sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bike Trip @ Maizena

Pois é pessoal, o muito aguardado post da ida do pessoal da G.A.S. a Maizena já é uma realidade.

Infelizmente a equipa não ia completa e faltava lá o nosso q
uerido Jay para nos acompanhar e avacalhar um bocado mais as coisas. E olhem que escrever "avacalhar" não é coincidência...

Depois de algumas confusões acerca dos meios de transporte a utilizar nesta longa jornada que nos esperava pela frente, lá ficou decidido que iríamos de "Space-Star" e de Kia. Eram 20.00 quando arrancámos mal sabendo nós o que nos aguardava...

A viagem em terras lusas até foi pacífica, à base de algumas conversas pelos "toki-toki" e com algumas paragens estratégicas para recarregar os habitáculos com Red Bull e comer qualquer coisa. O engraçado era ver o Kia a colar-se à traseira da SpaceStar cada vez que passávamos numa portagem. É que segundo o Carlos, assim só se paga o valor de um carro. Será?!

No preciso momento que eu e o Sub passávamos a fronteira entre Chaves e terras de nuestros hermanos dá-se o momento mais surreal da trip: começa a tocar uma espanholada no carro! Era o Tó e o Carlos que tinham decidido animar um bocado a vi
agem ao meterem uma música de tourada a tocar no telemóvel e a transmitir pelos walkie-talkie's!!!
Escusado será alongar-me muito a falar dos últimos 90 kms da viagem. É que demorámos qualquer coisa como 1 hora e 40...
Depois de muitos kms em 3ª e de muitas curvas feitas s
eguindo as indicações de 3 GPS's, lá chegámos à Estación de Montanha de Manzaneda. Eram 4.15 locais e o galego que estava à nossa espera estava mais a dormir que nós e deu-nos a chave errada!! Não deviam ser menos de 5.30 quando se apagou a luz com a promessa de um dia seguinte cheio de descidas e saltos.

Toca o despertador e tá tudo a levantar!! Até o Sub se levantou num instante, coisa que não é lá muito comum... Já não via reprises destas deste o tempo da Kadoc!!
Fomos tomar o desayuno e eu tive logo que marcar a presença do tugas ao desatinar com a espanhola que nos trouxe os croissaints que o Su
b tanto gostou. Resolvida a questão, voltámos ao quarto para nos equipar e para atestar os depósitos. Uns encheram os camelback com Red Bull enquanto outros simplesmente encheram os capacetes. Equipados a rigor e com os forfait's comprados, sentámos-nos na primeira cadeira de teleférico que apareceu à frente e lá fomos nós montanha acima.
A coqueluche.

Entre saltos em velocidade, singletracks onde se atingiram mais de 50 km's/h, curvas para todos os gostos, shores que até o Sub achou fáceis e gaps. Sim, gaps!! Desde gaps com metro e meio de comprimento até road gaps que já impunham algum respeito lá fizemos 14 descidas. E que 14 descidas!!

Da parte manhã fomos descobrindo quase a totalidade das pistas
e a maioria dos obstáculos e devo dizer que o nível não é assim tão elevado como pintavam. Passo a enunciar aquilo que me ficou mais na memória:
- logo ao início um salto de madeira que devo dizer já "amandava um ganda voo" com um singletrack com mais de 200m onde chegámos a atingir acima dos 50km's/h. Minhas ricas mãos e minha rica peidola...
- chegados a uma "trifurcação" (paragem quase sempre obrigatória) decidíamos
por onde ir: Avalancha, Carqueixa ou Bidueiro.
- sem precisar em que pista, depois disto eram curvas, vacas, um pequeno duplo, um valente salto de madeira, vacas, um shore/rampa bem empinada a terminar em salto e com uma curva brutal logo de seguida, saltos de madeira com uns belos palmos de altura, mais shores e alguns drops (dos quais um que ninguém fez). Pois, e vacas. Vacas por todo o lado. Ele era vacas nomeio dos trilhos, à saída das curvas e até em cima dos shores!!
- um salto/drop de metro e tal com um gap com mais de metro e meio que se fez sem sequer se saber que lá estava, mais vacas, um shore largo a termin
ar num salto para uma rampa e com um gap pelo meio, zonas de trialeira, verticais em pedra mesmo à medida das mãozinhas do ausente Jay, porrada e mais porrada... Ah, ainda não vos tinha falado da porrada? Pois é, é tudo muito giro mas é duro. É porrada com fartura nos bracinhos, nas mãos e nas perninhas. É que em final de temporada aquilo já estava um bocado escavado dos meninos que vão para lá derrapar com o pneu de trás e depois quem sofre é o corpinho dos prós como nós.
- o north shore que me ficou entalado na garganta e que o Flying Tó teve que fazer para a despedida no domingo. North shore este que se elevava a mais de 3 metros do chão e que terminava num drop para uma rampa de madeira. Ah ganda Tó!! (n.a.: a esta altura ouvimamos o Sub a dizer: "Fdx mas um gajo saiu das árvores há mais de 300.000 anos para agora se meter a andar de bicicleta em cima delas!?")
- e dois road gaps. Dois road gaps estes que tanto eu como o Tó nos fartámos de fazer!! Foi a minha vitória. Jay, garanto-te que por mais que uma vez me lembrei de ti no preciso momento em que ia no ar. Para a próxima é a ti que vamos ver sacar aquel
es road gaps bem à tua medida. Mais, vamos lá voltar e dessa vez vou ter quem me faça companhia na execução de um projecto completamente louco. Vamos buscar uma vaca com uma corda e coloca-mo-la exactamente por baixo do road gap. Depois é só ganhar balanço e tirar a foto do salto, major lol!!
Só lhe falta lá a vaca...

Camón!!

No meio disto tudo e depois de conhecermos o Alistair, um escocês que vive em espanha, já viveu em lisboa, tem um cão chamado Doyle encontrado na linha de Sintra que é 5 estrelas e que conhece o pessoal da militia e os trilhos da Malveira, fomos fazer a última e fatídica descida do primeiro dia. Fatídica porque tanto eu como o Sub fomos provar a dureza do solo galego. Eu ainda me assustei com o pulso mas felizmente não era nada que um anti-inflamatório e bastante gelo não resolvessem. Pior mesmo foi o Sub que caiu com o peito sobre um calhau e não resistiu aos ferimentos... Ao segundo dia tínhamos uma baixa de peso.

Killed in action...

À noite houve tempo para ver as fotos e os vídeos do dia e para descansar para o dia seguinte.
No segundo dia, mais do mesmo. Desta vez com o tempo sempre a ameaçar lluvia mas com o piso mais compacto e mais rápido. Tanto ameaçou que ao fi
m do dia choveu mesmo à grande e à francesa.
O Tó ainda conseguiu ser protagonista de um momento insólito quando não conseguiu encaixar a bota no pedal e enfiou o pé na roda da frente. Resultado: 3 raios partidos e uma ida às boxes para trocar de roda e deixar a Plunder. Sim, que eu neste dia ainda andei a ensinar a "malagueta" a fazer uns road gaps valentes!!

Terminado o dia fui mais o Carlos dar um mergulho na piscina interior e depois fomos jantar e chular uma hora de internet à pala do hotel.
As máquinas nas boxes.

Segunda feira foi levantar, arrumar e arrancar. É que lembrando-nos nós do sacrifício que foi a viagem de ida, quanto mais cedo cá chegássemos melhor...

A viagem para baixo tem pouca história. Foi feita debaixo de chuva, com algumas paragens para os famosos Red Bull's e com o conta quilómetros quase sempre acima dos 140.

Largada a carga e os passageiros em cada paragem, despedimos-nos com saudades e com a promessa de lá voltar no primeiro fim de semana da próxima temporada. Meninos, comecem a pensar em meios de transporte porque para o ano que vem somos no mínimo 5.


T

ps: peço desculpa pelo longo post que aqui deixo mas era o mínimo que eu podia fazer para tentar transmitir ao nosso notado ausente aquilo que foi a nossa bike trip. Muito ficou por contar.
ps2: o Sub aconselhou-me a escrever o texto e a esperar pelas restantes fotos. Decidi escrever já, colocar apenas algumas fotos que tenho e assim que tiver mais encho o blog com elas. Hehehe!!

Mais fotos aqui.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

warm-up

Pois é pessoal, já andamos aqui que não podemos e ainda falta uma semana e meia para irmos fazer a nossa trip. A verdade é que agora que até tou com alguma disponibilidade mental, depois de uma semana muito dificil em termos laborais (em que me obrigaram a saltar uma série de "duplos corporativos" gigantes e tive de encarar de frente alguns medos) todos os pensamentos, acções e previsões já se prendem com a trip a Manzaneda. É arranjar suspas à pressa, fazer encomendas no CRC, fazer uns pesos em casa, ver o "weather.com" para o local, etc etc. A parte triste disto é que o nosso Payasito está a ver isto tudo de fora, e roga-nos pragas entre dentes porque ainda está a recuperar da operação e esta vai ser a primeira trip em que não contamos com ele. E em jeito de retaliação, como quem nos diz "vá, vão lá pra Espanha mandar descidas todos juntinhos e sem mim, que eu fico cá a mamar kms no paredão", também se liga ao CRC, pra comprar pedaleiras de 22-34-44, pedais de encaixe e outros upgrades para a sua XC Racing.



Já neste clima de warm-up e a sonhar com outros voos, fomos este Sábado novamente para o campo de treinos dos taliban, também conhecido por outeiro da vela. Agora que os níveis de confiança voltaram ao normal (ou seja, estão baixos, mas mais elevados do que há uns tempos), já se abordam as curvas com outro feeling, o table fica cada vez mais curto, a vertical é pra meninos e o drop parece um degrau.




A meio da manha, chegaram lá uns miudos mais virados para o dirt, e quando eu já pensava que
iamos ser envergonhados mais uma vez por uns catraios, começam eles a andar. Fiquei surpreendido quando percebi que afinal não eram todos "francisquinhos", e andavam bem menos que nós, o que é dificil. Mesmo assim, ainda um deles dizia em tom de gozo que "se eu tivesse aquelas protecções todas também fazia aquele salto" mas perante o meu aparente desconforto com a boquinha rapidamente mudou de assunto para "vocês já vieram para aqui andar de mini-mota?? Isso é que é espectáculo". Remeti mais respostas para a placa que está no outeiro a indicar que só são permitidas MTB e BMX. Já foi Sintra e Jamor, é desnecessário perder mais um spot.




A manhã terminou depressa, porque por um lado tinhamos todos compromissos relativamente cedo, e por outro, aquilo ali também se esgota em meia duzia de passagens. No entanto, e como sempre, ali passámos mais uma manha de conbibio e de reforço técnico. Para alguns, foi já o ultimo ride antes de Manzaneda... Está quase!!!



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

NUM3ROS

Os numeros têm esta coisa de solidificarem e definirem “barreiras psicológicas”. Qual de nós em pequeno, não sonhava com o ano 2000, viveu especialmente os 50 anos do desembarque da Normandia, ou os 200 anos da revolução francesa? O número que hoje aqui vos trago é o “1000”. Por duas razões distintas: o nosso site atingiu as 1000 visitas desde a implementação do “hits from the bong”, e a petição online contra a interdição das pistas também já superou essa “barreira psicológica” das 1000 assinaturas. Fica desde já aqui o apelo a todos os visitantes desta página, a seguirem o link


PETIÇÃO ONLINE contra o encerramento das pistas da Malveira



sector clear for take off



Falando de coisas mais agradáveis… enquanto a petição não surte o efeito desejado, temos andado aí “on tour” pelos vários spots que entretanto sobrevivem aqui na zona de Lisboa. Depois do Turcifal, e como este fds estavamos sem carrinha, fomos até ao Outeiro da Vela experimentar o “campo de treinos” do CPFR. Mal lá chegámos, a minha primeira surpresa foi quem já lá estava… o Sr. Carlos, que continuarei a chamar de senhor, pois a sua veterania assim o exige, e que apesar disso, se manda sem receios a uma serie de coisas que eu tive de medir 2 ou 3 vezes antes de as fazer. Quando for grande, quero ser assim.


"viste o Sr. Carlos a mandar-se ao table?"



A manha de Sábado foi muito proveitosa, pois a confiança que muito abalada andava por estes lados, voltou a surgir depois de ½ duzia de obstaculos bem executados. Foi curvas, verts, drops e tables com fartura, a tal ponto que num dos tables, a recepção já estava de tal modo curta que ia provocando umas surpresas desagradáveis. Para mim, foi uma novidade… acho que foi a primeira vez que me deparei com uma recepção “curta” para os meus saltos. Para além disso, o Tó levou a filhota, que para além de chamar maricas ao Covas (o que só por si, revela uma prespicácia precoce da Maria) se fartou de nos tirar fotografias, mesmo boas aqui pro blog.



ou emagreces 15Kg ou mudas de molas...



Próximo Sábado ainda não se sabe bem onde vai ser a incursão. Também ainda não sabemos se há tranporte ou não, o que será determinante para a nossa escolha. Se houver, vamos continuar com este nosso “tour” pelas pistas aqui da área de Lisboa, e depois de termos visto uns videos de uma pista em Sesimbra estamos muitos tentados a que seja este o nosso proximo destino. Há que começar a treinar bracinhos para a ida a “Maizena”!!



Em Manzaneda, sobe-se, mas não é a pé!



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Turcifal

Pois é meus rapazes, ando aqui com uma sensação de desmame que nem sei o que vos diga. Agora que nos tiraram o doce que era a Malveira, temos de andar aí a adoçante. Ainda por cima, o adoçante fica longe pra carail (não, não vou começar com esta história outra vez), para ser mais exacto, no Turcifal. Agora, é o spot (digno desse nome) mais perto aqui da Linha de Sintra, que em tempos foi "Linha de Sintra Hardcore" mas que agora está despojada do mtb hardcore que por aqui havia. Não posso deixar de comparar o dia de Sábado com o de há 6 meses atrás, em que floresciam saltos fresquinhos na mata de Belas, nos mandávamos aos gaps do Jamor e rebolávamos pelas encostas mágicas da Malveira. 6 meses depois nada disto ta de pé e temos de ir andar de bicicleta para o carail (so mais esta), porque não nos queremos vergar à triste realidade de que por estas bandas, o mais hardcore que há pra fazer são pontes tirolesas. O denominador comum entre estes dois dias que já muito distam entre si, somos nós, que coitados, apesar de pouco hábeis em cima das bikes, até temos uma certa (imensa) força de vontade , seja pra ir cavar a Belas durante o inverno e ficar uma semana de cama, ou para acordar aos Sábados mais cedo que ao dia de semana, ir buscar carrinhas as 5 da manha e fazer 700km pra fazer meia duzia de descidas num bike park. Desculpem-me a já extensa introdução deste post, mas a tristeza que se abate sobre mim é imensa.

é bonito, mas longe


Como já perceberam, este fds fomos até à zona saloia ver como estava a pista da taça na serra do Socorro. Para uns foi estreia, para outros nem por isso. O Covas foi ter comigo a Queluz ja com a nossa, ou quase nossa, carrinha. Dai fomos ao Cacem buscar o flying Tó, e arrancámos rumo ao turcifal. Chegámos as 9.30 já os nossos amigos da "galera de sintra" estavam prontos a arrancar. Calhou-me ser o primeiro a conduzir, e trazer a carrinha encosta abaixo foi uma experiencia igualmente emocionante. Tão emocionante que dali em diante decidimos ir pela estrada de alcatrão.

Tó e Covas na chegada


Ja na 2a descida, lá fui eu por ali abaixo com a "galera", e ja se sabe, a primeira é so mesmo pra aquecer. A pista é exigente, e as minhas trialeiras inicias foram estilo "um bocadinho à mao e o resto a derrapar"... a moral tá muito em baixo por aqui, o fisico também se ressente de todas estas paragens, pois ja nao ia andar de bike a sério há quase 2 meses, e é chegar ao fim da descida a travar já com 2 dedos do lado direito. Hayes 9 rulam pra mundial, mas é como máquina de musculação, a travar é que já pior.

a "galera" de Sábado


Mas depois de aquecer, e esquecendo as trialeiras iniciais, "que um dia mais tarde talvez até venha a faze-las", comecei a curtir o resto da pista, de puro DH, sempre a comer porrada, com as suspas a trabalhar em full power, e muitas curvas a exigir bons skills de pilotagem, deslocações de peso, pedais pra cima e pra baixo e pezinhos de fora. Já no campo da bola, os miudos andavam picados com um salto feito à pressa com umas tabuas e dois pneus, e depois deles experimentarem, os restantes também não resistiram.

"eu salto primêro"



Foi uma manha bem passada, e na ausencia de alternativas, aquela é a "menos má". A pista é fixe (sei que o Covas não concorda), mas assim, tão longe, fica dificil. Vamos la ver as cenas dos próximos capitulos da Malveira.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

vamos "virar-nos para o cross"

Algo de muito errado se anda a passar com o "dónile" aqui na zona de Lisboa. A verdade é que a Extremadura é pobre em elevações e não há muito por onde escolher, mas mesmo assim, o pouco que tinhamos simplesmente desapareceu. Vamos por partes:



Jamor


O Jamor foi com o carail. Desculpem-me o fraco português, mas é mesmo assim. COM O CARAIL!! Tudo passado a bulldozer. Um spot, enquadrado num parque desportivo, com vários níveis, mesmo bom para evoluir. Já foi. Com o carail (esquecia-me). Tudo porque estão a montar lá um "parque aventura". Parque aventura é duplos gigantes, roadgaps, drops que até nós fazemos e coisas desse género. Metam as pontes tirolesas no carail e vao fazer slide para um sitio que eu cá sei (sim, é pro carail).

1 - o, marca o Complexo Desportivo do Jamor
Grande golo, marcado de surra, sem que ninguem esperasse



Sintra - Malveira

A Malveira ainda não foi, mas também já está em lista de espera para ir com o carail. De qq maneira, apesar de ainda não ter sido destruida, a GNR já lá anda a mandar-nos ir andar de bicicleta para o carail. Um spot, com enquadramento legal e cuja qualidade todos nós conhecemos, vai abaixo porque alguem quer fazer barbecues sem ouvir os cubos a rolar na mata. Ainda se fosse o barulho de um 3.7 turbo diesel para fazer "TêTê". Agora bicicletas, isso é merda de miudos pobres ou para a guerrilheiros se deslocarem nas savanas de África com uma kalashnikov a tira-colo.

2 - 0, golo do Engº Tito Rosa
grande jogada de contra ataque dos moradores da Malveira




Belas


Como se não chegassem as 2 desgraças anteriores, um grande incêndio mandou com o carail a mata de Belas, e onde antes havia arbustos e eucaliptos, agora há terra e carvão. Se por um lado a terra não é propriamente combustivel e os trilhos ainda lá estão, por outro, bikes não é só rolar. A Natureza também conta! E a paisagem actual de Belas faz lembrar ou o Kosovo, ou a parte de baixo de um grelhador, ou os restos de uma merda qualquer que foi com o carail há pouco tempo. Para além de que sem sombras o calor torna-se insuportável, só se vê cinza no ar dep
ois de cada passagem e saimos dali a cheirar um bocado a peixe espada grelhado. Fica o agradecimento aos "Bravos Vitores" que ali combateram o fogo e mandaram uma viatura com o carail nesse combate. Ainda de salientar a engenharia de alto nível do nosso shore, que é o único bocado de madeira que nao foi com o carail num raio de 300m. Está chamuscado mas transitável.


3 -1, marca uma "mão criminosa sabe-se lá às ordens de quem"
e marca o shore, um golo inesperado que manda o fogo com o carail




Perante tudo isto, a questão já não é se temos carrinha ou não. é para onde levar a carrinha. Assim de caras, ocorre-me o Turcifal e Palmela. Temos essas alternativas, mas verdade seja dita: a coisa ficou muito complicada durante este querido mês de Agosto. Eu não queria, mas ou me viro para o cross, ou vou andar de bicicleta para o carail...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

X.Games 15 - the Double Frontflip

Então rapaziada, essas ferias?

Já sei que para alguns são “forçadas” (como se existisse tal conceito!!), para outros nem por isso e para alguns já acabaram…

Bem sabemos que o mês de Agosto aqui na GAS costuma ser de baixo rendimento, mas é precisamente no mês de Agosto que tendem a acontecer os mais épicos momentos dos desportos (ditos) radicais. Tem sido assim de há 15 anos para cá, desde que se começaram a realizar os X-Games. Depois de momentos históricos e inéditos como o 900º do Tony Hawk, do double backflip do Travis Pastrana e da rallyzada numa pista de MX entre o Pastrana e o falecido McRae que acabou com este ultimo a capotar, a perder uma roda e a acabar a 0,5s do melhor tempo, eis que em 2009 acontece mais história, desta vez em BMX.



Meus senhores, apresento-vos o “double frontflip”:








Mas sem esquecer os restantes momentos históricos que já nos foram proporcionados









quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fotos

boas,
a seguir estão algumas fotos duma ida á Malveira já aqui relatada, no post "barriguinha cheia"


1ª foto do dia já mostrava o alto astral que por ali pairava!



o nosso macgyver, tirando as terças-feiras



carlos e um grande plano do nosso "flying" Tó!



bigodes a mim? Só mesmo dentro da carrinha...



a este a manhã tava a correr bem!



o nosso grande, enorme, gigante patrocinador!!



as caras não enganam, uma ganda manhã!!




os maquinões ainda orfãos da WC do Carlos...



a ultima foto do dia evidenciava o quão bem tinha
corrido a "lucky"manhã!



o logo do sponsor!

pronto ja está!
nao são todas as fotos da jornada mas apenas as mais marcantes e engraçadas do dia.


ps: ja agora informo que ja estou em casa mas o shôr doutor me deu seis meses para poder voltar ás "bicicletas malucas"

abrçs
jay

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

trilhos da malveira - a luta continua!!

«boas,
a denuncia que eu venho fazer prende-se com o facto de algumas famílias muito poderosas na sociedade estarem a conseguir fazer passar um alteração na leis dos parques naturais (nomeadamente no sintra-cascais) de forma a proibir toda e qualquer pratica desportiva dentro dos mesmos!

explicação, na zona da malveira da serra de alguns anos para cá a pratica de downhill/freeride (vertente do btt) é legal e foi um direito que nos foi concedido pelo PNSC, tanto mais que consta na carta de desporto do parque! esta co-habitação não só é pacifica como tem vantagens para os dois lados, a nós pq nos permite treinar num sitio quase ímpar em todo o território nacional, ao parque pq toda aquela zona se encontra limpa pelas sucessivas manutenções nos respectivos trilhos. no entanto e de uma forma unilateral a autarquia de cascais "picada" pelos moradores palacianos que se queixam do barulho e da confusão que tal pratica leva aquelas bandas, decidiu alterar a carta de desporto do parque de forma a proibir a pratica da modalidade!

certamente se os moradores daquela zona não tivessem os apelidos e funções que têm (champalimouds, amorins, e vice-presidentes da camara) as queixas do ruído causado não seriam suficientes para levar a uma alteração no carta de deporto do PNSC e pelos vistos na lei dos parque naturais. Importante de salientar é o facto do imenso ruído que é falado não passar de meia-dúzia de carros aos sábados e domingos de manha para fazerem (nem todos os fds) a ligação entre o inicio do trilho e o seu fim, claro que poderá haver lugar a algumas correções e alterações a serem efectuadas por nós no entanto o que é chocante é a rapidez desta proibição!

centenas de horas de trabalho voluntário na limpeza e construção dos trilhos estão em causa bem como a utilização de um espaço publico para a pratica de uma modalidade 100% limpa!

se realmente vocês não tem quaisquer ligações com este género de compadrios e lutam por uma sociedade transparente e livre adoptem esta causa, garanto-vos que toda uma (enorme) comunidade de desportistas vos irão admirar.

este é o meu apelo, peço-vos que tornem este escândalo publico!

se precisarem de algum tipo de apoio ou esclarecimento contactem.me
jepas79@gmail.com
96 662 57 27»



- esta é uma copia integral da denuncia que eu fiz quer ao BE quer ao PCP, em ano d'eleiçoes penso que possa ser uma das formas mais eficazes de podermos mediatizar este tema!



a imagem dum verdadeiro revolucionário;
-punho erguido contra o poder,
-vestigios de luta,
-fumador


ps: feito a partir dum qualquer quarto de hospital, neste caso foi a partir do 619

abrçs
jay