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quinta-feira, 2 de julho de 2015

PDS - day 6 - Au revoir

Para o ultimo dia, estava-nos reservado o pior.
 
Depois de tudo arrumado e de termos a casa limpa, ligámos à mme. Letitia para ir lá ter connosco e nos devolver o dinheirinho que tinha de caução. Não se esqueçam que somos da europa do sul e o dinheirinho nos faz muita falta… Mas assim que chegou, e apesar de não ter reparado logo na braçadeira da SS, começou um dos momentos mais surreais da nossa estadia… entra a senhora pela casa adentro a gritar “sortir sortir” e a mandar vir connosco em francês porque a casa não estava limpa. Sempre aos berros, a coisa subiu um bocado de tom quando decidiu fechar uma porta em cima do Jay, mas deu-se mal, pois o Jay travou a porta com o pé e no retorno, foi a nazi que levou com ela. Antes que o confronto passasse para outro nível, metemos o Jay e o Carlos a tirar as coisas de casa, e fiquei eu e o Telmo a tratar de receber a caução de volta. Ela contava em Francês, e pela enésima vez naqueles dias, perguntava-me a mim mesmo como é que alguém decide dizer “oitenta” como sendo “quatro vintes”. É realmente estupido. Conhecia o binário, o decimal, e o hexa-decimal… o “vigésimal” ainda não, e parece-me que continuo sem perceber porque é que noventa e cinco são “quatro vintes e quinze”. À medida que a nazi debitava palavras em francês, só me lembrava do clássico dos S.O.D., “Speak English or Die”. Já com o material todo no exterior e com o dinheiro na mão, despedimo-nos convenientemente da Eva Braun, que quando tentou arrancar com o carro do estacionamento o deixou ir abaixo. A risada alta e em tom de gozo que este quatro marmanjos imediatamente proferiram valeram um dedo esticado para fora do carro quando já se encontrava a uma distância segura.

Mas ainda estava o stress a meio. O nosso transfer teimava em não aparecer e quando ligámos a saber o que se passava, percebemos que o nosso condutor tinha tirado uma folga. Estavamos a ficar apertados de tempo, e após uma enervante e longuíssima espera, aparece finalmente o nosso transfer, com mais de duas horas de atraso. Iamos ter de fazer uma corrida até ao aeroporto. A viagem foi feita sempre a olhar para o relógio, e chegámos ao aeroporto 5 minutos antes de se fechar o check-in. E quando finalmente o fizemos, descobrimos que o nosso voo estava super atrasado!

Deu para visitar o aeroporto e fazer umas compras nas free-shops. Depois de embarcados, este era o voo onde íamos ter tratamento VIP, pois o Telmo era amigo de um amigo que tinha um amigo naquela tripulação! Uma simpática hospedeira veio dizer-nos que dois de nós podiam aterrar no cockpit. Um seria o Telmo o outro, por sorteio, foi o Jay J. Apesar do dia stressante, esta foi uma excelente forma de terminarmos a nossa trip ao passportes!

Não quero terminar sem deixar aqui um abraço a estes três malucos que comigo fizeram esta trip. Inesquecível bros!

E como na vida, tem de haver sempre um objectivo inatingível, começa-se a ouvir uns sussurros que parece que dizem “Whistler”, “Kamloops”, “Mammoth Mountain”, “Kamikaze”, “Repack” , “Utah” e “Marin County”. Quem sabe se em 2020….

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