hits from the bong:

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

warm-up

Pois é pessoal, já andamos aqui que não podemos e ainda falta uma semana e meia para irmos fazer a nossa trip. A verdade é que agora que até tou com alguma disponibilidade mental, depois de uma semana muito dificil em termos laborais (em que me obrigaram a saltar uma série de "duplos corporativos" gigantes e tive de encarar de frente alguns medos) todos os pensamentos, acções e previsões já se prendem com a trip a Manzaneda. É arranjar suspas à pressa, fazer encomendas no CRC, fazer uns pesos em casa, ver o "weather.com" para o local, etc etc. A parte triste disto é que o nosso Payasito está a ver isto tudo de fora, e roga-nos pragas entre dentes porque ainda está a recuperar da operação e esta vai ser a primeira trip em que não contamos com ele. E em jeito de retaliação, como quem nos diz "vá, vão lá pra Espanha mandar descidas todos juntinhos e sem mim, que eu fico cá a mamar kms no paredão", também se liga ao CRC, pra comprar pedaleiras de 22-34-44, pedais de encaixe e outros upgrades para a sua XC Racing.



Já neste clima de warm-up e a sonhar com outros voos, fomos este Sábado novamente para o campo de treinos dos taliban, também conhecido por outeiro da vela. Agora que os níveis de confiança voltaram ao normal (ou seja, estão baixos, mas mais elevados do que há uns tempos), já se abordam as curvas com outro feeling, o table fica cada vez mais curto, a vertical é pra meninos e o drop parece um degrau.




A meio da manha, chegaram lá uns miudos mais virados para o dirt, e quando eu já pensava que
iamos ser envergonhados mais uma vez por uns catraios, começam eles a andar. Fiquei surpreendido quando percebi que afinal não eram todos "francisquinhos", e andavam bem menos que nós, o que é dificil. Mesmo assim, ainda um deles dizia em tom de gozo que "se eu tivesse aquelas protecções todas também fazia aquele salto" mas perante o meu aparente desconforto com a boquinha rapidamente mudou de assunto para "vocês já vieram para aqui andar de mini-mota?? Isso é que é espectáculo". Remeti mais respostas para a placa que está no outeiro a indicar que só são permitidas MTB e BMX. Já foi Sintra e Jamor, é desnecessário perder mais um spot.




A manhã terminou depressa, porque por um lado tinhamos todos compromissos relativamente cedo, e por outro, aquilo ali também se esgota em meia duzia de passagens. No entanto, e como sempre, ali passámos mais uma manha de conbibio e de reforço técnico. Para alguns, foi já o ultimo ride antes de Manzaneda... Está quase!!!



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

NUM3ROS

Os numeros têm esta coisa de solidificarem e definirem “barreiras psicológicas”. Qual de nós em pequeno, não sonhava com o ano 2000, viveu especialmente os 50 anos do desembarque da Normandia, ou os 200 anos da revolução francesa? O número que hoje aqui vos trago é o “1000”. Por duas razões distintas: o nosso site atingiu as 1000 visitas desde a implementação do “hits from the bong”, e a petição online contra a interdição das pistas também já superou essa “barreira psicológica” das 1000 assinaturas. Fica desde já aqui o apelo a todos os visitantes desta página, a seguirem o link


PETIÇÃO ONLINE contra o encerramento das pistas da Malveira



sector clear for take off



Falando de coisas mais agradáveis… enquanto a petição não surte o efeito desejado, temos andado aí “on tour” pelos vários spots que entretanto sobrevivem aqui na zona de Lisboa. Depois do Turcifal, e como este fds estavamos sem carrinha, fomos até ao Outeiro da Vela experimentar o “campo de treinos” do CPFR. Mal lá chegámos, a minha primeira surpresa foi quem já lá estava… o Sr. Carlos, que continuarei a chamar de senhor, pois a sua veterania assim o exige, e que apesar disso, se manda sem receios a uma serie de coisas que eu tive de medir 2 ou 3 vezes antes de as fazer. Quando for grande, quero ser assim.


"viste o Sr. Carlos a mandar-se ao table?"



A manha de Sábado foi muito proveitosa, pois a confiança que muito abalada andava por estes lados, voltou a surgir depois de ½ duzia de obstaculos bem executados. Foi curvas, verts, drops e tables com fartura, a tal ponto que num dos tables, a recepção já estava de tal modo curta que ia provocando umas surpresas desagradáveis. Para mim, foi uma novidade… acho que foi a primeira vez que me deparei com uma recepção “curta” para os meus saltos. Para além disso, o Tó levou a filhota, que para além de chamar maricas ao Covas (o que só por si, revela uma prespicácia precoce da Maria) se fartou de nos tirar fotografias, mesmo boas aqui pro blog.



ou emagreces 15Kg ou mudas de molas...



Próximo Sábado ainda não se sabe bem onde vai ser a incursão. Também ainda não sabemos se há tranporte ou não, o que será determinante para a nossa escolha. Se houver, vamos continuar com este nosso “tour” pelas pistas aqui da área de Lisboa, e depois de termos visto uns videos de uma pista em Sesimbra estamos muitos tentados a que seja este o nosso proximo destino. Há que começar a treinar bracinhos para a ida a “Maizena”!!



Em Manzaneda, sobe-se, mas não é a pé!



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Turcifal

Pois é meus rapazes, ando aqui com uma sensação de desmame que nem sei o que vos diga. Agora que nos tiraram o doce que era a Malveira, temos de andar aí a adoçante. Ainda por cima, o adoçante fica longe pra carail (não, não vou começar com esta história outra vez), para ser mais exacto, no Turcifal. Agora, é o spot (digno desse nome) mais perto aqui da Linha de Sintra, que em tempos foi "Linha de Sintra Hardcore" mas que agora está despojada do mtb hardcore que por aqui havia. Não posso deixar de comparar o dia de Sábado com o de há 6 meses atrás, em que floresciam saltos fresquinhos na mata de Belas, nos mandávamos aos gaps do Jamor e rebolávamos pelas encostas mágicas da Malveira. 6 meses depois nada disto ta de pé e temos de ir andar de bicicleta para o carail (so mais esta), porque não nos queremos vergar à triste realidade de que por estas bandas, o mais hardcore que há pra fazer são pontes tirolesas. O denominador comum entre estes dois dias que já muito distam entre si, somos nós, que coitados, apesar de pouco hábeis em cima das bikes, até temos uma certa (imensa) força de vontade , seja pra ir cavar a Belas durante o inverno e ficar uma semana de cama, ou para acordar aos Sábados mais cedo que ao dia de semana, ir buscar carrinhas as 5 da manha e fazer 700km pra fazer meia duzia de descidas num bike park. Desculpem-me a já extensa introdução deste post, mas a tristeza que se abate sobre mim é imensa.

é bonito, mas longe


Como já perceberam, este fds fomos até à zona saloia ver como estava a pista da taça na serra do Socorro. Para uns foi estreia, para outros nem por isso. O Covas foi ter comigo a Queluz ja com a nossa, ou quase nossa, carrinha. Dai fomos ao Cacem buscar o flying Tó, e arrancámos rumo ao turcifal. Chegámos as 9.30 já os nossos amigos da "galera de sintra" estavam prontos a arrancar. Calhou-me ser o primeiro a conduzir, e trazer a carrinha encosta abaixo foi uma experiencia igualmente emocionante. Tão emocionante que dali em diante decidimos ir pela estrada de alcatrão.

Tó e Covas na chegada


Ja na 2a descida, lá fui eu por ali abaixo com a "galera", e ja se sabe, a primeira é so mesmo pra aquecer. A pista é exigente, e as minhas trialeiras inicias foram estilo "um bocadinho à mao e o resto a derrapar"... a moral tá muito em baixo por aqui, o fisico também se ressente de todas estas paragens, pois ja nao ia andar de bike a sério há quase 2 meses, e é chegar ao fim da descida a travar já com 2 dedos do lado direito. Hayes 9 rulam pra mundial, mas é como máquina de musculação, a travar é que já pior.

a "galera" de Sábado


Mas depois de aquecer, e esquecendo as trialeiras iniciais, "que um dia mais tarde talvez até venha a faze-las", comecei a curtir o resto da pista, de puro DH, sempre a comer porrada, com as suspas a trabalhar em full power, e muitas curvas a exigir bons skills de pilotagem, deslocações de peso, pedais pra cima e pra baixo e pezinhos de fora. Já no campo da bola, os miudos andavam picados com um salto feito à pressa com umas tabuas e dois pneus, e depois deles experimentarem, os restantes também não resistiram.

"eu salto primêro"



Foi uma manha bem passada, e na ausencia de alternativas, aquela é a "menos má". A pista é fixe (sei que o Covas não concorda), mas assim, tão longe, fica dificil. Vamos la ver as cenas dos próximos capitulos da Malveira.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

vamos "virar-nos para o cross"

Algo de muito errado se anda a passar com o "dónile" aqui na zona de Lisboa. A verdade é que a Extremadura é pobre em elevações e não há muito por onde escolher, mas mesmo assim, o pouco que tinhamos simplesmente desapareceu. Vamos por partes:



Jamor


O Jamor foi com o carail. Desculpem-me o fraco português, mas é mesmo assim. COM O CARAIL!! Tudo passado a bulldozer. Um spot, enquadrado num parque desportivo, com vários níveis, mesmo bom para evoluir. Já foi. Com o carail (esquecia-me). Tudo porque estão a montar lá um "parque aventura". Parque aventura é duplos gigantes, roadgaps, drops que até nós fazemos e coisas desse género. Metam as pontes tirolesas no carail e vao fazer slide para um sitio que eu cá sei (sim, é pro carail).

1 - o, marca o Complexo Desportivo do Jamor
Grande golo, marcado de surra, sem que ninguem esperasse



Sintra - Malveira

A Malveira ainda não foi, mas também já está em lista de espera para ir com o carail. De qq maneira, apesar de ainda não ter sido destruida, a GNR já lá anda a mandar-nos ir andar de bicicleta para o carail. Um spot, com enquadramento legal e cuja qualidade todos nós conhecemos, vai abaixo porque alguem quer fazer barbecues sem ouvir os cubos a rolar na mata. Ainda se fosse o barulho de um 3.7 turbo diesel para fazer "TêTê". Agora bicicletas, isso é merda de miudos pobres ou para a guerrilheiros se deslocarem nas savanas de África com uma kalashnikov a tira-colo.

2 - 0, golo do Engº Tito Rosa
grande jogada de contra ataque dos moradores da Malveira




Belas


Como se não chegassem as 2 desgraças anteriores, um grande incêndio mandou com o carail a mata de Belas, e onde antes havia arbustos e eucaliptos, agora há terra e carvão. Se por um lado a terra não é propriamente combustivel e os trilhos ainda lá estão, por outro, bikes não é só rolar. A Natureza também conta! E a paisagem actual de Belas faz lembrar ou o Kosovo, ou a parte de baixo de um grelhador, ou os restos de uma merda qualquer que foi com o carail há pouco tempo. Para além de que sem sombras o calor torna-se insuportável, só se vê cinza no ar dep
ois de cada passagem e saimos dali a cheirar um bocado a peixe espada grelhado. Fica o agradecimento aos "Bravos Vitores" que ali combateram o fogo e mandaram uma viatura com o carail nesse combate. Ainda de salientar a engenharia de alto nível do nosso shore, que é o único bocado de madeira que nao foi com o carail num raio de 300m. Está chamuscado mas transitável.


3 -1, marca uma "mão criminosa sabe-se lá às ordens de quem"
e marca o shore, um golo inesperado que manda o fogo com o carail




Perante tudo isto, a questão já não é se temos carrinha ou não. é para onde levar a carrinha. Assim de caras, ocorre-me o Turcifal e Palmela. Temos essas alternativas, mas verdade seja dita: a coisa ficou muito complicada durante este querido mês de Agosto. Eu não queria, mas ou me viro para o cross, ou vou andar de bicicleta para o carail...