quinta-feira, 27 de maio de 2010

LDT 2010

Há quem diga que este post já vem tarde, mas na verdade, o post sobre a edição deste ano do Lisboa Downtown vem na data de sempre, fins de Maio. O evento é que foi realizado um pouco mais cedo que o habitual... e essa antecipação, aliada a uma primavera tardia, teve os seus custos, pois se não estou em erro, foi a primeira edição disputada debaixo de chuva, permitindo um desfecho inédito.


O que safou o dia foi o chapéu da "animal commençal"

Como sempre, a GAS fez-se representar. Como o evento antecedia a visita do Papa, eu e o meu amor, que durante os treinos só dizia que "tem pena deles coitadinhos, tá a chover e fica muito perigoso", fomos para Lisboa de comboio, decisão que se revelou teve acertada quando o Covas me liga a dizer que está há 1/2 hora parado no transito. Já debaixo de chuva, encontrámos o Covas já no fim da pista e fomos beber um cafe ao padock. Depois, fizemos o percurso inverso e íamos comentando o perigo que aquela calçada molhada misturada com palha ia ser.


Devidamente representados, no LDT pelo Covas
e na "transferta" dos No Name ao Porto pelo Jay


Junto ao salto das escadas, encontrámos pessoal dos maus caminho e militia, e ficámos por ali a ver os primeiros passarem. O Covas, feito bruxo, adivinhou um dos espetas do dia, e viu logo que aquela curva off-camber antes do salto ia fazer vitimas. Subimos mais um pouco, vimos mais umas passagens, mas depois de acabarem os treinos, estávamos todos tão molhados que decidimos ir ver a transmissão na Eurosport no conforto do lar.


para flat em calçada molhada


E no conforto do lar, vi o LDT com mais acidentes desde que o Carmona se mandou de bike por ali abaixo há uns anos. Aquilo começava mal logo no Castelo, na primeira curva, onde alguns seguiram pelos fardos dentro, depois nos shores em curva à saida do Castelo cairam mais uns tantos. Não se percebe como é que ninguém da organização meteu um bocado de rede galinheiro naquilo, madeiras molhadas é tramado... A coisa seguia mais ou menos tranquila até ao salto do carro, que inexplicavelmente, há duas edições, deixou de ter recepção. Quem se largou muito neste salto, ou não o "cortou" devidamente, tinha uma flatada monumental em calçada molhada. Também fez as suas vitimas. Na curva do carril de electrico, onde durante os treinos da manhã uma bike foi contra um carro que a policia não parou a tempo, não se passavam grandes stresses, mas os pneus ficavam "oleadinhos" para a descida das escadas onde aconteceram os acidentes mais aparatosos, incluindo um voo histórico do Afonso Ferreira. Mais abaixo, o salto da escadas, precedido da tal curva que tirou velocidade a alguns infelizes a quem o salto não correu bem. Logo a seguir, uma curva em que diria que metade dos que lá passaram, ou meteram o pé, ou foram ao chão. E por último, um pilar de pedra ostenta desde este fatídico Sábado algumas marcas de embates, uma delas com particular orgulho, onde se pode ler "Aqui jaz o rei da encosta, Steve Peat", que ficou um bocado maltratado na queda.


Mapa estilo "repack": em cada ponto, um acidente


Com tantos imponderáveis, algo inédito tinha de acontecer, e ao fim de 11 anos, finalmente um português ganhou a prova: Paulo "Amarelo", que fez uma run impressionante, sempre a fundo. Arriscou imenso e passou a voar pelos nomes sonantes da "world cup" que ali estavam presentes. Tirar 4 segundos ao Cédric, numa pista de 1.50 é obra!!! Parabéns Amarelo.


Mick Hannah e uma GT de carbono... Amarelo!

1 comentário:

jay disse...

ldt molhado
ldt abençoado!!

que o diga o nosso amarelo!