quarta-feira, 9 de julho de 2014

PDS Day 1 – The crew is here, and we're the crew


As palavras começam a sair e o orgulho da concretização instala-se à medida que o ácido láctico vai desparecendo. A nossa trip aos Alpes correu para lá de bem e o Pass’portes foi feito com a destreza possível, mas há tanto para contar que tudo isto tem de ser feito com rigor, para que esta crónica perdure, pelo menos tanto como as excelentes memórias que trouxemos dos Alpes.





Aversão a aviões não é um tema novo, e é sobejamente conhecida a minha falta de confiança na “confiança no equipamento”.Talvez por isso nunca tenha saltado de paraquedas, feito bungee ou coisas semelhantes que envolvam depositar a continuidade da minha vida numa corda. Enfiar-me num tubo de alumínio a 11km de altitude não é muito diferente, e isso deixa-me sempre ansioso antes de viagens de avião. Para ajudar à coisa, no dia 24, antes da nossa partida, os camaradas do controlo aéreo francês  entraram em greve e um grande numero de voos foi cancelado, o que fez disparar os receios de que “alguma coisa não corresse bem”. A alvorada no dia da partida foi logo às 3:30. Com poucas horas dormidas e com banho tomado, fui carregar os cerca de 50kg de equipamento que decidi levar comigo para esta jornada e, à boleia do meu querido Pai, que se levantou igualmente cedo, parti para o aeroporto. O Telmo já lá estava, todo aceso de GoPro na mão. Entretanto chega o Carlos e inicia-se uma espera (que na altura nos pareceu enorme) pelo eternamente atrasado João Pedro. 20 anos passaram desde que fomos da mesma turma, mas o “ser o ultimo a chegar”, sempre depois do 2º toque, é uma característica que não perdeu com o tempo. Mesmo atrasado, tás cá no coração, velhinho!


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teaming up @ Lx's airport

Logo no check-in, fomos alertados de que o nosso voo estava em “stand-by”, o que valeu a mim e ao Carlos a primeira “borla” da viagem – não pagámos as bicicletas – num bonito gesto da TAP que desta forma nos compensou do atraso que estava por ocorrer, com cerca de 2horas de espera, confortavelmente sentados no chão do gate (o primeiro “gate” de muitos). Depois do embarque, do "taxi"(eheheh), e do gozo que é o disparo da descolagem, o Telmo decidiu começar a ver o “mayday desastres aéreos” no pad, o que era contra-indicado para a serenidade da minha viagem aerotransportada, e me levou a dizer qualquer coisa como “isso é tão estupido como ver o Apollo 13 no space shuttle”. O nosso vizinho do lado ria-se com a quantidade de disparates que estes 4 debitavam por minuto, e enquanto eu pedia a um comissário para me arranjar umas bolachinhas, o pessoal de bordo decidiu por comida à nossa frente, para ver se nos calávamos. Funcionou, e após o segundo pequeno almoço do dia, até deu tempo para uma soneca.

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3 bastards bullying the sleepy bastard



Chegados a Genéve, era hora de ver se o pessoal da ground force não nos tinha trocado as voltas e enviado as bikes para o Burkina Faso. E elas lá estavam, a aguardar a recolha no tapete correspondente. Por outro lado, o nosso atraso trocou as voltas ao gajo do shuttle, que acabou por se atrasar também, mas nada que nos fizesse esmorecer. Assim que chegou, enfiámos as coisas na carrinha e começámos a viagem de cerca de 2 horas até Chatel. Encantados com a beleza da paisagem circundante, as palavras começaram a ser mais escassas e demos descanso ao condutor, que deve estar habituado à excitação dos gajos que lhe vão chegando por aquelas bandas, não fosse o nome do nosso shuttle  “ActionTransfers.com”.



Os backstreet boys chegaram à aldeia... 


 E a aldeia é épica!


Chegámos ao nosso Chalet e contactámos a “grande cabra, fdp, nazi do carail”, a dona do apartamento, a Madame Laetitia. Vão perceber todo este ódio na crónica do ultimo dia. Ela lá chegou, e a ausência de comunicação (algo sempre constante nesta trip) e a falta empatia deviam ter à partida deixado adivinhar que aquela camponesa não era boa rês. Devidamente instalados, partimos rumo à vila de Châtel para encher a despensa de “essencial goods”, nomeadamente uma cervejinha de trigo Hoegaarden, marca que acabou por ser um dos grandes "patrocionadores". Depois do jantar, em que não faltou a incontornável massa, fomos todos repor as horas de sono que não tínhamos dormido na noite anterior.

 Belgian Weiss strikes one


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