sábado, 7 de novembro de 2009

Qual Royal Blue, qual quê...

Pois é pessoal, parece que alguns membros das fileiras da GAS andam meio afastados dos verdes tropa e dos padrões camuflados há já algum tempo e depois dá nisto. Oh Sub, deixara lá a Navy Blue na arrecadação dos teus papis, pega na malagueta amarela e cinza e "bora lá mandar" umas descidas e dar uns saltos ali para os lados da Malveira. Qual Royal Blue, qual quê!!

Já por dois sábados seguidos que me juntei ao Tó e fomos ter com a galera do país irmão para fazer umas descidas na Malveira. Apesar do famoso edital, das duas vezes que lá fomos andava lá mais malta a curtir e sinais de GNR nem vê-los.

Para quem não sabe, a minha suspensão foi para o Moca há mais de um mês e ainda não voltou. Segundo dizem as más línguas, na oficina do rapaz reina a boa disposição e os vapores dos óleos que dão cabo do trabalho. Enfim, não tenho bike mas felizmente a malta tem trocado para que toda a gente possa descer.

Como não conhecíamos a tão falada descida para Colares, o Cristiano e o Rogério levaram-nos lá e devo dizer que é bem baril. Tem uns relevés muito fixes e uns saltos à maneira. Bem ao nosso nível...

Nesse dia ainda houve tempo para que o Cris fosse ver se as pedras da trialeira da Lucky Bike era tão rijas como afiançavam e pelo que pode constatar, eram mesmo. One men down, thee to go.
Como já vem sendo hábito o Francisquinho andava por lá e como não podia deixar de ser, deu mais umas lições aos cotas de como se deve andar. Ah ca ganda Francisquinho, assim é que é!! Quando for pequeno outra vez quero ser como tu.

Este fim de semana e apesar do gigante de 1,92 m não ter ido, vierem dois seus conterrâneos em substituição. Diga-se passagem que os dois juntos não fazem o tamanho do primeiro... Dois pequenos que se revelaram ser contratações de peso para as fileiras da GAS como se pode comprovar pelo vídeo em baixo. Hoje não se gritou pelo Franciscquinho mas gritou-se pelo Israel. Ah ca ganda "Israeu"!!

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Israeu cai do céu...

Mas não foi só a galera brasuca que deu show na Malveira este sábado, o Tó andava doido e mandou-se a tudo o que era salto e shore como se não houvesse amanhã. Amigo, quando a minha suspensão voltar e se por vntura trouxer com ela a minha confiança, estamos lá. Não posso passar o resto da vida a só a ver e a filmar...

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Flying Tó a voar baixinho.

A ver se para a semana que vem já há espanholita porque esta coisa de fazer cada descida com uma burra diferente tem muito que se lhe diga. Agradeço do fundo do coração a todos aqueles que me têm safado, mas sinceramente bike como a nossa nunca há...

Aproveito para mais uma vez agradecer ao pessoal da Militia por ter colocado a minha foto no banner do blog deles. Segundo reza a lenda, aquele salto só foi feito porque o rider ia atrás de um excelente professor...


T

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Royal Blue


Às vezes as contrariedades e as limitações que encontramos acabam por nos impelir a sair da rotina e da normalidade. As pedras espanholas de Manzaneda atiraram-me para 4 semanas de estaleiro sem andar de bike (os rolos não contam, visto que não têm "componente lúdica"), mas Sábado regressei ao meu querido desporto, ainda em vertentes menos radicais. E ainda bem. É que apesar de inicialmente estar um bocado contrariado com a falta de adrenalina que a voltinha de Sábado fazia adivinhar, já não experimentava a sensação de andar de bicicleta sem coletes, capacetes integrais e outros body armours há muito tempo. Aliás, sinceramente já nem me lembrava da última vez que me tinha montado na minha "Royal Blue".



Já esteve à venda por 900e, mas depois de Sábado ficou mais cara!


Pois então este Sábado, peguei na Curve Royal Blue e fui até Belas. Sempre tive um fascínio especial pelo Outono que é sem dúvida uma das minhas alturas preferidas para andar de bike: as temperaturas são mais amenas, as cores da Natureza fascinantes, as primeiras chuvas assentam o pó, o terreno fica compacto mas ainda sem lama e no caso de Belas em particular, já começa a haver verde no meio daquele cinzento todo. Assim que saí de casa deparei-me com um pneu um bocado em baixo, o que me obrigou a ir até a uma bomba de gasolina meter ar naquilo. Como fiquei fora da minha rota, tive de atravessar a estação de Queluz o que me "obrigou" a baixar o selim e mandar-me às escadas. De referir que, apesar dos solavancos, as costelas não apitaram, o que me deixou muito contente e confiante de que "já está tudo bem". A volta estava a começar bem. Depois de uns minutos de alcatrão e do slalom entre carros mais lentos que a minha bike (parece mentira, né?) lá cheguei à Mata de Belas.


lycrinha oldschool

Logo de inicio subi até às abelhas e senti os efeitos benéficos dos 15 dias de rolos que precederam aquela manhã. Achei que era um bocado precoce mandar-me aos marretas pelo que continuei a subir pelo lado dos GOEs e desci o trilho do deserto. Foi a segunda vez que baixei o selim e a volta estava a começar a ter um feeling de enduro. Acabei bem junto ao trilho do punhetas e não resisti a fazer os dois ultimos saltos. Voltei a subir o selim, pois aguardavam-me uns kms de subida, e fui andando para o lado Norte da Mata e depois de comer uma arrufadinha, voltei a descer o selim e fui até ao "tunel". Mais um subida épica até aos campos de golfe e respectiva descida com o selim em baixo. A volta já ia longa e estava na hora de voltar para casa, mas não resisti a subir pela última vez, agora com o destino "marretas", onde esgotei os meus 150mm por duas vezes. Parece-me que já estou pronto para a guerra.



Ainda nos tempos em que Belas era verde


Ou então não, porque durante este mês de recuperação, em que um gajo anda minimizado e com a crista cheia de humidade, tenho sido alvo fácil. Lembram-se daquele rapaz que ia pelo "Fátima Lopes" para evitar o ride the lightning e que mesmo assim chegava ao fim da Malveira a dizer que não tinha jeitinho nenhum e que aquilo de que gostava mesmo era queda livre? As minhas palavras de ânimo, que geralmente sucediam esse episódio recente, devem ter tido um efeito mais profundo do que inicialmente fazia crer, pois esse rapaz já não existe. Agora temos um Covas de tal modo moralizado que já me diz que se não fosse ele, a malagueta nunca tirava as rodas do chão. O que é falso, diga-se de passagem. Mas não é o único que me goza durante a enfermidade. Lembram-se de um rapaz que costumava andar de bike connosco mas que agora está mais virado para o cross? Pois o Jay no Sábado cumprimenta-me assim: "então sr. Rodas no chão, tudo bem?". Podia ter respondido que "Vai-se andando Sr. BTT", mas o Benfica perdia por uma bola a zero, e não houve agilidade de pensamento para isso. Perante toda esta fanfarronice, e eu que sou um gajo que me pico com relativa facilidade, estou um bocado desejoso de voltar às pistas. É que aqui o "rodas no chão" ainda tem umas coisas sobre tracção e dinâmica de corpos para ensinar aos rapazes, mas só depois de todos terem assimilado qual é afinal a posição dos pés durante uma curva... eheheh.


abraços,
"super tacky" sub