quinta-feira, 19 de junho de 2014

It's a GO



Pois é meus rapazes, o último ride antes da incursão da GAS nos Alpes, já foi. Agora já nada se pode fazer a não ser descansar, comer hidratos, ver os últimos vídeos do que nos espera e esperar para que chegue a nossa vez. Apesar de ainda se ultimarem alguns preparativos, como por exemplo o aluguer de umas GoPros, já nada falta para que esta trip corra bem.


"Go Pro 2 heros"


Foi há quase um ano que se lançou aqui um teaser, que apesar de ter um tom alegre e irónico que caracteriza este blog desde o seu 1º dia, era um teaser muito tímido. Eu bem me recordo de, ao publicá-lo, pensar em qualquer coisa do género “não sei bem para que é que estás a postar isto, mas vá, declara aí as tuas intenções e faz uma espécie de manifesto. Pode ser que alguém te ouça…”. Os tempos são de contenção, a G.A.S. era uma espécie de “one man army” e a paixão pela gravidade era uma coisa de que se andava um bocado afastado. Nada fazia prever que ia ter a companhia dos outros três malucos que decidiram ir mamar 16 teleféricos num só dia e gastar 7000m de acumulado negativo em solo franco-helvético, no berço do “VTT”, na meca europeia das bicicletas de montanha – os Alpes.


"Nos Alpes os pneus não furam, rasgam..."
E lamentamos, mas já fechámos as apostas!


Mas a verdade é que há mais ou menos 1 mês que o “mindset” destes quatro meninos está unicamente focado nisto. Os servidores de email já rebentaram algumas vezes, tal é a ferocidade com que emails e respectivas respostas são trocadas via Outlook. Os nossos skills de francês cresceram exponencialmente neste ultimo mês, já se esgotou por meia dúzia de vezes o stock de bikes de aluguer em todas as lojas que por lá existem, fizemos imensos “amigos” por lá e até já devemos umas cervejas a um tal de Tim que trabalha numa loja de bikes em Morzine. Mais interessante, é que eles já nos conhecem e já respondem aos mails a dizer que “vocês são aqueles portugueses que…  , não são?”.



Somos sim, somos esses mesmos e estamos quase a chegar!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Tri-teasing

Pois é meninos, algo de muito errado está prestes a acontecer. O telefone não para de tocar, a caixa de email entope. Esta trip ja teve tantas versões, que já nem eu consigo acompanhar. Com o Tó, sem o Tó, de carrrinha, de avião, pela easy, pela tap, com porão, sem porão, com bike, sem bike, eu sei lá que mais.

A ultima versão, que a Gravity Assisted Sports aqui apresenta com algum receio de que não seja bem a ultima, é a introdução do aluguer de bicicletas para dois dos nossos bikers. Pois o Telmo e o Jay, do lado da GAS, e alguns "franceses", que bem sabemos terem algumas dificuldades na lingua inglesa, têm encetado negociações num Inglês, que apesar de ter um certo tom de "mim alugar muito bom bicileta - sim eu poder pagar fazer desconto para mim sim!", tem levado as negociações a bom porto e aguardam os nossos meninos umas montadas de FR para o PPDS e umas de DH para os dias de park.

Querem melhor?


countdown

Tá quase!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Masters B



Parece que foi ontem que, no estacionamento junto à mata de Belas, apareceram uns malucos com um Fofo de Belas e uma vela lá enfiada para me cantarem os parabéns no meu 30º aniversário antes de mais uma série de descidas no extinto trilho dos marretas. Parece que foi ontem, mas já passaram 5 anos. Os marretas já só existem nos vídeos que fizemos na altura, o Covas deixou de andar de bike, o Tó deixou de voar, o Jay virou-se para o cross, os putos que estiveram connosco nesse dia já devem ter casado, Belas já ardeu meia dúzia de vezes e, com tanto fado e abandono, o downhill deixou de ser opção.

 Marretas, antes do 1º incendio

Mas desenganem-se os que, por este prefácio, se convenceram de que a minha paixão pelas bikes morreu. Porque na verdade, nestes 5 anos, a paixão até se inflamou, mas por uma vertente que, atendendo à impossibilidade de continuar a fazer descidas (mais ou menos) loucas num canhão de DH sem autonomia de locomoção, se apresentou como sendo a (única) opção viável – o Enduro. E não entendam que esta, foi uma opção forçada pela ausência de outras opções. É que o Enduro, traduz de forma muito mais fiel, o “downhill” que me fez apaixonar por este desporto há mais de 20 anos, um downhill que, tal como escrevi no primeiro post deste blog, se representa pelo formato de “time trial” puro e duro e não pelo formato que adoptou no inicio da década de 2000 de “corrida de obstáculos”, em que há muito menos de skills de pilotagem e muito mais de “mind games”, em que saltar de penhascos e enfrentar trialeiras cheias de pedras do tamanho de frigorificos e micro-ondas se tornou “normal”. E na verdade, nunca gostei muito desta importação do “freeride north shore” e “big mountain” para o DH. Nesta importação, e ao bom estilo “lenhador brutamontes” a que os canadianos nos habituaram, em vez dos skills de pilotagem, avalia-se o tamanho dos tomates e a falta de amor pela vida. E apesar de, por aqui, haverem tomates suficientes para abastecer a Compal durante dois anos, também não falta amor pela vida, e talvez por isso, nunca me tenha sentido realmente confortável para ultrapassar determinados obstáculos que o "DH moderno" apresenta.




E assim, e apesar dos 35 anos ja valerem aqui ao menino a inscriçao na classe de Master B, continua-se a apostar numa relaçao com as bicicletas que previligia o divertimento. Sem querer cair no cliché do "mais que um desporto, é um estilo de vida" há pouco tempo apercebi-me o quanto de verdade já tinha este cliché em mim... um video altamente sarcástico sobre os "29 passos para ser um mountain biker" fez-me ver que, tal como o surf ou snowboard, este é um desporto muito especial, que tem uma certa "espiritualidade" envolvida, e que é mais do que "ir andar de bike" meia duzia de horas por semana.






quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Starting resort: Châtel





Às vezes é uma palavra, uma imagem ou uma data. Às vezes é um vídeo ou um comentário. O que é certo é que por vezes há uma ou outra coisa que parece que anunciam qualquer coisa de épico! Uma delas foi um dos dados que nos pediram na inscrição para o PDS… “starting resort”. Fosgass, mas que merda é esta que tem vários “gates” de partida? Uma prova em que tu é que dizes de que “gate” vais sair? Se calhar a prova… é grande. Se calhar é… realmente grande!



Eu sei que ainda faltam 4 meses, mas desde a ultima vez que aqui foi escrito algo sobre o PDS ainda faltavam 200 dias. Ui, 200 dias, uma eternidade, mais de meio ano… O que é certo é que faltam 120 dias para começar, e 120 dias vão num instante, e neste momento, não passa uma carrinha na rua sem que eu e o Telmo façamos um comentário do género : “olha, aquela para irmos aos alpes é que era”, ou “se calhar vamos levar uns barris de 5 litros de cervejinha artesanal, não?”. E já começam as piadolas de “o que eu vou ter de esperar por vocês todos no final de cada descida” ou “é melhor eu partir sempre em ultimo para não ter de esperar tanto nas recolhas dos teleféricos”. Enfim, pouco a pouco, este vai-se tornando no tema de qualquer conversa em que os “alpinos” estejam envolvidos. E como sempre, o Telmo faz questão de criar polémica com as suas “alternativas geniais”, que apesar de apresentarem os tais traços de genialidade, já se sabe que ficam para além da compreensão dos restantes que não são génios: desde porta bicicletas amarrados à traseira da carrinha, até supostas paragens tácticas para “andar de bicicleta” a meio de uma viagem de 20 horas. Mas este é quase sempre o fado dos “génios”… amplamente incompreendidos pelos comuns mortais!



Mas nem tudo está tão animado. Com muita pena nossa, não vamos poder contar com o Flying Tó para esta trip. Se por um lado, o risco de cairmos todos de um shore abaixo diminui para quase para zero com esta ausência, por outro, a companhia deste rapaz seria uma mais valia que em muito compensaria o risco inerente que é andar de bike atrás dele! E tal ausência teve impacto na organização da trip… quando olhámos para o total de aluguer de carrinha, combustível e portagens, começámos a fazer contas. A viagem, por meios terrestres ia ter o mesmo preço do que a opção aerotransportada, com a grande desvantagem de demorar 20 horas. Não foi preciso grandes argumentos e contas e já temos os bilhetes da TAP, já temos caixas reservadas na Consilbike e anda tudo maluco em tudo o que é lojas online a ultimar preparativos e compras.




Get ready & get fit, the trip is upon us!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Carregueira



A serra da Carregueira tem sido o destino de muitas das minhas voltas em autonomia. O facto de ser próxima de casa é o maior contribuidor para a esta insistência da minha parte, mas por outro lado esta serra está cheia de bons trilhos que vale a pena explorar. E para além dos singles de “ocorrência natural”, temos um batalhão de furiosos trailbuilders que não dão descanso quando é hora de abrir mais uns singles: nos montes da quinta da fonteireira temos os “Maus Caminhos” que continuam a abrir alternativas aos trilhos já existentes, em pleno Belas Club de Campo andam uns miúdos a fazer uns trilhos, que apesar de terem pouco espaço e inclinação, vão lá montando uns saltos,  e por último, no spot do antigo CFT, o “nosso”  mecânico, o João, e mais alguns amigos criaram um spot de dirt e freeride (bastante abusado, convém referir), mas com uns trilhos de AM à mistura, com saltos para (quase) todo o tipo de tamanho de tomates. 


"mincy faggot balls"



 
A maior das redondezas (a Serra de Sintra!) 




Infelizmente, o antigo spot do CFT já está a causar “polémica”. É muito triste ver como os proprietários dos terrenos só se lembram que eles existem quando alguém mostra interesse nos mesmos. Depois de tantos anos ao abandono, há cerca de um ano o João começou a trabalhar aquilo. Depois de terminado o trabalho de construção é óbvio que o spot começou a atrair pessoas, não tanto para andar, porque tal como já referi, a coisa é abusada, mas mais para “ver andar”. Ora tanta gente ao Domingo de manhã no meio da mata terá incomodado alguém, que certamente fica preocupado com a erosão do terreno, e então, o mesmo começou a ser vedado. Infelizmente a ligação de um dos trilhos de AM foi cortada por esta vedação, mas se conheço bem o pessoal do trailbuilding, daqui a pouco tempo vamos ter um shore ou um “cerca gap” para resolver a situação. Isto se, não houver antes alguém com um alicate, que se vai chatear de ver tantas horas de trabalho mandadas para o carail e vai mandar a cerca para o carail (que é de onde nunca deveria ter saído). Até porque a colocação desta cerca foi ilegal e vedou o acesso a uma estrada florestal, o que pela lei da propriedade privada não pode ser feito. E portanto, sempre que lá passo, e mesmo conhecendo alternativas, faço questão de abrir o portão, deixá-lo aberto para quem venha a seguir, e usar sem medos a estrada que nos foi vedada. Na verdade, há uma ténue esperança de que um dia o infeliz proprietário daquele terreno esteja por lá, mande vir comigo, e eu tenha a oportunidade de lhe dar umas luzes sobre a lei da propriedade privada portuguesa.

Lama no capacete, indicador de um dia bom...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Re-teasing



Confesso que há 3 meses atrás não esperava tão calorosa recepção ao teaser que aqui foi colocado. A ideia em si já tinha algum tempo. Digamos que assim que tomei conhecimento do Pass’portes  du Soleil fiquei fan do formato… é que misturar bikes, com os Alpes, com uma prova de formato “relaxado” nos melhores bike parks da Europa, com cerveja e com fondues de queijo e chocolate é uma daquelas mixes a que é impossível ficar indiferente. Mas foi neste verão que a coisa ganhou força, e muito sinceramente quando tomei a decisão de “esta é uma daquelas coisas que se tem de fazer uma vez na vida”, pensei que os meus amigos já não gostavam de andar de bike e que o PDS era uma daquelas coisas que ou me dispunha a fazer sozinho ou não fazia de todo. E foi esse o espirito com que saiu o teaser, em plena crença de que o apelo à concentração ia cair em saco roto, e que lá ia eu, desgraçadinho e sozinho para terras helvéticas.






Não podia estar mais enganado. Poucos dias depois da publicação, aparece-me o Carlos a dizer “epá, aquilo parece-me muita bem, conta comigo”. Fiquei contente, por um lado porque ainda havia pessoas a ler este blog, e por outro, porque tinha conseguido “vender” a ideia a alguém sem ser a mim próprio. Mas as surpresas continuaram e quando eu e o Carlos andávamos a ver preços de viagens de avião e de sacos para levar as bikes, o Telmo alistou-se na armada: “Alpes? Epá eu não tenho bicicleta para isso, senão até ia”. Prontamente o Carlos retorquiu “eu tenho duas bikes, que não seja por isso…”. E não será mesmo por isso, a mítica Sinttesi já tem amortecedor novo e está afinada para o cú do Telmo. Mas as surpresas continuavam, e alguns dias depois, o nosso Flying Tó, também já dava mostras de querer ir experimentar os shores do bike park de Châtel (ver o vídeo abaixo). Infelizmente, para este, os maiores impedimentos chamam-se International Monetary Fund e Pedro Passos Coelho. Os cortes a que estão sujeitos os funcionários do Estado (qual estado…?) podem tornar esta trip proibitiva ao proletariado. A ver vamos se temos este homem como “alfa” da alcateia de malucos que se prepara para ir arrefinfar umas cabras montesas nas montanhas suiças, ou se vai ter de ver a viagem pelos olhos de uma goPro.









Mas a história ainda não se fica por aqui. À medida que fomos vendo alguns vídeos de provas passadas e ao ver as vistas do percurso, o entusiasmo aumentava. E foi ao terminar de ver um destes vídeos que eu me lembrei de um episódio com o JP na Ericeira, em que estávamos de bike, debaixo de uma chuvada monumental e em que ele me diz “este desporto é mesmo espectacular, este contacto com os elementos é qualquer coisa…”. E ao lembrar-me disto disse para mim (e garanto-vos que as “palavras internas” foram mesmo estas): “foda-se, o JP tem MESMO de vir fazer isto comigo, isto é a cara dele”. E foi com este episódio sempre em mente que comecei a vender a ideia e depois de algumas mensagens em que me lembro de dizer que “se tirares 1,75€ por dia, até lá, pagas a viagem toda”, a coisa ganhou alguma força. Convém também dizer que, o facto de sermos os dois de 1979, de fazermos 35 anos em 2014 ( no caso do JP, vai mesmo fazer os 35 lá) e de ambos sentirmos que “é agora ou nunca” ajudou à decisão positiva, que foi posteriormente aprovada em reunião extraordinária de conselho familiar!






E este “re-teasing” sai hoje, por dois motivos distintos e coincidentes: por um lado, faltam precisamente 200 dias para o arranque desta bike trip, e por outro, acabei de confirmar reserva num chalet em Châtel, a 150metros das pistas. E ainda temos uma cama disponível (e um lugar em cama de casal que preferíamos não ocupar)!! Por isso, meus caros companheiros de viagem, mais do que “a coisa estar a tomar forma”, digo-vos que a coisa está completamente formada e está na hora de tomarem as devidas providências… é que temos os que estão em forma mas não têm bike, temos os que têm bike mas não estão em forma e temos os que nem têm uma coisa nem outra!