou um voo daqueles mesmo aparatosos. Ao primeiro “estás bem?” o Covas respondeu que sim, ao segundo respondeu que “não sei” e ao terceiro foi “espera aí que já te digo”.


se soubesses o espeta que o covas mandou não tavas a filmar...


Na descida seguinte, fui com o Jay, tudo muito limpinho até se chegar aos shores. Quando eu estava à espera no final da secção, vejo um granda Jay a voar descontrolado lá mais atrás… tinha ficado com um pé preso num dos retentores de terra! Mais uma chamada para o 661, uma direcção com um bocado de folga (que já vinha do espeta do Covas contra a acácia), mas nada que o nosso mecânico não tenha tratado na hora.


capacete sem pala "john tomac style"


Continuando a epopeia, na descida seguinte o Jay à frente e eu atrás, bem coladinho, porque tendo em conta o histórico recente, alguem ia cair, e queria estar la para ver e para depois perguntar se "está tudo bem". Felizmente a história não se repetiu e o Jay não caiu mais e os gajos da 661 puderam descansar. Depois destes dois fds em que vi tantos tralhos aparatosos dos rapazes e não me calhou nenhum, sinto-me um bocado excluído, mas como alguém disse e bem, geralmente quando me espeto dá direito a raio-x.

"crise? qual crise?"


Continuamos é com o grave problema de transporte... com a spacestar só dá para três, e ja temos saudades de fazer ali umas descidas com o resto do pessoal. Continuamos à procura de uma carrinha por 1000€, mas não tem estado lá muito fácil de encontrar uma coisa em condições: a única que fomos ver, o dono disse que tinha vergonha de a ligar assim a frio por causa do fumo...



sábado, 9 de maio de 2009

crise? qual crise?


Depois de tanto tempo como leitor, foi hoje que decidi ser também autor de um post (espero que vos dê tanto prazer e entusiasmo a ler, como eu tenho e sinto quando leio um dos vossos). Se desde o início tenho sido um dos maiores contribuintes nas campanhas da GAS, a pergunta que se impõe é, porquê postar logo hoje?


Dou-vos duas pistas, vencer a inércia que um corpo de 1,88m e 93kg necessita nem sempre é fácil, e quando se consegue temos que canalizar os esforços para assuntos tidos como prioritários, do tipo alimentação, satisfação de necessidades fisiológicas básicas, carregar no botão do comando, esse tipo de cenas…a outra pista que vos deixo é que hoje relembrei-me do quão divertido o downhill pode ser – e esta sim é a verdadeira resposta á minha pergunta!


Quem costuma raidar comigo sabe que nos últimos tempos atravessava uma crise de confiança acentuada, fruto de mais dois ou três valentes baptismos por essas pistas fora, e isto é tão verdade que até numa prova de 60km me inscrevi, sim sou eu o autor da expressão “tou mais virado pó cross”, mas meus amigos e colegas raiders, acho que hoje virei a pagina da crise de confiança que me seguia desde a altura das minhas queridas e saudosas (ate hoje) chuvas, que tão deslizantes e escorregadios deixavam os trilhos malveirenses.


Como já não descíamos os três juntos (sub, covas, e eu) á uns valentes meses decidimos subir a serra a pé para matar saudades. Em boa hora o fizemos, porque conseguimos ver que a luta naqueles lados não pára, e ainda bem, a não ser que sejas uma acácia! Assim e a duas secções do inicio da pista pusemos os capacetes e decidimos descer! Foi uma descida controlada até porque nenhum de nós descia á uns tempos e isso sente-se e de que maneira! Após umas semanas a andar com outra máquina, ainda por cima numa rígida, aqueles 1ºs metros de trilho foram como se tivesse numa bike totalmente nova. Mas foram sensações que duraram pouco, á medida que ia passando pelos micro-ondas e dropando obstáculos começava-me a lembrar das suas reações e do seu feitiozinho temperamental. Como dois amantes que não se vêem á algum tempo, e se encontram casualmente num café, o próximo passo seria monta-la á séria!


Decidimos voltar ao método spacestariano e lá fomos nós serra a cima, sendo eu o primeiro condutor do dia! Desta forma calhou ao sub ser o padrinho do nosso stoxx no “ride a lightning” e pelo que sei foi um baptismo memorável, mas deixo essa crónica para um dos seus participantes. Assim que chegou a minha vez de descer, começamos logo bem, e conseguimos fazer tudo limpinho o que me deu uma moral extra para o resto daquela descida. A esta altura já nem me lembrava da crise de confiança. Crise? Só mesmo a económica!


Com tanta moral, no meu caso especifico normalmente só há uma saída, e é rezar para que não seja muito dolorosa! Para vos tranquilizar desde já, adianto-vos que apenas me aleijei na pontinha do dedo anelar da mão direita, digo-vos que foi uma sorte do c#**#” so me ter aleijado aí. Vinha louco (quando somos nós parece que vamos sempre a 300km\h) na zona dos degraus, e no último perco o controlo da menina, ainda tento desviar-me duns cepos encostados ao lado direito da pista mas esqueci-me que a seguir tinha uma árvore, só tive de tempo de fechar os olhos e pensar; este vai ser dos fodidos! Acho que foi a 1ª vez que fechei os olhos á espera do embate, mas quando estou á espera dum BUM CATRAPUM PUM PUM, surge um silencioso.... já está???? Não foi assim tão fodido! Uns raspões, uma dormência no dedo e tá bom, agarra na bike e vamos continuar que isto hoje ta muita bom! Continuei a descer com um sorriso parvo que nem um dos espetas com mais velocidade que tive conseguiu arrancar! Na descida seguinte o registo continuou e continuei a morder os calcanhares de quem quer que fosse á minha frente, acho mesmo que, se fosse o Pastrana á minha frente também ele levava uma buzinadela para sair dali que me estava a atrasar as cronometragens. Tempo ainda para sacar o melhor table que alguma vez consegui sacar, e que mais pica me deu fazer! Ainda vinha no ar e já estava aos gritos!! Foi mesmo bacano!


Não posso deixar de dar uma palavra de grande apreço e de admiração ao nosso stoxx que após uma longa paragem voltou ás descidas e já com um ritmo bastante apreciável e nada espectável para quem tava parado á tanto tempo. Mas pelos vistos tudo o que for feito a menos de 250km/h e abaixo dos 4km de altura já não dá pica!


E assim se fez mais uma manha nos trilhos da Malveira, e que manhã! onde mais uma vez a boa disposição reinou!


Crise só mesmo na bolsa!


"malcheirosa e de feitio temperamental"

abrç
jay

sábado, 2 de maio de 2009

Skydive - The Ultimate Gravity Assisted Sport

(a 250 ninguém te ouve gritar!!)

Pois é pessoal, desta vez é que foi, não há Downhill, mas há outras coisas. Eu e mais recente membro da GAS (leia-se Tatiana) fomos no passado dia 1 até Évora experimentar as sensações do mais Gravity Assisted Sport que conhecemos, o Skydive.
Devo dizer-vos que realmente não há sensação igual aquela que sentimos quando saltamos de um avião mais pequeno que a minha cozinha, a 4200 metros de altitude e a uma velocidade vertical que atinge os 250 km/h! É SIMPLESMENTE BRUTAL!!
-
Então reza assim a história:
Eu e a minha cara metade decidimos comemorar o dia do trabalhador de uma forma diferente ;-) e por isso rumámos até ao aerodromo de Évora onde nos fomos encontrar com o João Oliveira, dono, director e instrutor da Skydive-Experience, empresa que possibilita gajos como nós ter estas sensações loucas. Tanto ele como o outro instrutor, o Gaspar, foram 5 estrelas. Tudo correu às mil maravilhas e no fim o saldo só podia ser positivo. Um grande abraço de agradecimento a esses dois skydivers que já levam entre eles mais de 2000 saltos! Nós nem 2000 saltos ali na Malveira, quanto mais de um avião...
De manhã, vá lá saber-se porquê, acordámos os dois com uma sensação estranha no corpo. Mais parecia que se adivinhava o surgimento de uma valente moca daquelas à antiga, mas não. Era mesmo a cagufa e o medinho de nos metermos no carro a caminho do aerodromo para saltar de um avião... Sim, que esta merda de fazer umas descidas e dar uns saltinhos não me deixa com borboletas no estômago e com os intestinos às voltas o suficiente para me preparar para o que estava aí para vir...
Lá fomos. Chegámos lá e as ansias eram cada vez maiores. A Tatiana mais parecia uma fonte, tal era a quantidade de suor que lhe escorria das mãos e lhe ensopava as meias. Eu não falava, fumava cigarros, sorria e continuava calado.
Depois de uma pequena espera, que só serviu para nos deixar pior, lá nos fomos equipar e receber o briefing. A coisa é simples, posso já dizer-vos. Basicamente só temos que cumprir duas ou três indicações que o instrutor nos dá e gozar, gozar o momento que é único e inesquecivel.
Já todos equipados a rigor, tal astronautas a caminho do space shuttle, entrámos no avião. O aparelho era do tamanho da minha casa, !com as asas incluidas!, porque o compartimento onde enfiaram mais de 12 malucos era mais pequeno que a minha cozinha. lol
E lá fomos, a caminho dos 4200 metros de altitude, com mais uma dúzia de malucos, entre os quais o número 1 português em Skydive, BASE Jump e Wingsuit, Mário Pardo. Senhor este que entre outros feitos tem o famoso salto da Ponte 25 de Abril. O homem é um senhor naquela merda, dá-lhe "pra mundial"!! A Tatiana ainda teve o privilégio de receber um cumprimento de boa sorte apenas reservado para os prós. Hehe, ficou toda contente e ainda gozou mais a experiência que se aproximava.
E pronto, daqui em diante foi sempre "à abrir"!! Sentei-me à porta do avião com as pernas do lado de fora, com as planícies alentejanas como imagem de fundo e... "Cámon", quando dei por mim já ía a uma velocidade louca a caminho do chão e a curtir como nunca tinha curtido, a aperceber-me de cada sensação que estava a ter com a maior das clarividências e a gozar como o caraças!! Meus amigos, por favor não morram sem passar por isto. É mesmo muuuito bom!!
Passados uns 40 a 50 segundos e uns 2700 m em queda livre a uns estonteantes 250Km/h abre-se o pára-quedas e já se consegue falar com o instrutor. Depois é ir controlando o bicho até nos aproximarmos do solo e passar os controlos ao pró para nos fazer aterrar (sim, aqui diz-se aterrar porque vimos mesmo de um vôo) na maior das calmas e sem quaisquer problemas.
Não me canso de o dizer: É mesmo muuuito bom!!
Quando se vem em queda livre dá tempo para apreciar o momento, para pensar no que se está a fazer e a sentir, para curtir e pensar quando será o próximo salto... Pensávamos que seria muito mais "stressante", muito mais "agonizante" mas não, antes pelo contrário. É mesmo uma sensação de paz e calma que não vos passa pela cabeça.
E pronto, findo o salto lá nos despimos e despedimo-nos dos pessoal que tinha saltado connosco com a promessa que um dia nos voltariamos a encontrar a 4200 metros de altitude.
-
Downhillers desta comunidade, por favor percam o amor a 135€ e passem por isto. Teremos todo o gosto em ser vossos companheiros de salto e de experiência.
-
Ah, é verdade. Li num sítio de skydive que os tipos que o fazem também são considerados pilotos tal como nós. É que enquanto nós pilotamos as nossas máquinas (bikes), eles pilotam o próprio corpo. Brutal!!
-
-
Tiago e Tatiana aka TnT

terça-feira, 28 de abril de 2009

GAS has gone dark

Antes que perguntem o porquê da ausencia, deixem-me que responda que na realidade não sei. O que é certo é que temos andado arredados das pistas. Há quem já se diga "mais virado pro cross", outros querem ir para os skate parks, outros dizem-se "mais do enduro". A coisa tá complicada. Mas se existe pelo menos um motivo para o "black out" das GAS neste ultimo mês, esse é sem duvida... não haver transporte!!!

Isto de ter canhões de DH é muito giro, mas bicicletas de metro e oitenta e vinte quilos requerem uma logistica diferente. A Space Star foi uma solução (pouco prática, diga-se), mas com estas bikes, simplesmente não dá. Isto com a entrada da chili ficou impossivel. Lá fomos remediando as coisas estes ultimos meses com muita boa vontade, com umas idas a Belas onde não é preciso transporte, com a Partner do avô Sopa e a jogar sempre com a ausencia forçada do Covas ( e da Plunder) para se conseguir fazer qq coisa. Mas ir pa Sintra e fazer 3 descidas em 2 horas já começa a não ser nada atractivo, e Belas tá mais que esgotado...

Por isso, serve o presente post, de apelo a todos os "amigos e apoiantes" para catalizarem a solução para o problema. Facilitando a vida de todos, já foram debatidas as várias soluções - suportes de plataforma na traseira do carro, atrelados, barras de tejadilho, ou uma carrinha "charuto" que nos leve ao topo da serra. Decerto já perceberam que a vencedora foi a ultima. Por isso estamos "on a mission" com o objectivo de encontrar qq coisa por menos de 1000€, que circule. Quantos mais formos, mais barato vai ficar... Quem estiver no barco, que se acuse!

abraços
Sub


quinta-feira, 12 de março de 2009

masters 30

Pois é rapazes, já temos dois "veteranos" nas fileiras de combatentes... o Covas e eu. Masters30. Não que isso se tenha ainda traduzido em riders mais experientes, mas pelo menos a sigla já a temos. Como tive a sorte de fazer anos a um sábado, não foi dificil de saber o que me iria apetecer fazer durante a manhã. O Telmo e o Covas foram ter a Belas, e logo pela fresquinha, aparecem o Antonio e o Pedro, e um "fofo de belas" com uma vela acesa. Uma entrada em grande.


Dali fomos até à linha do "punhetas" e foi uma grande surpresa quando demos pelo trilho com algumas "novidades". Não sabemos quem andou lá, mas os construtores originais sabemos que não foram. Se por um lado fizeram um bom trabalho na renovação do table, os novos saltos estão um bocado mal posicionados... O Antonio era o que estava mais solto e foi o unico a sacar o table direitinho. Eu bem tentei, mas n consegui...




Dali voltámos para os marretas e andavam la uns miudos mais abaixo a pregar umas tábuas e a fazer um salto. Fomos ate lá meter conversa, e so depois é que percebemos que o salto era... "amovivel". Claro que um salto amovivel não é muito boa ideia, mas até nem foi isso que fez cair um dos rapazes...




Depois da tentativa falhada, voltámos até lá acima fizeram-se mais umas descidas. Foi um bom inicio de dia de anos, e a idade so me afectou positivamente! Parabens ao Covas, que fez anos na terça. Mais um no clube.


terça-feira, 3 de março de 2009

News from the front

Isto agora basta estar uma semana sem "postar" que me perguntam logo "então, não foram andar?". A verdade é que este blog já vai sendo visitado por meia dúzia de gajos, comigo incluido.



meia duzia de gajos que seguem este blog


Bem, temos ido andar... devagar é certo, mas temos ido. Mas também não se esqueçam que aqui no meio se meteu a semana do Carnaval, e fui aproveitar uns dias lá acima à serra a dedicar-me a outro tipo de Gravity Assisted Sports. Levei a Curve, mas não andei muito com a bike, que coitada, está a acusar o ano e meio de abusos que andou a sofrer. Os travões estão pela hora da amargura, o eixo traseiro está todo moído, a roda de trás salta, as mudanças saltam, os cranks saltam. Basicamente, aquilo está tudo a saltar. Nada que me preocupe, porque a GAS pode ter perdido temporariamente um dos seus riders, mas parece-me que ganhou um mecânico para sempre. Ao vigésimo quinto dia de baixa, o Covas já monta travões hidráulicos, suspensões, caixas de direcção e faz afinações "on demand" no final das pistas da Malveira.



Já o Shaun Palmer dizia que o conceito é o mesmo



Ficou por contar que num destes Sábados tivemos lá em Sintra com o Carlos e a crew dos "Maus Caminhos". Mais um dia em cheio, pelo menos cheio de lama (como o JP gosta). A parte boa é que indo atrás do Ricardo, um gajo aprende muita coisa. A parte má é que também se cai muito a tentar acompanhar. 5 descidas, 5 quedas, five knights five mics. O JP também provou o chão nesse dia, mas aquilo nem foi cair, foi sentar-se confortavelmente... O Rui nesse dia foi connosco, e também apareceu em casa mais sujo que o habitual, mas ainda ficaram por fazer as prometidas filmagens artísticas.


zona de guerra


Também ficou por contar, o "tour" completo à mata de Belas que fiz com o António. Começando nos Marretas, dali fomos até ao road gap (fomos só ver, escusam de perguntar), passámos na linha do punhetas e CDBelas. Como não podia deixar de ser, lá cai no trilho do CDBelas. Uma linha muita mal escolhida e dei por mim completamente transversal ao trilho. Foi mais uma daquelas em que um gajo diz que está tudo bem... mas que há bocado estava melhor.



aqui mesmo ao lado


Já neste último fds, tivemos a presença do Covas na Malveira, que cheio de espírito se levantou mais uma vez de manhazinha para vir conduzir 2 comparsas serra acima. E não satisfeito com o bom serviço já prestado, surgiu com novas competencias, a nivel de mecânica. Só posso dizer que finalmente, não tenho nem um micrómetro de folga na minha caixa de direcção! Quanto aos rides foi um dia muito proveitoso, pelo menos para mim. Já o JP dizia-se "sem aquele feeling". Lá mais para o fim do dia, resolvemos subir com a carrinha pela estrada de terra, e fomos subindo o resto do trilho a pé para se fazerem umas filmagens nas secções.



Covas: condutor, mecânico, camera e... supporter!



Falta ainda dizer que temos em nossa posse uma bomba de ar que não nos pertence e que nos foi emprestada por uns rapazes brasileiros lá em Sintra. Fartámos de os procurar e não voltámos a encontrá-los. Se alguem os conhecer... já sabem onde está a bomba!


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tempo livre...

Pois é, ter tempo livre tem destas coisas.
Como já previa o meu amigo xe, depois de tantas horas em frente ao ecrã do PC lá cheguei ao fim da net.

E o que fazer depois disto? Bem, há várias hipóteses mas e uma delas é embrenhar-me na tarefa de encontrar um logo decente para o nosso team Gravity Assisted Sports. Já o tinha feito na altura em que fundámos o colectivo de dj´s e produtores Bonsai Productions (lembram-se daquele bonsai tão querido que eu arranjei?) e agora parece que chegou novamente o momento de meter mãos à obra.

Depois de muitas horas de photoshop e publisher, aqui fica aquele que poderá ser o logo da GAS. Opiniões, críticas e desabafos precisam-se.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Homenagem ao Guerreiro

Pois é, temos um guerreiro oficialmente “em baixo”…

Já falei com o nosso homem, e (palavras do próprio) estava com “uma pedra” superior à habitual (e esta foi patrocinada pela seguradora). O que é certo, é que teve uma despedida à maneira, e os trilhos de Sintra encheram-se para chorarmos convenientemente a nossa perda temporária.




Assim, neste misto de alegria por irmos andar e tristeza por saber o que estava agendado nos blocos operatórios, lá enfiámos as bikes nos carros e fomos ver a lama de perto. S. Pedro resolveu fazer uma pausa nas chuvadas durante toda a manha, mas as pistas estavam um bocado para o alagadas. E para animar mais o dia, o Covas até teve o privilégio de apadrinhar mais um nestas andanças… aliás, o Filipe, no final da primeira descida (desceu logo na Stinky) já dizia que ia trocar a sua “cross racing” por uma coisa com mais sloping e curso de suspensão. É sempre giro ver a cara de esgazeado de alguém que acabou de ser baptizado naqueles trilhos… e para além do Filipe, tivemos ainda a presença dos menos habituais… Telmo, Carlos, Tó e Pedro.




Como já tinha sido anunciado, o Jay conseguiu a Peugeot Partner do “avô Sopa”, mas também tivemos de colocar a Space Star em serviço. E mesmo assim não foi nada fácil encaixar 6 bikes e 8 marmanjos dentro dos carros. Mais uma vez o Telmo quis mostrar os seus dotes de organização de espaços e recursos, mas como já é habitual, foi amplamente ignorado pela maioria, que a meio da explicação do esquema já se tinha perdido um bocado com tanta confusão…




Apesar de bastante apertados, lá fomos até ao inicio dos trilhos e começou a diversão… tanto eu como o Jay andamos numa crise de “excesso de confiança” e sucediam-se as ultrapassagens em plenos single tracks e os arranques fulminantes em cada secção para determinar “quem ia à frente”. Mas isto tudo numa descontra tal que até dava para irmos trocando umas palavras a meio das descidas, nem que fosse para avisar que “vou cair” ou “cuidado ai com a arvore”. Claro que, com tanta busca pela velocidade, no final da primeira descida os calções do pessoal pareciam os calções de alguém que tinha tido uma "over" de laxantes…




Apesar das condições muito adversas, o pessoal foi-se habituando à aderência zero que o piso proporcionava e lá mais para meio da manhã, já ninguém passava ao lado dos voadores sem os provar, até mesmo os menos habituados a andar de bicicleta sem por as rodas no chão, o que espelha bem o espírito de “está um bom dia para morrer” que reinou durante a manhã. Até o Covas, que já tinha o “encontro marcado” no Hospital, estava bem soltinho com a sua nova suspensão, e protagonizou uma queda à minha frente que achei logo um pouco estranha. Mais à frente lá me explicou que “epah eu ia a cair para cima do ombro lixado e mandei-me logo para o outro lado”. É muita presença de espírito. Eu geralmente quando caio, quando dou por mim… já estou no chão.





Lá mais para o final da manhã, ficamos reduzidos a 5 elementos. Mas os ânimos não esfriaram, e continuou-se a descer “como se não houvesse amanhã”, o que para o Covas não andava lá muito longe da verdade. Ainda se fizeram mais duas descidas, até decidirmos que o cansaço acumulado estava a tornar-se perigoso. Foi sem dúvida uma manhã em cheio.


Não podia terminar este post sem desejar ao nosso velhinho uma rápida recuperação. Só mesmo este gajo para pedir aos enfermeiros para que o deixem fumar no hospital, ainda meio anestesiado! E já sabes que os “rolos” esperam por ti quando te achares capaz de dar umas pedaladas. E vai-te preparando, porque lá mais para o Verão vamos ter aí mais uns “tours”. Get well soon!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Em recuperação...


Já dizia o meu amigo Sub, "grandes prestações mas com recuperação lenta". Esperemos que não...
Já estou em casa em frente ao pc e isso só pode ser bom. A operação correu bem e tive alta já hoje de manhã. Tenho o ombro todo dorido e ainda mal sinto a mão. Além da anestesia geral que levei (que broa...) também me anestesiaram o Plexo Braquial (tem a função de conferir inervação motora e sensitiva ao membro superior), o que me cortou toda e qualquer sensibilidade do braço e mão até hoje de manhã. É horrível, devo dizer.
Felizmente todos os profissionais que me assistiram foram 5 estrelas. Nada a apontar, antes pelo contrário. Ontem à noite quis ir fumar um cigarro e com a conivência e ajuda de dois enfermeiros (um deles gaulês) e da minha enfermeira pessoal (leia-se Tatiana), a quem quero desde já prestar os meus mais sinceros e eternos agradecimentos pelo seu incansável esforço e dedicação, lá fomos até um cubículo onde eu pude esfumaçar à vontade. Resultado: tive uma quebra ao regressar ao quarto que só me valeu a ajuda da Tatiana para não me estatelar ao comprido no chão...
As dores chateiam mas não são nada do outro mundo e já tenho uma série de exercícios para ir fazendo para que a recuperação seja o mais rápida possível.


Malveira, whait for me and you’ll see!!

T

ps: como é ó Sub, estamos à espera do report da nossa última ida a Sintra. É que ao julgar pelas palavras do Jay, foi uma das mais produtivas e loucas!