terça-feira, 6 de dezembro de 2011

4h 44'

TA FEITA!!

Se me dissessem há 2 anos atrás que ia fazê-la, provavelmente a minha resposta seria:
- eu fazê-la? mas nao tens maozinhas??

ahhh como as coisas mudam... sim continuo a fazê-las mas de uma maneira mais pausada e discreta, no entanto nao é dessas que vos quero falar... falo-vos da mais antiga e mítica prova de todas elas! sim essa mesmo! aquela prova que desde sempre encerra os JOGOS OLÍMPICOS (ate me arrepiei só de escrever) e que fizeram com Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernando Mamede se tornassem em heróis nacionais num tempo em que nao existiam CR7 nem miúdos ricos e mimados, onde o sucesso vinha sempre depois de muito trabalho, onde a fama era uma consequência e nao um fim... pois bem meus amigos desde o dia 4 Dezembro de 2011 entrei num clube restrito e de certa forma elitista, mas perfeitamente alcançável, consegui fazer uma MARATONA, ou seja consegui correr 42km!
sim é dificil, alias muito dificil especialmente se fizerem como eu fiz, decidi fazê-la mas sem treinar mesmo. o ultimo treino que fiz foi em meados de Novembro e depois comecei a pensar, se calhar é melhor nao correr muito para nao me cansar e assim ainda consigo evitar lesoes (esta é uma conclusão que acontece apenas pq as continuo a fazer), e assim andei a mentalizar-me durante um mes que o psicológico é mais forte que o fisico, género mind over matter...! e foi mesmo!

De todos os pormenores e pequenos nadas que fazem aquela manha ser inesquecivel para mim, apenas partilho dois.
Ia ja no ultimo terço da prova a subir a Almirante Reis (tao ingreme que é) a correr quando de repente ao meu lado surgem 2 gajos que me ultrapassam assim facil facil... a cena é que os cabroes iam.. a andar...!! fdx fdp mataram-me ali mesmo!
como ja estva tao pertinho do fim nao podia deixar ir abaixo nas canetas por isso em vez de chorar comecei me a rir e decidi seguir-lhes o passo mas desta vez tb fui a andar, e ia bem mais rapido que o meu suposto passo de corrida... fui me a rir quase ate ao fim a pensar neste episodio!

O outro grande momento foi mesmo pleno de emoçao. Quando cheguei ao estadio para completar os derradeiros metros da minha prova na entrada do recinto estavam dois velhos companheiros nestas lides (os mesmos que me acompanham nas viagens a fatima) que assim que me viram ficaram ainda mais surpresos que eu por me verem ali... começaram logo a gritar pelo meu nome o que ja de si foi um espetaculo e me deixou todo arrepiadinho e ao pulinhos... qd assim de repente sai disparada uma criança +- da idade da minha e vai ter com o pai para acabarem a prova juntos... epa nao sei o porquê nem como mas aquela cena comoveu-me de tal forma que comecei a chorar, pensei que ia me dar um verdadeiro ataque de choro (genero choro da bebedeira) pela euforia de estar a segundos de acabar a maratona... mas apos a 1ª lagrima nao caiu mais nenhuma.. mas eu continuava a sentir-me a chorar mas ja nao estava a chorar e estava a achar aquela sensaçao bué da estranha... estava a chorar desalmadamente mas nao havia lagrimas afinal o que se tava passar...?? de repente lembrei me que em esforço o corpo consome todos os sais e liquidos existentes no corpinho...conclusao ja nao tinha cloreto de sodio nem H2O que me permitissem chorar normalmente e compulsivamente...!

So mais um pormenor para este evento decidi fazer um corte de cabelo extremo e levei uma camisola com o meu nome nas costas (JAY) resultado; foram varios os momentos em que as pessoas chamavam por mim e me apoiavam contribuindo tb eles para que este meu objectivo fosse completado com todo o sucesso e logo á 1ªtentiva.

provavelmente este foi o meu ultimo post (secante) sobre corridas de atletismo, pois para 2012 esta previsto o regresso em força ás duas rodas com especial enfoque para as bicicletas malukas. estou ansioso por injectar novamente adrenalina ás manhas de sabado!


foto:
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=2656181171448&set=p.2656181171448&type=1&theat
percurso:
http://www.mapmyrun.com/routes/view/20662770


abraços
jay

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Summer's gone

Eu este ano devo ter feito um contrato com S. Pedro… apesar de ter tirado os meus períodos maiores de ferias fora do clássico Julho / Agosto, gozei férias nos melhores dias do ano em termos meteorológicos. E apesar desses dias no inicio de Outubro já irem longe, esta estação intermédia de que tanto gosto, o Outono, está um tanto ou quanto... marada. É que saltamos de dias de Sol com 30ºc para dias de Inverno, com inundações que fazem mortos e tudo, para depois voltarmos a dias de sol.

Nestes últimos dias de sol do inicio do mês, deram-se uns grandes rides na zona da Ericeira. Farto de, à saída de casa, rumar preferencialmente para norte, para a zona de Ribamar e Lagoa, decidi fazer umas investidas mais a Sul, para as zonas da Baleia e Assafora. Depois de uma observação do Google Earth e das cartas militares da zona, fiquei com uma ideia da topologia da zona e assim, manter a fama de gajo que nunca se perde e sabe sempre para que ponto cardeal está virado.


Um dos primeiros desafios que a zona oferecia era a subida da Carvoeira, mas que na realidade, acabou por não ser tão dura quanto me fazia inicialmente crer, em parte devido aos quilómetros que ultimamente a pitch tem percorrido comigo a dar-lhe gás e outra parte, devido à pitch em si, que a subir, se porta quase tão bem como a descer. Estou cada vez mais satisfeito com a recente aquisição. Depois de vencida a subida e com cento e tal metros de energia potencial para “gastar” comecei por dar umas voltas ali pela zona, em plano. Realmente, descobrir trilhos “novos” tem uma imensa magia e parece que o MTB tem bastante mais graça quando não se sabe bem o caminho de volta. Dá tempo para apreciar a paisagem, mais não seja, à procura de uma ligação para o “monte ali da frente” sem descer muito para voltar a subir. Depois de alguns becos sem saída, acabei numa descida muito interessante até à praia de S. Julião. Dali, já conhecia uma ligação por um single track simplesmente fantástico, que vai ali pela beira de uma ravina que ladeia o Rio Lizandro e dai até à Ericeira não há nada que enganar. Geralmente, e como o clima o permitia, estas voltas terminavam na piscina a fazer terapia de água fria nos músculos que ficavam logo prontos para a próxima.


Já da parte da tarde, e quando havia pernas e vontade para isso, ainda ia dar uma volta “informal” à procura de obstáculos ou sítios onde mandar uns saltitos. A escolha, apesar de ter sido variada entre umas escadarias na vila, low speed skils nas furnas e wallrides mesmo à porta de casa, apontou com frequência para a zona do forte de Mil Regos e dos “dirts naturais” que ali há. Agora, há que aguardar… pelas férias e pelo Verão!


domingo, 11 de setembro de 2011

Danny Hart world champion

Depois disto, há que rever urgentemente as leis da física, mas a frase do dia é mesmo "how does Danny sits down with balls that big?"


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Matines de Verão


Agora, com uma montada nova, as típicas matines de fim de tarde durante a semana tinham inevitavelmente de voltar a ocorrer. A nova bike tem sido um catalisador aliado ao meu gosto por bicicletas, não querendo com isto dizer que o tenha perdido nos "entretantos", mas juntou-se ali num período de tempo o facto de ter a curve no estaleiro e de andar cansado de "shuttles" ali na serra de sintra. E depois, isto sem o Covas e sem o Jay não tem o mesmo nível de disparates por minuto... Mas tudo bem, temos o Telmo. Este, e passo a citar-me, "quando pensamos que vai sair dali uma estupidez, eis que surge uma granda estupidez" e tem animado (like old times) estas matines de verão, depois do bules.

fosgas zé, alcinhas de lycra?


"não gosto de crossar com luvas integrais"



Cabras à solta!


Os dias têm estado bons para andar, com pouco calor, e Belas tem sido o destino.
Para além destes rides, tenho feito questão de levar a pitch, em autonomia, até a alguns spots aqui perto, alguns deles já extintos, como o antigo spot do cacem freeride team, agora completamente destruído, tendo ficado apenas uns montinhos de terra e uma série de tábuas e pregos. O mesmo destino, talvez menos fatídico, levou o Jamor, que das várias linhas abertas, sobram meia dúzia de saltos e bermas. Em monsanto, sei que se andam a construir por lá algumas coisas, e fui até lá ontem, e monsanto, mesmo sem linhas com saltos construidos, tem singles brutais e saltos naturais com fartura. Falta fazer Sintra em "autonomia", sem "shuttles" a subir!


Trilho das mines



"watch the suspension work"


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tu não és um mountain biker


Desculpa lá, mas não és.


Sim, tens a bike, e o equipamento, mas…falta-te algo. Podes ter entrado neste mundo há poucos ou muitos anos, podes ser novo ou velho, és da cidade ou do campo…mas não és um mountain biker.



O btt é um desporto com cerca de 30 anos, que começou a aparecer neste nosso cantinho no final dos anos 80,e teve uma grande fase de expansão no final dos anos 90. Na altura, ser “radical” era o que estava a dar, e btt era sinónimo de competição, e então era normal ver provas de cross country com centenas de inscritos, apenas para fazerem algumas voltas a um circuito, a todo gás. Mas depressa muitos desses participantes mudaram de ideias, porque por essa altura, as bikes eram tudo menos confortáveis, estáveis ou eficientes. Suspensão e travões eram áreas ainda em desenvolvimento, e os componentes com alguma qualidade eram inacessíveis á maioria dos praticantes. Dos que ficaram, uns continuaram na competição, mas a maior parte (e eram bem poucos) dedicou-se aos primeiros passeios organizados (guiados, nas calmas!),ou mesmo a andar por aí sozinhos, à descoberta, de trilhos e dos próprios limites. Andar sozinho, para quem começou a fazer btt nos anos 90, era muitas vezes a única hipótese, não havia net ou telemóveis para combinar pedaladas, e os praticantes eram menos que poucos!

1991, começava a minha epopeia aos comandos de uma coisa destas


Mas as bikes foram evoluindo, e ficando mais apelativas. Confortáveis, fiáveis, eficientes e acima de tudo, baratas. Começou a ser possível fazer mais de 4h no mato sem ficar maltratado das costas, e principalmente, sem que a bike perdesse peças pelo caminho.

1994 – A minha Nishiki Alien - Designed by Richard Cunningham – enough said!

E então, muita gente descobre o btt. Uns por influência de outros, porque o médico mandou fazer exercício, porque as únicas bikes à venda em grandes superfícies eram rodas 26, porque “quando era puto divertia-me a andar de bike, deixa lá ver se ainda…”, porque…várias coisas. E a coisa começa a crescer. A competição a sério passa para segundo plano, e os passeios, até aqui, meros encontros de malta que queria conhecer novos trilhos e confraternizar com pessoas que partilhavam o mesmo gosto, começam transformar-se. Por pedido de alguns participantes, a quilometragem aumenta, e a dificuldade técnica diminui. Deixam de ser guiados e com andamento controlado, para haverem percursos marcados e de andamento livre. Aqui acaba muito do convívio e entreajuda presente nos passeios guiados, para aparecerem os “picanços” e “treinos para a prova tal”. Cicloturistas de estrada são atraídos para estes passeios de longa distância, por não haverem na sua modalidade suficientes passeios de andamento livre, à imagem de Espanha ou França, por exemplo. Habituados a “mordomias” como assistência técnica, abastecimentos fartos e almoços de gastronomia típica da região, cedo impõem às organizações tratamento igual nestes passeios, e aqui acaba um dos princípios basilares do btt: a autosuficiência. A ideia de levar umas barras de cereais ou umas sandes no bolso do jersey é abandonada, e passa a ser a organização a ter a função/obrigação de alimentar antes, durante e depois do passeio os participantes, com todos os custos que isso acarreta. Brindes, banhos (“quentes, ou então nada feito para o ano que vem!”)…e temos algo completamente diferente do que tínhamos há apenas alguns poucos anos.

A avaliar pelo letring, o que é mesmo importante é haver porco no espeto


E então aqui estás tu. Compraste uma bike e juntaste-te ao grupo. Como não queres ficar mal visto entre os teus pares, foste para aquela de marca conhecida, talvez até a de carbono, porque é “mais rápida”, e equipaste-a com pneus para rolar bem, fininhos e com tacos baixos. Como não tens técnica, andas pelos estradões, e não te aventuras com a tua bike por sítios difíceis, porque “é perigoso”, ”perdes o ritmo”, ou “assim é difícil fazer 80km esta manhã”. Nunca te aventuras a descobrir caminhos novos, muito menos sozinho, mesmo com o telemóvel, porque “pode não haver rede”, e…vais andar para a estrada, ignorando que praticamente todos os acidentes realmente graves com bicicletas são na sua maioria atropelamentos. E começas a fazer kms na estrada, e talvez compres umas rodas para montar uns slicks, ou até uma bike de estrada! Ganhas ritmo, poupas o material…e não fazes btt.


Suspensão total e pneus slick 1.75 – Alguém me ajuda a perceber o conceito!?!

E aí vais tu para as maratonas, provas feitas à tua medida: Muitos quilómetros de estradão, sem zonas técnicas para não criar engarrafamentos, com abastecimentos e almoço dignos de um festival gastronómico (mas não de um atleta), assistência técnica…e até o belo do carro-vassoura! Mais um dorsal para a vasta colecção… Aqui competes contra outros como tu, não existe tempo para conversas ou entreajuda, tens de dar o teu melhor, fazer menos tempo que o ano passado, ficar à frente do amigo que te tem andado a “picar”...e à frente de tantos que apenas foram para se divertir, que até pararam para almoçar, tirar fotos, ou ajudar quem teve um problema mecânico…mas o que interessa mesmo é que fizeste “237º em 2500!”. Mal sabes tu, que se alinhasses à partida de uma prova de verdadeiro btt, não terias a mínima hipótese e ias ao chão duas vezes na primeira zona técnica.

Engarrafamentos fora de estrada


Mas espera, nem tudo está perdido, tu não estás perdido!
Pega na tua bike e vai experimentar coisas. Subidas e descidas que vês os outros fazerem e nem nunca tentaste. Pára no alto das subidas e aprecia a vista. Vai a passeios verdadeiramente para passear e conhecer novos trilhos com os amigos e mete conversa com outros participantes, vais ver que não é assim tão mau. Inscreve-te numa prova de xc e vê o que o btt de competição tem sido até aqui, quem sabe se não gostas…Troca essa bike pela que realmente precisas, não são as opiniões dos outros que te fazem rodar os cranks. Se te doem as costas, se calhar essa bike de XC racing, que nunca vais usar numa prova de XC a sério, não é a melhor opção para ti, não é?

Não sigas planos de treino feitos para profissionais, se não tens vida para isso e se não és profissional. O mais certo é ficares saturado e largares a bike…anda quando te apetece. Se gostas mesmo, vai-te apetecer quase sempre. Não te leves demasiado a sério, deixa de treinar e começa a andar de bicicleta. DIVERTE-TE, lembra-te de quando eras miúdo e andavas de bicicleta, será que já te esqueceste? Respeita os outros, a Natureza, a ti mesmo. Respeita a tua bike! Ela foi desenhada e construída para andar no mato, em terreno acidentado, e não na estrada. Não é assim tão difícil, e acredita em mim, vais gostar muito mais deste desporto.


NOTA DO EDITOR: este texto foi adaptado de um que encontrei na net e que não resisti a partilhar convosco. Quem conhece a minha relação com o BTT, sabe que este texto, bem que podia ter sido integralmente escrito por mim, mas não foi, o que para mim é um alívio... fiquei a saber que não sou o único que acha que médias de 30kmh em VERDADEIRO BTT, estão só ao alcance dos senhores da WC...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Velha glória

Num destes dias de semana em que eu me mudava da toalha para a piscina, o Telmo pegou numa das “velha glórias” aqui da GAS, o nosso Manel, que ficou conhecido por ter entalado os tomates depois de ter feito o já extinto road gap da Malveira. Aqui fica o registo fotográfico!







sábado, 25 de junho de 2011

É(n) duro! parte 1

Rapazes, a vida de férias é dura, muito dura!!


Não, ainda não esgotou...


Companheiros de ride!


Jay, a tirar as rodas do chão e a stinky do armário!



Dá-lhe no Pitch



Vida dura...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cheira bem, cheira a férias!

Depois deste último fim de semana grande e com apenas 4 dias de trabalho pela frente até estar de férias, começa a estar no ar um cheirinho a maresia, misturado com cloro, protector solar, grelhados, peixe fresco e cervejinha. Este foi o último fds antes de 3 semaninhas sem fazer nenhum de papo para o ar na Ericeira, ainda por cima com um brinquedo novo para testar até aos limites!

Dá-lhe no pitch!


Para preparar o rabo para os dias em cima do selim que aí se adivinham, fui dar umas voltinhas pela zona oeste. Logo na 6a feira pela manhã, fiz-me à pista, e depois de uma volta urbana (leia-se: descer escadas com fartura) rumei até à zona de Ribamar e tive a primeira lição sobre transferências de energia. Já dizia Lavoisier que "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", e neste caso, a energia potencial que tinha acumulado numa série de subidas foi convertida em energia cinética na "descida do jay". A descida foi tranquila e só tirei 2 vezes as rodas do chão. Mas escapou-me um pormenor... é que quando a gente trava, a energia cinética é transformada em qualquer coisa, no meu caso em concreto, em energia térmica acumulada nos discos de travão. Descobri-o da pior maneira, como prova a foto abaixo, em que a energia térmica dos discos se transformou numa enorme queimadura na minha perna quando terminada a descida, levantava o selim à pitch. Fantástico... havia o pessoal que cai e que não se aleija, mas eu sou dos que se aleijam sem cair!!

Mesmo sem "propedal", é sempre a rolar


Os dias seguintes seguiram mais ou menos a mesma fórmula, mas com a companhia do Gonçalo e sem queimaduras na perna. A pitch mostra-se cada vez mais uma máquina muito capaz, que às qualidades já conhecidas, adiciona-se a capacidade de estrelar ovos nos discos de travão!

Avid Juicy, com "frigideiras" de 203mm



Tá quase quase, cheira a férias!

sábado, 11 de junho de 2011

Elements Assisted Sports plus War!!

Pois é companheiros, depois de muito tempo sem blogar, aqui deixo algumas palavras.

Já faz algum tempo que me deixei dos sabores e dos dissabores do downhill. Depois das visitas às camas de hospital da CUF Descobertas, do S. Francisco Xavier e do H. de Cascais, decidi finalmente desfazer-me do material de "guerra".
A minha querida Plunder R, que tantas alegrias me deu, foi trocada por uma Trek 8500 hardtrail e por buggy RC à escala 1/8 que dá qualquer coisa como 90 km's/h… A bike tem andado pouco que esta merda de um gajo ter que dar ao pedal para sair do
sítio tem muito que se lhe diga, o carro está na box porque aquilo é muito giro e dá muita pica acelerar mas é um bocado como o DH, cada série de voltas que se dá, lá estamos outra vez na oficina…

E como não só de desportos e actividades com rotação se faz a vida, as minhas últimas paixões são um bocado diferentes, mas muuuito adernalizantes!! KiteSurf e AirSoft!!

Da primeira pouco mais há a dizer… Um gajo levanta um “papagaio” com uma área velica de 6 a 14 m2, mete uma prancha nos pés e zinga!! Posso dizer que é uma pica do caraças. Ele é rips sempre a direito, saltos, ondas, espalhos… Espalhos estes que regra geral com menos consequências que os das bikes… Pontso negativos: material caro, depende sempre das condições do vento e o facto dos pouco acidentes que se dão serem mais ou menos graves.

Da segunda, bem, da segunda muito há a dizer… Basicamento o Airsoft é uma simulação o mais aproximada possível de um cenário de guerra, onde as munições são substituídas por pequenas bolas de 6mm e 0,25grs de peso que saem do cano da arma a 400fps. De resto tudo é suposto ser o mais real possível, desde as armas (sim, armas porque ao contrário do paintball e de outros desportos semelhantes, aqui usam-se armas de categoria de categoria G, para as quais é necessário uma licença), às fardas e aos acessórios.

Se tiverem curiosidade procurem no iutobi alguns vídeos. Também podem checar o site da team à qual pertenço e a qual está farta de ouvir falar das proezas, das façanhas de guerra e da destimidez do Sub. Infelizmente o recruta Sub é uma couve e ainda não descolou do casulo para ir levar umas “bagadas” no corpinho.

A minha última aquisição foi uma réplica da AK74, como podem ver pelas imagens que vos deixo aqui da minha menina. Pesa qualquer coisa como 3.9Kgs e dispara a uns estrondosos 450fps!!

Grande abraço, boas descidas, boas pedaladelas, boas corridas, bons ventos e boas guerras!!

T

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dá-lhe no pitch

Estava prometido que iria aqui fazer uma apresentação “decente” da minha nova montada, e o prometido é devido. Antes de tudo, comentar o que surpreendeu alguns companheiros de rides: a marca – Specialized. Para mim a Specialized sempre foi a “bike do povo”. Não quero dizer com isto que seja uma marca menos boa, muito pelo contrário, até são responsáveis por muitas inovações que hoje fazem parte do quotidiano das duas rodas, mas no fundo, irrita-me a falta de exclusividade e andar com a bike número 109456 de um determinado modelo, e ver sempre duas iguais em qualquer volta que dê. Mas apareceu um bom negócio, já andava um bocado farto de bicicletas que são muito exclusivas mas para as quais nunca há peças, e enfim, rendi-me, perdi a cabeça, e comprei uma Specialized Pitch de 2010, mas nova!

Specialized pitch comp "pearl white"


A Specialized Pitch é uma espécie de irmã mais nova da Specialized Enduro, que pelo seu nome não deixa dúvidas do tipo de utilização a que se destina, apesar de que o Enduro / All Mountain é uma vertente com fronteiras pouco claras. As bikes são semelhantes na sua geometria, sendo que o que difere são os materiais usados na sua construção: a Enduro varia entre o alumínio M5 e o carbono, enquanto que a Pitch usa alumínio M4. A diferença entre M5 e M4? A mais clara, é sem dúvida o preço! De resto, a geometria é partilhada: 150mm de curso traseiro em sistema FSR, uma distancia entre eixos muito generosa e uns soberbos 67º de ângulo de direcção. Para terem ideia do quão “aberta” ela é, a Hot Chili tem precisamente o mesmo ângulo de direcção!

Os companheiros de ride

Depois de no momento da compra me terem tirado as medidas todas, de terem ajustado as suspas pelo menos uma meia dúzia de vezes até estarem “perfeitas” para meu peso, estava na hora de levar a bicha para o offroad. Belas era o sítio ideal para uma volta adequada às características da pitch, pelo que combinei com o Gonçalo e com o Rui (que levou a minha wheeler) irmos raidar no domingo de manhã. Para não assustar os meus companheiros de ride deste dia, deixei os “body armours” em casa e fui com indumentária de puro cross. Chegados a Belas, entrámos pelo ponto mais a Sul e fomos rumando até ao monte do marco geodésico onde ia fazer os meus testes. O primeiro teste, era mesmo a subida. Eu, que vinha de uma bike com um sistema de suspensão semelhante - Four Bar Linkage - estava curioso de ver o que era o tal FSR da Specialized. Na verdade, é um four bar linkage com um artefactozinho chamado "horst link", que vos posso dizer, faz toda a diferença a subir. Parabéns aos engenheiros mecânicos, tinha acabado de ficar com um bocado menos de vergonha de ser um feliz proprietário de uma Specialized. O segundo teste era no sentido contrário. Mais uma surpresa me aguardava. Depois de me despedir dos meus companheiros de rides com as devidas instruções sobre a primeira secção do trilho das mines, fiz-me à pista. Depois de umas curvas rápidas, cheguei ao primeiro gap com velocidade sem ser necessário uma pedalada, e nos restantes obstáculos portou-se à altura, apesar de ter ficado com a sensação de que a frente está um pouco baixa ou "longa" demais, o que me faz cair de frente nos saltos. Mas a maneira como os 150mm atrás funcionavam estavam a deixar-me mesmo convencido que se calhar os gajos da Specialized não eram parvos de todo, e que as duvidas que tinhas sobre o amortecedor a ar da X-Fusion eram infundadas. Quando chegámos à vertical, foi como se estivesse na chili e de capacete integral. E fui "obrigado" a repetir o obstáculo, porque o Gonçalo duvidava que o trilho fosse por ali, ou que bicicletas conseguissem descer paredes.


Rendido às evidências


Depois de mais uma subida e descida, e apesar de ser contra as minhas convicções, estava rendido à Specialized!