Depois de mais uma incursão há 2 semanas, tenho de vir aqui retratar-me face à minha balda deste fds. É que a Ericeira e a piscina cansam-me muito. Creio que acordei as 7h e que desliguei o despertador, mas sinceramente não me lembro de nada. Para mim, acordei às 10 da manhã...
Por causa desta falha imperdoável fui divinamente castigado e a minha corrente saiu da guia e parece que deu um nó. Sinceramente olhei vezes sem contas para o servicinho que fiz com a bike dentro do carro e continuo sem perceber o que se passou com a corrente. Entretanto, tá ali na Amazing para desfazerem o quebra-cabeças.
O que é certo, é que fiquei com o corpinho aos puxões. eu e o Jay, que também está cheio de vontade de ir mandar umas descidas! Até Sábado!
Já há muito tempo que não se escreviam por aqui crónicas sobre DH na 1ª pessoa. Já nem vale a pena justificar as ausencias, pois a verdade é que o pessoal desmotivou e abraçou outros desportos e actividades lúdicas de fds. Dos habituais suspeitos de Sábado de manhã, o único que anda a gastar pastilhas é mesmo o Tó, sempre acompanhado pelo Christiano e Rogério.
Mas neste sábado, justificava-se a minha presença, pois acabei de adquirir um novo adereço para a Chili, uma Fox 40 de 2007. Depois de ter passado uma semaninha com o Rui Perez, veio como nunca esteve - impecável. Era impossível resistir a ir experimentar o brinquedo novo e combinei com os rapazes uma visita a Sintra.
Quando cheguei, às 8 da manhã, já o Tó esperava, e entretanto chegou o Rogério e os miudos. Por último, chegaram uns rapazes da Avalanche, munidos com carrinha e reboque, o que tornou a manhã extremamente proveitosa. Foi acumular descidas a manhã toda. Em Sintra o tempo estava no minimo marado. Quando digo marado é mesmo marado, porque na Malveira fazia sol e na Peninha chovia. No inicio dos trilhos apanhávamos aquelas raizes bem escorregadias, e a partir do meio, só se levantava pó! Já para o lado de Colares, havia lama como se estivéssemos em pleno Inverno. Talvez até.. pior. Daí ter sido a descida mais complicada do dia. Não só para mim, que caí de costas num belo tufo de silvas, como para os restantes. Uns perderam-se, outros cairam, e o coitado do Rafael, com a bike do Tó que é maior que ele, veio tão desmotivado que ficou "off" o resto da manhã. Já o Israel, andava a mandar-se a tudo, com umas quedas pelo meio. "É como os gatos", disse o Rogério. É que para além de cair quase sempre de pé, quando isso não acontece, vai gastando as 9 vidas e nunca se aleija.
Depois de mais umas descidas no Lucky e na Malveira, evitei estrategicamente as Torgas. "é a minha vez de conduzir", foi o que se ouviu, como quem não quer a coisa, descartei-me da descida do "salto amnésico" do Covas. As horas foram passando, e para a última descida, nada melhor que a velha Malveira. Velha e decadente. os trilhos estão lentamente a ficar sem as estruturas que se vão degradando por si só, e finalmente os moradores da zona puderam abrir as garrafas de Moet&Chandon, pois a secção dos voadores foi passada a bulldozer e não provocará mais atropelamentos de Mercedes por "bicicletas malucas".
Este post era para ser ilustrado com uns videos da helmet do Tó que mostram bem que este menino tem ido aos treinos, mas não sei o que aconteceu, e tudo os videos estão ao contrário. Ao contrário, tipo invertidos a 180º, de pernas para o ar, ou se preferirem, do avesso. Não me perguntem porquê, o windows tem destas coisas...
Há quem diga que este post já vem tarde, mas na verdade, o post sobre a edição deste ano do Lisboa Downtown vem na data de sempre, fins de Maio. O evento é que foi realizado um pouco mais cedo que o habitual... e essa antecipação, aliada a uma primavera tardia, teve os seus custos, pois se não estou em erro, foi a primeira edição disputada debaixo de chuva, permitindo um desfecho inédito.
O que safou o dia foi o chapéu da "animal commençal"
Como sempre, a GAS fez-se representar. Como o evento antecedia a visita do Papa, fui para Lisboa de comboio, decisão que se revelou teve acertada quando o Covas me liga a dizer que está há 1/2 hora parado no transito. Já debaixo de chuva, encontrámos o Covas já no fim da pista e fomos beber um cafe ao padock. Depois, fizemos o percurso inverso e íamos comentando o perigo que aquela calçada molhada misturada com palha ia ser.
Devidamente representados, no LDT pelo Covase na "transferta" dos No Name ao Porto pelo Jay
Junto ao salto das escadas, encontrámos pessoal dos maus caminho e militia, e ficámos por ali a ver os primeiros passarem. O Covas, feito bruxo, adivinhou um dos espetas do dia, e viu logo que aquela curva off-camber antes do salto ia fazer vitimas. Subimos mais um pouco, vimos mais umas passagens, mas depois de acabarem os treinos, estávamos todos tão molhados que decidimos ir ver a transmissão na Eurosport no conforto do lar.
para flat em calçada molhada
E no conforto do lar, vi o LDT com mais acidentes desde que o Carmona se mandou de bike por ali abaixo há uns anos. Aquilo começava mal logo no Castelo, na primeira curva, onde alguns seguiram pelos fardos dentro, depois nos shores em curva à saida do Castelo cairam mais uns tantos. Não se percebe como é que ninguém da organização meteu um bocado de rede galinheiro naquilo, madeiras molhadas é tramado... A coisa seguia mais ou menos tranquila até ao salto do carro, que inexplicavelmente, há duas edições, deixou de ter recepção. Quem se largou muito neste salto, ou não o "cortou" devidamente, tinha uma flatada monumental em calçada molhada. Também fez as suas vitimas. Na curva do carril de electrico, onde durante os treinos da manhã uma bike foi contra um carro que a policia não parou a tempo, não se passavam grandes stresses, mas os pneus ficavam "oleadinhos" para a descida das escadas onde aconteceram os acidentes mais aparatosos, incluindo um voo histórico do Afonso Ferreira. Mais abaixo, o salto da escadas, precedido da tal curva que tirou velocidade a alguns infelizes a quem o salto não correu bem. Logo a seguir, uma curva em que diria que metade dos que lá passaram, ou meteram o pé, ou foram ao chão. E por último, um pilar de pedra ostenta desde este fatídico Sábado algumas marcas de embates, uma delas com particular orgulho, onde se pode ler "Aqui jaz o rei da encosta, Steve Peat", que ficou um bocado maltratado na queda.
Mapa estilo "repack": em cada ponto, um acidente
Com tantos imponderáveis, algo inédito tinha de acontecer, e ao fim de 11 anos, finalmente um português ganhou a prova: Paulo "Amarelo", que fez uma run impressionante, sempre a fundo. Arriscou imenso e passou a voar pelos nomes sonantes da "world cup" que ali estavam presentes. Tirar 4 segundos ao Cédric, numa pista de 1.50 é obra!!! Parabéns Amarelo.
Como de bicicletas pouco se tem falado e menos ainda se tem andado, sobretudo nas bicicletas malucas, esta é mais uma cronica em que bicicleta não entra.
Sendo eu de Queluz, à muito que a meia maratona dos palácios me é familiar, e verdade seja dita sempre lhe tive muito carinho, não faço a menor ideia do porquê desta relação afectiva, talvez pelas longas horas que passei em estados pouco aconselháveis, e nada sãos em cada um dos palácios (o da vila em Sintra e no de Queluz).
No ultimo domingo, 23 de maio, foi num estado físico bem diferente que apanhei o comboio para a vila de Sintra, ou seja fui para competir, correcção fui para participar na meia dos palácios, 23mil 195 metros de distancia entre os dois palácios! como já começa a ser habito nestas lides fui acompanhado pelos atletas Hugo "tha king" Reis e pelo João "velho-são-os-trapos" já meus conhecidos e companheiros na ida a Fátima, desta vez juntou-se a nós mais um companheiro de lide Godinho de seu nome (mais um animal e que animal!!)
9.30H ponto de encontro na minha estação de comboios, Queluz-belas, (epa fodass... começar uma prova na estação de Queluz belas tem muito encanto, e só por isso tinha mesmo que ir!). Chegados a Sintra nem um minuto a perder que a prova começava em 15 minutos, foi sair do comboio e fazer o aquecimento da estação ate ao palácio da vila, juntamente com as dezenas de atletas que tb viajaram connosco no comboio (viagens de comboio gratuitas para todos os participantes, ida-e-volta).
Fazer provas perto nas nossas raízes é totalmente diferente do que as fazer longe de casa, porque a cada esquina existe algo que nos diz ou lembra certos momentos, amigos, namoradas, idades, épocas! este sentimento nostálgico começou logo no aquecimento em Sintra com o passar ao lado de um café onde durante muitos anos foi o ponto de partida de muitas noitadas de sexta com a compra religiosa de litradas de cerveja, para serem bebidas num jardim não muito longe do café. passar ali diz me muito, olhar para as escadas do jardim onde invariavelmente parávamos para as beber, e não só, diz me ainda mais! foi com um sorriso parvo e nostálgico que fui para a partida sem saber muito bem ao que ia... descobri-o uns quanto km's á frente!
partida largada fugida!
E lá fomos nós, em direcção ao tribunal para voltar á vila e sairmos por Lourel, ainda antes de chegar ao Algueirão (km 6) já pensava que não ia aguentar e ate inventei uma vontade de fazer um xixizinho só para acalmar a mente e ter uma desculpa para parar nem que fosse por uns meros segundos, já muito mais aliviado prossegui a viagem, com a cabeça bloqueada numa frase de incentivo e de grande carga motivacional que só mesmo o meu amigo GCC me poderia dar, "nem a mem-martins chegas!!" e foi com este pensar que cheguei ao Algueirão, e digo-vos vontade não me faltou de apanhar o comboio ali mesmo, pq se já estou assim e nem a metade cheguei, tou completamente tramado, para piorar ao km 8 veio a primeira de três paredes.
A prova ia decorrendo, lá encontrei o meu ritmo, e lá fui indo, ate que ao km 11 disseram me que íamos com 58 minutos de prova! excelente, pq a par do objectivo de conseguir acabar a prova era acabar abaixo das 2horas e para o fazer era obrigatório fazer a 1ªmetade em menos de uma hora, para que na segunda metade pudesse fazer uma gestão do esforço e descansar um pouquinho.
Durante uma prova deste género vamos estipulando vários objectivos ao longo da corrida, depois do objectivo mem-martins cumprido, o próximo objectivo era passar em frente a casa do TC, que depois e ate á casa do rui era um pulo e daí á entrada em Queluz era outro saltinho. trankilo!! o problema foi pensar que a cubata do covas era já ali a seguir á curva no fim da recta, ate la chegar ainda tive que fazer mais duas paredes de alcatrão sob um calor abrasador...ou seja tava a começar a desesperar por ver a casa do nosso TC! quando realmente passei em frente a varanda dele consciencializei-me que o 1ºgrande objectivo já não me fugia, ia conseguir acabar a prova, faltava o outro o tal das duas horas de prova!
Da Agualva até á terra do ruizinho realmente foi um pulinho, mas tava na hora de começar a aumentar a parada porque já tinha descansado o suficiente, este era o meu o pensamento mas fazê-lo era mais difícil, e cada vez que aumentava o ritmo o corpinho respondia prontamente com um "tas parvo ou quê? deixa te estar quieto que vais muito bem!!" A 50 metros dos Fofos de belas, lá ia eu quase parado sendo ultrapassado por tudo o que era seniores acima dos 60 anos até que um destes teve a infeliz ideia ao ultrapassar-me de se virar para o amigo e dizer-lhe: - ó João tas a ver mais um jovem de 25 aninhos que é ultrapassado por dois velhos de 60!! ui o que ele me foi dizer!!! Aquilo não me caiu nada bem e decidi que era agora ou nunca, não vos vou largar ate ao fim e quero ver como é que é!! Fui sempre atrás deles e eles reparam nisso, já não disseram mais nada. o tal João foi o 1º a não aguentar a pressão e ficou para trás o engraçadinho do bitaite aproveitou a paragem de autocarros para fazer mais uma graçola e sentou-se na dita paragem em frente á entrada da quinta da samaritana, uma forma airosa de me dizer, ok ganhaste!!!
A partir daqui e cada vez mais com o sentimento de estar a correr em casa, fui aumentando progressivamente o ritmo de corrida só pensava e rezava para que o trajecto no cruzamento de belas seguisse pela Miguel Bombarda em vez de subir para o Pendão e assim estava estabelecido, Miguel Bombarda abaixo (não fazia a menor ideia do quão comprida era a rua da carochada, coitados, a ressacar então deve parecer infinita), novamente na estação de Queluz desta vez a passar por baixo e a correr, já quase a sprintar deixei alguns colegas de corrida para trás cheguei rotunda do mercado, cumprimentei o meu amigo Nuno (mentalmente, claro) e foi acabar em sprint, não fazia a menor ideia da gigante distancia desde essa rotunda ate á porta do palácio! Nesta altura e a 100 metros da meta não fazia a menor ideia do meu tempo e só pensava que tinha arrancado cedo demais para o sprint final e que estava completamente exausto, tinha começado a alargar o passo e a aumentar o ritmo quando entrei na estrada de belas, em frente ás finanças comecei mesmo a sprintar e tentei ir em sprint ate á meta, sempre a passar gente, com o objectivo das duas horas na cabeça não podia morrer na praia, e mesmo que estourasse estava a umas centenas de metros da dita meta, assim que vislumbrei o relógio com o tempo de corrida e vi que estava abaixo da duas horas um sorriso de orelha a orelha invadiu-me a face e foi a olhar para o relógio com os braços erguidos e a sorrir que passei a linha de chegada com o tempo de 1h 57m!!!
MAGNIFICO, PARABÉNS, CONSEGUI!
tempo ainda para partilhar alguns dos pensamentos que mais me martelaram durante estas quase duas horas de prova;
não me devia ter deitado ás três da manhã, não devia ter bebido tanto ontem á noite, não devia ter fumado 1/2 dum maço de tabaco ontem, devia ter comido antes de vir para aqui, devia ter treinado a serio, o Mourinho é mesmo o maior, a dor é momentânea a gloria é eterna, doem tanto os meus pés, o que é que tou aqui a fazer, ainda falta tanto, nunca mais volto a fumar, Maria Inês o pai vai conseguir!
Pessoal, preciso de ajuda para ir reabrir os marretas ali em Belas. Passei hoje por lá, e até ia com o intuito de trabalhar, mas estão lá arvores que não consigo arredar sozinho, e muito sinceramente, mesmo bom, era arranjar uma motoserra, porque há umas linhas dentro da mata que estão cortadas por causa de árvores que não vai ser fácil tirar dali. Mas nos marretas não, não é preciso motoserras... não me pareceu que houvesse alguma coisa que dois gajos não consigam tirar dali, e numa manhã limpa-se a linha até lá acima. A má noticia, é que o mitico shore, que já tinha sobrevivido a dois invernos e a um incêndio, fora as investidas diárias dos rebanhos de ovelhas que ali passam, foi arrancado pela raíz, e não sei se terá recuperação. E sem shore, o ultimo drop, que até foi aumentado recentemente, não se pode fazer...
Desfalcados de alguns membros, mas com a presença do nosso Telmo (ou “Bambi” às 3as feiras), rumámos novamente este Sábado para a Serra de Sintra. O dia começou cedo, com uma daquelas secas monumentais à espera do Telmo: parece que a IC19 estava fechada na Amadora devido a um acidente, e em vez de estarmos à porta do Tó às 8:15, às 8:45 ainda eu desesperava à porta dos meus pais. Finalmente o Telmo chegou e arrancámos para Sintra.
Guerreiros de Sábado
À nossa espera já estava o Tó comuma “Super Maxi”, que muito jeito nos daria se fosse mesmo dele, mas infelizmente ainda é um carro de substituição. É que, para quem não sabe, o nosso Flying Tó embateu violentamente na A2 contra… um barco. Sim, contra um barco. A história é longa, pelo que não vou detalhar mais, o que interessa é que tinhamos um monovolume perfeito para 3 gajos e 2 bikes.
Super Maxi: gelado, lateral e veículo
As primeiras descidas foram logo ali na Malveira. O Telmo, ia dando umas voltas, tanto na minha como na do Tó (nas bikes, entenda-se), e como a Chili é uma gaja que gosta pouco de ser montada por qualquer um, foi o único a ir ao chão durante a manhã. Mas diga-se de passagem que o rapaz continua a surpreender pela positiva e pouco ou nada se notavam os meses de ausência, tal era a fluidez com que se ia desembaraçando de alguns obstáculos. As bikes ajudam, mas este puto é um desportista nato… é remo, rafting, escaladas, bikes e todas as outras coisas que estejam catalogada como “perigosas” pelas companhia de seguros.
Tó, na vertical junto ao fim do trilho
No final deste aquecimento, o Tó furou a receber o 3º voador e tivemos uma paragem forçada para mudar o pneu. Começámos por tentar remendar a camara para não se desmontar a roda, mas os furos eram pelo menos 4 e estávamos com dificuldade em repará-los. Convem referir que foi a primeira vez que vi alguem que corta os remendos ao meio para durarem mais, o que não ajuda ao sucesso da vulcanização a frio… já sem remendos, colocámos uma nova camara de ar, mas as válvulas presta, não prestam. Entortou-se toda e perdia ar por todo o lado. Mais uma tentativa com outra câmara, e desta vez, com sucesso. Há muito que não demorava tanto tempo a arranjar um furo.
A melhor vista da zona
Depois desta longa paragem, rumámos para a zona da Peninha para irmos aos Burros. Depois de umas fotos no topo, fui com o Telmo por ali abaixo. Iamos tão contentes pelo estradão abaixo que falhámos a entrada para o single. Felizmente encontrámos uns corajosos do cross que nos mostraram o caminho da salvação. O trilho é tal e qual aquilo que eu me lembrava dele, só que agora, e já conhecendo os pontos criticos do mesmo, a velocidade é bem maior e puxa bastante pelos skills de pilotagem. Com jogo de pés, e visto que as curvas são sem apoio, temos slides que nunca mais acabam. Só a ultima vertical é que me continua atravessada, mas se o Telmo faz aquilo à primeira, eu também vou ter de fazer!!
voa (muito) baixinho
A seguir fui com o Tó a mais uma descida nos Burros, ainda mais rápida que a primeira. Lá pelo meio do trilho, mais uns corajosos a descer aquilo com bikes e capacetes menos adequados para grandes pendentes, mas o verdadeiro “espirito MTB” não se mede com distancias entre eixos, curso de suspensões ou angulos de direcção. Depois das habituais saudações entre o pessoal das rodas 26, já cá em baixo, para além de alguns conselhos para aquela descida, ainda nos pediram uns saltos para tirarem foto. No fundo no fundo, até mesmo os mais “atletas” acham graça à saudável loucura anaeróbica que é o DH…
Este Sábado de manhã, enquanto presumivelmente alguns elementos da GAS olhavam o seu anemómetro para saberem se há vento suficiente para lançar o papagaio e outros se preparavam para uma epopeia de quase 200kms de bike, outros equipavam-se para uma manhã igualmente épica ali em Sintra. É que este Sábado, andámos a "mandar descidas" como há muito já não acontecia. Com direito a conhecer um trilho novo e tudo.
Tó e o nevoeiro da mística
O dia começou um pouco mais cedo que o habitual, tinhamos combinado às 8:15 em Sintra, mas as 8:15 estava eu à porta do Tó. Curiosamente, só o fui buscar a ele, a bike ficou em casa, pois ficando alguem a conduzir, "o numero de bikes é igual ao numero de riders menos um". E foi o que nos safou durante cerca de 1 hora, pois quando chegámos, não conseguiamos falar nem com o Cristiano nem com o Rogério, e começámos por fazer descidas sozinhos, um de bike outro de carro. Por estranho que pareça, este esquema funciona, e bem. É que com a Space Star e uma bike, meter as coisas lá dentro demora 2 minutos. Lá no meio do ride the lightning começa o meu telemóvel a tocar, era o Cristiano, que afinal já estava na serra a fazer descidas. Encontrámo-nos lá em baixo e começou a segunda sessão da manhã, desta vez a cinco. Mais umas descidas na Malveira, com "pickups" bastante rápidos, mas o melhor estava por vir.
Specialized powered
As descidas na Malveira tinham corrido razoavelmente bem, e apesar dos trilhos estarem encharcados e escorregadios, o travão de cabeça não estava a funcionar por aí alem. Depois fomos desafiados para ir ver um trilho novo, que pela descrição não agoirava nada de bom. O Cristiano dizia que era uma especie de trialeira mas no trilho inteiro, pedra solta em todo o lado, enquanto o Rogério dizia que era muito hardcore. Eu pensei cá para mim "se é hardcore para o Rogério, vai ser um bocadinho à mão e o resto a derrapar para mim". Mas o nome só por si era sugestivo. "Trilho dos Burros". Ai é dos Burros? Bora lá então.
o "canalizador", a fazer orçamentos na malveira
A saída é feita do mesmo parque do Lucky Bikes, mas em vez de irmos para a esquerda, sobe-se mais um pouco pela direita até ao miradouro da peninha. Mal ali chegamos somos brindados com uma vista daquelas que quase nos devolve 2 anos de vida. É simplesmente linda, e acompanha-nos durante toda a descida. Aquele spot é perfeito para umas fotos de sonho. Outra coisa curiosa, é a diferença de paisagem que temos entre aquele e os outros trilhos da zona. Rides em Sintra é sempre pelo meio da infestação de acácias que por lá há, mas ali não, uma dúzia de árvores para amostra. É impressionante como a uns 50metros do Lucky existe um "ecosistema" tão profundamente diferente.
Pela foto não se vê, mas é épico!
O trilho começa por um caminho largo completamente cheio de pedra solta onde a bike vai literalmente a flutuar sobre rochas. Aí até que estou em casa, e até deu para fazer ultrapassagens. Depois faz-se a entrada para o single, que é mesmo single e é single até lá abaixo, nunca ultrapassando o ½ metro de largura. E por esse single fora, fazem-nos defrontar zonas de rocha trialeiras, curvas-contra-curvas que não se percebem com a vegetação alta e algumas verticais. Para meu deleite, não existem estruturas artificiais, nem duplos, nem curvas com apoio, nem árvores onde pendurar shores e baloiços...
Covas e Jay, estão convocados (convocados, não é convidados) para irem conhecer esta encosta para o mar voltada. É boa demais.
como o titulo indica isto é mesmo só um cheirinho do meu próximo tópico que possivelmente se ira chamar G.A.S.@Fátima, não tem nada a ver com a visita do cardeal richeliau, perdão ratzinger, mas sim, com uma peregrinação que 5 ou 6 malucos vão fazer neste fds. Com arranque programado para as nove da matina do próximo sábado dia 17\04, estes "leg propelled" vão sair da torre Vasco da Gama com destino à terra das alucinações colectivas! Note-se que não se trata de uma corrida mas sim um desafio de duas etapas (106+60), com paragem para numa qualquer pousada numa qualquer serra que ainda não sei o nome, só sei que a dormida e com cama feita custa 11€\pax.
gostava de ter a companhia de algum membro da G.A.S. mas inda nao vai ser este ano talvez num proximo!
desejem-nos sorte, e q todos consigamos lá chegar pelos nosso próprios pedais e sem grandes problemas!
ps. tavamos a pensar levar as bikes mas com esta chuva amiga se calhar é melhor levarmos uns botes.
Não se pode falar de um regresso em grande, pois na realidade, este Sábado veio até cimentar uma certa sensação de que o Gravity Assisted Sports vai deixar de ser "Gravity Assisted" para passar a ser "leg propelled" ou "wind assisted" sports. É verdade, há muito tempo que não via os meus companheiros de rides tão pouco motivados para dh e vejo, para este grupinho de malucos em particular, um futuro pouco risonho nas "bicicletas malucas". Durante muito tempo colmatou-se a falta de algumas condições básicas, seja carrinha, reboque, ou qualquer coisa que não demore meia hora a meter as bikes lá dentro, com uma enorme vontade de fazer descidas e de fazê-lo entre amigos, mas essa vontade tem vindo a desaparecer, e confesso que até eu, "o gajo que os arrastou para este desporto", ando mais "leg propelled" do que "gravity assisted".
Início do trilho
Equipamento novo!
Combinámos ( Jay, Stoxx, Sub e Tó) às 9.15 em Belas, pois para Sintra não havia transporte para 4 subirem e tivemos de optar por ir para onde desse para subir à mão. Depois de equipados, lá fomos até ao monte mais a Norte, com pessoal que entretanto tínhamos encontrado no estacionamento. Durante a semana, numa volta de xc, tinha ido ver um trilho novo que os Maus Caminhos andam a fazer e tinha ficado com vontade de descer aquilo com colete e capacete integral. Lá subimos aquilo á mão e quando começámos a descer era quase 10.30. O trilho, está porreiro, com uns saltinhos giros e curvas apertadas, menos trialeiro que o dos fetos. No final estava la o pessoal a cavar ficaram logo dados os parabens pela obra! Depois de pausa para comer e para tirar umas fotos novamente no inicio do trilho novo, fizémos a 2ª e ultima descida do dia, pelo trilho dos fetos. Duas descidas numa manhã, nem queriamos acreditar quando cá em baixo, tocou a sirene do 12:00. Saimos da mata de Belas completamente desolados com a forma como o tempo tinha passado depressa, e enquanto íamos despindo as carapaças, surgiu a habitual conversa de que "assim não dá". E não dá mesmo, foi uma manhã que valeu pelo convivio, mas nem tivemos 10 minutos em cima das bikes.
Jay, a mostrar que sem fumos se lembra do pezinho em baixo