quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dá-lhe no pitch

Estava prometido que iria aqui fazer uma apresentação “decente” da minha nova montada, e o prometido é devido. Antes de tudo, comentar o que surpreendeu alguns companheiros de rides: a marca – Specialized. Para mim a Specialized sempre foi a “bike do povo”. Não quero dizer com isto que seja uma marca menos boa, muito pelo contrário, até são responsáveis por muitas inovações que hoje fazem parte do quotidiano das duas rodas, mas no fundo, irrita-me a falta de exclusividade e andar com a bike número 109456 de um determinado modelo, e ver sempre duas iguais em qualquer volta que dê. Mas apareceu um bom negócio, já andava um bocado farto de bicicletas que são muito exclusivas mas para as quais nunca há peças, e enfim, rendi-me, perdi a cabeça, e comprei uma Specialized Pitch de 2010, mas nova!

Specialized pitch comp "pearl white"


A Specialized Pitch é uma espécie de irmã mais nova da Specialized Enduro, que pelo seu nome não deixa dúvidas do tipo de utilização a que se destina, apesar de que o Enduro / All Mountain é uma vertente com fronteiras pouco claras. As bikes são semelhantes na sua geometria, sendo que o que difere são os materiais usados na sua construção: a Enduro varia entre o alumínio M5 e o carbono, enquanto que a Pitch usa alumínio M4. A diferença entre M5 e M4? A mais clara, é sem dúvida o preço! De resto, a geometria é partilhada: 150mm de curso traseiro em sistema FSR, uma distancia entre eixos muito generosa e uns soberbos 67º de ângulo de direcção. Para terem ideia do quão “aberta” ela é, a Hot Chili tem precisamente o mesmo ângulo de direcção!

Os companheiros de ride

Depois de no momento da compra me terem tirado as medidas todas, de terem ajustado as suspas pelo menos uma meia dúzia de vezes até estarem “perfeitas” para meu peso, estava na hora de levar a bicha para o offroad. Belas era o sítio ideal para uma volta adequada às características da pitch, pelo que combinei com o Gonçalo e com o Rui (que levou a minha wheeler) irmos raidar no domingo de manhã. Para não assustar os meus companheiros de ride deste dia, deixei os “body armours” em casa e fui com indumentária de puro cross. Chegados a Belas, entrámos pelo ponto mais a Sul e fomos rumando até ao monte do marco geodésico onde ia fazer os meus testes. O primeiro teste, era mesmo a subida. Eu, que vinha de uma bike com um sistema de suspensão semelhante - Four Bar Linkage - estava curioso de ver o que era o tal FSR da Specialized. Na verdade, é um four bar linkage com um artefactozinho chamado "horst link", que vos posso dizer, faz toda a diferença a subir. Parabéns aos engenheiros mecânicos, tinha acabado de ficar com um bocado menos de vergonha de ser um feliz proprietário de uma Specialized. O segundo teste era no sentido contrário. Mais uma surpresa me aguardava. Depois de me despedir dos meus companheiros de rides com as devidas instruções sobre a primeira secção do trilho das mines, fiz-me à pista. Depois de umas curvas rápidas, cheguei ao primeiro gap com velocidade sem ser necessário uma pedalada, e nos restantes obstáculos portou-se à altura, apesar de ter ficado com a sensação de que a frente está um pouco baixa ou "longa" demais, o que me faz cair de frente nos saltos. Mas a maneira como os 150mm atrás funcionavam estavam a deixar-me mesmo convencido que se calhar os gajos da Specialized não eram parvos de todo, e que as duvidas que tinhas sobre o amortecedor a ar da X-Fusion eram infundadas. Quando chegámos à vertical, foi como se estivesse na chili e de capacete integral. E fui "obrigado" a repetir o obstáculo, porque o Gonçalo duvidava que o trilho fosse por ali, ou que bicicletas conseguissem descer paredes.


Rendido às evidências


Depois de mais uma subida e descida, e apesar de ser contra as minhas convicções, estava rendido à Specialized!

sábado, 28 de maio de 2011

Pearl White



Rapaziada, anuncio-vos em primeira mão a nova montada da Gravity Assisted Sports! Mantendo a tradição "endurista" da Mondraker "royal blue", e os nomes sugestivos das cores dos automóveis, eis a "Pearl White"!


Amanhã faço o report completo :)

abraços,
Sub

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Hardtail pride




À medida que vos escrevo este post, vou passando um bocado de halibut nos entrefolhos. É que, para além de ter passado muito tempo desde que me sentei numa bicicleta para pedalar um bocado, já não sabia o que era uma bike rígida há alguns anos. Mas, e atendendo que a minha só no sábado voltou do mecânico, e infelizmente sem travões, num destes últimos fds peguei na Wheeler e fui offroad até Belas.



A Wheeler andava parada há uns tempos. Não só tinha sido atirada para os rolos como tinha sido convertida em estendal, mas depois de uma visita ao Sr. Artur ficou como nova. Quem não sabe, o Sr. Artur é um ex atleta do Sporting que correu nos anos 50 e 60. E digamos que o seu conceito de alta tecnologia são bikes cujas rodas já não são de madeira. Atendendo a este lapso temporal entre a realidade e a realidade daquela loja, é raro lá meter as minhas bikes, pois ali, o último grito em travões ainda são os V-Brakes. Mas a Wheeler é low-tech, bem à medida do Sr. Artur, e saiu de lá afinada e pronta a rolar. Já eu, estava pouco preparado para a aventura em me estava a meter. Não em termos físicos, pois o kick de uma rígida é completamente diferente. Cada pedalada é transferida para a roda, não se anda ali “nhec-nhec” aos pulinhos no amortecedor, e de facto, em termos de eficácia, não há nada a apontar. Mas, e como é do conhecimento geral, sou pouco dado a corridas, muito menos em uphill, pelo que ir depressa ou devagar pouco interessa. Já a nível de conforto… que desgraça!




Por um lado, pneu 1.95 atrás, quase slick, o que pode ser giro em estradão, mas em offroad a sério com lama à mistura é a loucura. Por outro, a bike tem um selim, mas pela sua geometria, vai-se mais montado em cima do guiador do que no selim. O guiador, por sua vez deve ter uns 50cms, sem rise. E depois, na direcção, um avanço compridinho e uma suspensão RST, de elastómeros de curso desconhecido! Por último, o doce guinchar dos calços dos VBrakes a encostarem ao aro com uma potência de travagem inversamente proporcional ao ruido que fazem.



O ride em si foi divertido. Com aquela bike tudo é desafiante com excepção de subidas em alcatrão. E qualquer descida com umas pedrinhas lá pelo meio é uma aventura. Dei uma boa volta em Belas, num regresso tecnológico aos anos 90, cross country na sua mais pura essência, acompanhado por um dia de chuva que até tornava a coisa mais bonita. Sinceramente, acho que já não sei andar em bikes tão XC Racing, mas apesar do rabo dorido, o que interessa é que cheguei a casa cheio de lama.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

DH no quintal

Pois é senhores, desta vez, foi a “montanha” que veio até nós. Isto porque, tivemos uma prova de DHU aqui mesmo ao lado de casa, na Quinta da Samaritana em Belas. A notícia em si é um pouco “estranha”, pois por um lado, Belas não é propriamente uma cidade altaneira ou onde se verifiquem inclinações acentuadas, e por outro, com tantos bons trilhos ali mesmo ao lado na mata de Belas, optou-se pela variação “urbana” do nosso desporto. Eu sou adepto do “ride on dirt”, mas enfim, antes um DHU do que DH nenhum…

Esta prova, que contou com o apoio da JFBelas, Amazing (bikes ou café), teve também o dedo dos traibuilders mais activos de Belas, a Maus Caminhos Team, que ainda andou por lá a marcar o percurso e a construir um salto na chegada a meta. Tenho-vos a dizer que o percurso foi para mim uma verdadeira surpresa, pois nunca imaginaria que se conseguisse fazer um circuito com 2 minutos e picos naquela zona, mas a verdade é que conseguiram.


Apesar dos amigos “kamikas” terem solicitado a minha presença em cima de 2 rodas, e apesar da certeza de que ali não ia haver trilhos kamikas como em Sintra, apenas compareci como espectador. E desta vez nem foi por andar borradinho, foi mesmo porque não dava jeito nenhum ir fazer descidas as 2 da tarde naquele dia. Mas apesar de não ter ido raidar, fui la dar o meu apoio à turma e ver qual era o precurso. Depois de ter visto boa parte dos treinos, deixei as melhores sortes para todos e fui a outros compromissos (“cenas”, na linguagem do nosso Jay).


Fica a menção honrosa ao nosso FT, que ficou a meio minuto do Amarelo!!!


quarta-feira, 6 de abril de 2011

100º post - GAS @ Belas

A pedido de várias famílias, incluindo a minha, sai então o “post que faltava”, de uma ida ali a Belas com o Telmo… Como diz o FT, e bem, os desafios para ir a Sintra e Turcifal têm-se sucedido, mas ora vida não permite, ora não apetece. Por enquanto temo-nos mantido fieis a descidas menos inclinadas e a subidas a pé, mas à medida que o tempo melhora, que os trilhos em Sintra vão secando e que a temperatura sobe para níveis que tornam as subidas a pé mais difíceis, cada vez apetece mais ir ter com a turma de Sintra.


Trilho da mine


Assim, num destes últimos Sábados de manhã, fui apanhar o Telmo a Belas e seguimos para a encosta Norte da mata. Depois de equipados, inicia-se a primeira descida, infelizmente a grande velocidade pelo alcatrão que desce até à figueira. Depois, há que subir até à entrada do trilhos, o que acaba por ser um belo aquecimento.


Os 2 estarolas


Primeira descida, trilho da mine, o mais acessível do catálogo disponível. Nada que enganar, é mesmo acessível. O roadgap é que continua por fazer e continuamos com dificuldades na já apelidada “curva manhosa”. Deve haver uma maneira inteligente de se fazer aquela curva com velocidade, mas ainda não a conseguimos descobrir, pelo que cada vez que lá passamos a abordagem é diferente. Estou certo que um dia um de nós vai acertar na trajectória e um novo mundo cheio de possibilidades se vai abrir à nossa frente.



Telmo no ar


Para variar de ares, a segunda foi pelos fetos. Também já não tem mistérios por desvendar. Aliás, ali em Belas a única coisa ainda por desvendar é uma linha nova que lá está meia paralela às mines. Sei que é mais uma obra dos “maus caminhos” mas ainda não houve vontade de ir desbravar o novo trilho.


Sub no ar



A última do dia voltou a incidir nas mines. Nós temos esperança de vir a conseguir sacar aquela curva como deve de ser, e quantas mais vezes tentarmos, melhor!! Fica já aqui prometido que quando o Telmo regressar das férias na neve, vamos mandar-nos ladeira abaixo com o pessoal da furiosa!! Quem sabe se o “zé maratonas” tira a ferrugem à stinky e nos acompanha!


Raminhos de eucalipto para os chás da avó


Abraços e até lá

sábado, 26 de março de 2011

a espera do report

pois... este post é so mesmo para dizer ao sr administrador que estamos á espera da reportagem sobre a ultima incursao aos trilhos de sintra! se foram feitos á boa maneira do XC, ou pelo contrario foram desbravados e com as rodas no ar!
do meu lado em termos de aventuras radicais nada tenho a postar, apenas incursões onde a adrenalina nao reina! como sejam provas de atletismo de 17, 20 e 21km, esta ultima infelizmente nao terminada (meia maratona da ponte 25 abril), tou perto do objectivo de correr o km abaixo dos 5minutos mas ainda nao esta alcançado e á conta disso o joelho cedeu á pressao e o corpinho nao aguentou e pela 1ªvez tive q desistir...
de bike este ano ja fui a fatima e ando aí nas voltinhas de xc, acabei de comprar material para a kitar mais um bocadinho (ainda nao esta nada montado) mas ando em pulgas para a levar ao mecanico e ir experimenta-la!
ate lá aguardo pela reportagem do sub das lides mais radicais do pessoal

quarta-feira, 9 de março de 2011

To the next level since 1979

Pois é pessoal, os anos vão passando por nós e nós por eles… Já cá cantam 32 campeonatos, e quer se jogue bem ou mal, este é um titulo de revalidação vitalícia. Ainda parece que foi ontem que aqui foi publicado o post “masters30” quando eu e o Covas comemorámos os nossos 30 na mata de Belas e deixámos de ser “elites”. Mas sempre que me dizem que “o tempo passa a correr” eu respondo que o resto das coisas também… faz agora mais ou menos uns 20 anos que descobri as bicicletas de montanha, e desde a Esmaltina amarela flourescente completamente oversized para um puto de 12 anos, decorreu toda uma vida. Poucos interesses sobreviveram desde o puto de 12 até ao "puto" de 32, mas curiosamente a paixão pelo MTB ficou, e suspeito que para sempre.


Este ano, queria manter a tradição, e visto que estava de férias, logo as 7:30 estava a pé. Ainda o sol não tinha nascido por detrás do monte do marco geodésico e a vegetação rasteira ainda se apresentava cheia de orvalho já eu me dirigia ao ponto mais alto das redondezas para fazer a minha primeira descida do dia. Ao contrário do que as previsões apontavam, o dia nasceu lindo e com sol, com uma temperatura perfeita, mesmo a pedir que fosse gozado convenientemente. Se dúvidas houvesse entre o “devia ter ficado na cama” e o “ainda bem que vim andar” a beleza daquela manhã dissipou-as por completo. Até a própria subida a pé foi desfrutada, gozando os sons e cheiros próprios do amanhecer no campo.


Chegando ao inicio do Trilho das Mines era hora de parar com tanto bucolismo e passar para outro atractivo desta modalidade, a adrenalina. Nada de cenas hardcores que ainda queria comemorar o resto do dia, mas o suficiente para me sentir vivo. O trilho das mines proporciona bastante diversão, mantendo o risco muito em baixo. Mas se um gajo se quer sentir vivo, tem de passar por algumas agruras. Mais uma subida a pé, e fui até ao marco geodésico e fiz a primeira secção. Já a zona de calhaus pareceu-me arriscada sem colete e optei por ir fazer os fetos.No inicio do trilho, mais uma paragem para apreciar o dia lindo e ao olhar para o estradão onde termina o trilho só pensei: “daqui a uns 2 minutos estás lá em baixo, de bicicleta… espectacular”, e assim me fiz à pista. Como não me queria defraudar fiz o trilho todo com pouco travão e a abusar das bermas e finalmente cheguei com velocidade suficiente para fazer um salto novo que lá está, mas que ainda não tinha tentado porque chego lá sempre sem velocidade. O shore, apesar da rede, estava super escorregadio e a vertical no final continua a ser o maior desafio do trilho.


Depois de mais uma descida pelas “mines” estava na hora de ir para casa ter com os meus amigos e prosseguir com o dia de aniversário. Posso-vos dizer que saí de lá super satisfeito e sem sentir minimamente os 32 campeonatos que já cá cantam!

Abraços a todos,
sub

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Treinos, parte 2


Depois de muitas reacções ao último post, tenho-vos a dizer que "ooops, I did it again". E desta vez fui acompanhado com o Telmo. Vejam bem os comentários ao último post, de que "faz-se bem, é sempre a rolar" e concluam lá se não tenho razão. As encostas de Sintra estão cheias de kamikas! Por isso, há que treinar um pouco, antes de aventuras mais inclinadas.


Quando cheguei à garagem do Telmo em Belas, estava lá um rapaz com ar suspeito com uns arames a tentar arrombar aquilo. Era o nosso "bear", que só tinha uma chave marada que não abria a porta nem por nada. Após algumas tentativas, lá se conseguiu abrir aquilo com um cartão de crédito e tirar as protecções do rapaz.



Fomos de carro até à entrada mais a Norte da mata, e depois de uns minutos já andávamos a descer lá nos trilhos. Enquanto tirávamos a ferrugem lá nuns saltos, começou a granizar. O dia estava marado e tantas descidas completamente molhado, meteram-me de molho uns dias depois.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mete óleo

Mete óleo, mas não é na bike. Essa está oleada e afinada, atendendo ao facto de não me ter tido em cima nos últimos tempos. Mete óleo mas é em mim, que eu é que estou um bocado enferrujado. Nos últimos tempos sucederam-se convites do Tó e Christiano pra ir descer em Sintra com a turma, mas sucediam-se também conversas sobre "kamikazes"... kamikaze práqui, o outro é pior que o kamikaze, o kamikaze tá mesmo bacano, o kamikaze desce-se bem, etc etc. Claro que esta conversa assusta. Assusta, porque relembro a todos que os kamikazes mandavam-se de avião contra coisas americanas em pleno Pacífico. E eu não me quero mandar contra nada, muito menos de avião.


oleada e afinada




Então, este Sábado achei que me tinha de começar a preparar para a guerra. Sim, porque além de não descer, tenho a royalblue no estaleiro há meses. Já nem me lembro bem de há quantos... Por isso havia que fazer descidas, mas não ia com os meus amigos kamikas pra Sintra porque eles mandam-se de avião contra coisas. Fui até Belas, às 8 e picos já lá estava a descer por um trilho natural que o Carlos me tinha mostrado há quase 2 anos. Depois umas descidas no trilho das minis, estive novamente a fazer varias vezes os obstáculos. Havia que meter óleo nesta ferrugem toda, na das articulações e na psicológica, se me queria juntar aos amigos kamikas num Sábado próximo.


spring's coming


Depois de uma descida no trilho do marco, que para variar, está todo arruinado, faltava só ir aos "fetos". Nada que enganar, é o meu favorito. Pelo meio, encontrei o pessoal todo dos Maus Caminhos, que estava em manutenções nos fetos. Depois de me terem posto a par das novidades, entrei por uma alternativa à "ponte" muito fixe de se fazer. Mais à frente, depois do shore (agora com rede) estava o Carlos e o Nuno a mexer terras. Depois de terminar esta descida, fui pra casa curtir as endorfinas, porque foi uma manhã muito fixe em Belas.


trilho das minis





abraços,
sub

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bom Natal a todos


O blog tem andado um bocado morto, mas não queria deixar passar Dezembro sem desejar um bom Natal aos (poucos) que ainda nos visitam!

Isto tem andado um bocado morto no que diz respeito a bikes, seja DH ou Xc. É que para além de ter a "royal blue" nos estaleiro há mais de um mês, também fiquei privado do veículo de 4 rodas, o que torna dificil transportar o outro canhão.

Entretanto, a velhinha Wheeler que já desceu heroicamente em Sintra e na Serra da Estrela, há muito que foi atirada para os rolos... mas certamente que nunca terá esperado converter-se num estendal. Se não tiverem lareira onde pendurarem as meias, já sabem...




abraços,
sub

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

G.A.S. by foot



pois é... mais um post mais uma crónica onde bicicleta não entra!

foi no passado domingo que decorreu a 30º corrida do Tejo, e desta vez como não aconteceu nas anteriores 29 edições, apresentei-me na partida com o frontal nº9115 prontinho a correr os 10km que ligam Algés a Carcavelos sempre lado a lado com a margem que interessa do maior rio ibérico!

como objectivo principal para a minha participação tinha em mente conseguir fazer os 10km em menos de 60mikes. no entanto com passar dos treinos redefini o meu objectivo para 50 minutos ou seja menos de 5 minutos por km, durante os 10km! este sim um objectivo engraçado e para já ambicioso, qd comecei nesta brincadeira do desporto mais democrático do mundo, fazia 7' por km, passado uns poucos meses reduzir em 2' por km é sem duvida ambicioso!

pois bem meus amigos digo-vos que não consegui por 27segundos!
tempo de prova (chip):50'27''

foi a 1ªvez que falhei um objectivo desportivo que dependa exclusivamente de mim!!
mas se porventura pensam que deitou abaixo, pois enganem-se agora ainda tou com mais fome e vontade de sair porta fora e começar a treinar mais e principalmente melhor!!

da prova em si pouco a dizer, tirando o brutal efeito duma marginal cheia de pessoas com camisolas iguais que dá sempre um colorido diferente, este ano a cor era verde fluorescente! ha claro e os comboios mais cheios que qualquer composição que circule ás 8:30 num qualquer dia util!

abrçs e boas pedaladelas


deixo-vos o link para da classificação e procurem pelo dorsal 9115 e nao se esqueçam que eram 10.000 pessoas!!!

http://www.corridadotejo.com/html/resultados/index.html?year=2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

GAS @ Avalanche 2010

Pessoal, aqui fica o relato da investida da GAS na "meca do btt" nacional que os companheiros de armas Carlos e Flying Tó fizeram!


Como é habitue a pontualidade britânica não falhou e às 18.30 pm o Kia (sem o Scoupé atrás) estava carregadinho até ao tecto, conversa puxa conversa lá voltamos atrás para vir buscar mais coisitas, bom na verdade só conseguimos sair de Lisboa ás 19.30 pm. Direitos á A8, que por norma não tem trânsito, desta vez estava carregadinha de mentecaptos que travavam por tudo e por nada. Portagem após portagem sentimos alguma nostalgia de não roçarmos o para-choques da Mitsubishi Space Star, mas melhores dias virão!!! Tendo como dead line as 22.00 h para chegar ao Parque de Campismo de Serpins, era imperioso que as RPM’S andassem acima do limite exigido por lei, assistidos via GPS (Global Position Sucks), lá viramos para Condeixa e…e por ali ficámos algum tempo… andámos a conhecer a região, Casal Novo, Beiçudo, Bem da fé, até que lá embicamos em direcção á Lousã para a próxima curta metragem, não fosse a ajuda da pareja do Tó e da Raquel do Parque de Serpins ainda andávamos á procura do Norte, às 22.00 h estávamos a fazer o chek-in . Tenda armada só faltava encher o bandulho , 22.30 h onde comer? Lá arrancamos por sugestão da Raquel e fomos ao restaurante da D. Fátima que só tinha chanfana, claro que ambos concordamos que morria (e eu que não gosto daquilo soube-me a pato), agora é preciso ter cuidado, a unidade de medida metro desta gente tem outro significado, pois andámos e andámos, até pensarmos que estávamos perdidos novamente. Bom, sopinha de couve branca (G.A.S.), chanfana, sobremesas, água e dois cafés…conta!…16€… diz o Tó…a cada um? Não os dois…não preciso de dizer mais nada…calidad suprema!!! A caminhada de volta á tenda revelou-se bastante útil á digestão.


As vipers!


Depois de uma noite bem atribulada em que o sino tocava de meia em meia hora e um Galo com problemas emocionais cantava a partir das 4 da manhã acordamos pior do que se estivéssemos com uma ressaca…ainda procurámos o dito espécime mas o tipo pirou-se e nem sequer atreveu-se na noite a seguir. Viper’s montadas lá seguimos em direcção á Lousã com uma pequena paragem na Casa do Pão…e que casa, tudo fabrico caseiro, até a menina que servia, só vendo e provando!!! Chegados á nave de exposições, inscrição e toma lá os dorsais 354 e 355. Ponto de partida, vazio, fomos os primeiros a chegar, meia hora depois lá estavam elas ao molhe na camioneta e nós na outra, 30 a 40 minutos e algumas 352 curvas lá chegámos ao topo. Paisagem brutal, mas com tantas curvas quase todos foram dar água às Oliveiras…


Lá em cima está o tiroliroliro, lá em baixo está o tinóni


Capacete, joelheiras, luvas…e lá fomos nós…é óbvio que deixei de ver o Tó que atingiu prontamente os 74 km por hora, após alguns estradões entravámos em trilhos bem ao jeito de Sintra, rápidos e com muitas flores em forma de pinheiro… Trilho após trilho, o meu ritmo era cada vez mais frenético (mas ao contrário) apenas era incomodado por alguns engraçadinhos que faziam sinais de luzes para passar, sempre que via o asfalto lá parava á procura da garrafa de oxigénio, até que Voilá paro ao pé da ambulância da Lousã…Enquanto procurava paz de espírito e questionava-me o que raio estava ali a fazer aproximou-se um individuo que dirigiu-me a palavra…Você é o 354?…confesso que tive de olhar para o dorsal para assentir ao comentário, Sim sou! É que o 355 o seu colega está na ambulância! O oxigénio era pouco e só depois de ele me indicar a Viper do Tó é que percebi…e ele está bem? Sim agora está, furou a mão mas está bem, vai para o Hospital de Coimbra e leva a mochila com ele…ao que respondi, está bem! eu depois ligo para saber como está, a 3 metros do veículo de emergência e nem levantei o dito cujo do selim, virei a Viper e segui trilho abaixo…surreal, mas acreditem mais um pouco e não sabia sequer o meu nome!!!


DH à antiga, quase a bater os 80! A mão ligada, conta o resto da história...


O individuo que não fazia parte da organização foi impecável e levou todo o material do Flying Tó até ao Padock, um grande bem haja!!! Ao que parece e pelo que vi nas filmagens da Eurosprt HD a roda da frente bateu, prendeu e tentou enviar o Tó para espaço sideral, ágil como uma lebre, este agarrou-se prontamente a um pinheiro que na parte de trás tinha um tronco do tamanho de um dedo que furou-lhe a mão, segundo o médico foi o tendão que impediu que furasse de um lado ao outro. O furanço foi de tal modo que teve de fazer força para tirar a mão do pinheiro que entretanto foi indiciado pelas autoridades competentes para comparecer em tribunal.


Transportes colectivos da Lousã


Notas positivas:

Serra da Lousã: grande potencial, alternativa nacional de luxo aqui bem perto de nós;

Serviços de emergência da Lousã: impecáveis;

Hospital de Coimbra: 5 estrelas (fizeram o penso de forma a que o Tó não conseguisse agarrar o punho!);

Notas negativas:

Concerto dos U2: completamente desajustado no tempo e espaço (desculpem-me os fãns mas quem levou com o galo a noite toda fui eu);

Montanha clube: aqui vai uma nota bem negativa para a falta de seguro para o dia de treino, segundo a Federação a partir do momento em que é entregue o dorsal o seguro terá de garantir todos os danos pessoais, até porque havia transporte e pessoal da organização por todo o percurso. A ser verdade a falta de seguro perguntamo-nos como é possível as autoridades competentes deixarem este pormenor passar ao lado. Entretanto o Tó dará notícias sobre o desfecho deste imbróglio.


Desculpem o post tão longo mas espero que tenham ficado com formigueiro para combinar uma ida á Lousã.

P.S. No jantar de sábado disseram-nos que era já ali o restaurante, não vacilámos e fomos de carro…ficava a uns 5 ou 6 km…sopinha de feijão encarnado (G.A.S.), carne assada no forno, sobremesas, água, cerveja, 2 cestos de broa mal cozida, 2 cafés, 1 licor beirão e uma broa para cada um…a conta!...18 €…diz o Tó…a cada um…Lol


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A alternativa nacional

Tendo em conta a impossibilidade de tantos para a deslocação a Manzaneda, apresenta-se então o "plano B" - alternativa nacional - "Meca"/ Avalanche. 2 e 3 de Outubro é a Avalanche na Lousã. A ideia é ir Sabado, pagar os 15e de inscrição para mamar os transportes dos treinos durante 1 dia. Dormimos por lá (sabe-se lá onde, porque aquilo vai tar assim para o cheio...) e no Domingo, cagamos nas avalanches, e continuamos na "meca do btt nacional", mas no outro lado da Serra, com carrinha.


Temos de ser rápidos a marcar dormida, ou parece-me que ficamos no meio da Serra a pernoitar!

abraços,
sub



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

GAS on tour

Boas pessoal!


Tanto o Christiano, como o Mário, como eu mesmo, estamos com o rabinho virado para Norte. Quando digo Norte, refiro-me a Manzaneda. Um verão sem bike trip já nem é verão a sério. Portanto, para uma epopeia destas, gostávamos de ter a companhia da "crew" toda. Até mesmo daqueles que depois de terem batido com a cabeça nas Torgas se esqueceram de que gostavam de andar de bike (Covas, esta é para ti!!), ou dos outros que dizem que gostam de andar de bike mas só os vemos em maratonas e travessias inter-regionais (Jay, tas a ver quem é né?), dos que têm um canhão em casa a ganhar bolor nos retentores (Carlos, tira a "berga" para fora!!), do pessoal que abraçou um desporto radical chamado "atropelamento de barcos" (esta é tão bizarra que só pode ter um destinatário) e até dos que pensam que o "curso da bike" é umas cena das novas oportunidades, têm uma bicicleta com "banco" e "volante" mas que são atrevidos em cima do "banco" (Gonçalinho, "mermão", tás nessa? Levas a azulinha e as protecções que te conseguir arranjar).





A ideia, e tendo em conta a experiencia do ano passado, é arrancar na 6ª Feira dia 1 de Outubro. Fazer a viagem de dia terá certamente outro encanto e evitamos fazer 100kms de estrada de montanha sem marcações no breu absoluto. Sábado é andar a mamar descidas feitos malucos. Domingo é exactamente a mesma coisa (se não me espetar logo no Sábado e ficar o resto do fds a tirar fotos). Segunda feira regressamos logo pela manhãzinha e ainda temos um feriado (5 de Outubro, 100 anos da República) na 3ª feira para por os bracinhos de molho em agua quente.


Pensem nisso, peçam a autorização à vossa respectiva, peçam autorização ao patronato, façam as malas, troquem as pastilhas, e vamos embora!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

mais uma voltinha

Apesar do calor que se fazia sentir no Sábado de manhã, isso não desanimou os guerreiros de mais uns rides ali pela Serra de Sintra. Aliás, às 9 da matina já as tropas estavam prontas a anadar. Como fui eu o último a chegar, foi sair de um carro e entrar no outro, nem me deram tempo para equipar. Assim, a primeira descida do dia ficou ao cargo do Christiano, do Paulo e do Mário. Este último, acabadinho de chegar de uma bike trip aos pirinéus, voltou ainda com mais andamento. Uma coisa em que reparei, foi que o pessoal se tem juntado para ir dar "um jeito" aos trilhos. A "mama" do CPFR acabou e alguem tem de fazer alguma coisa pelos trilhos que já foram legais e por aqueles que nunca foram. Este sábado, havia pessoal a bulir no lucky. E alguem andou a bulir nos burros, pois via-se que estava outra vez limpo.


A única sombra disponível


Foi precisamente nos burros, na 2a descida, que a guia de corrente da minha chili resolveu dar o badagaio outra vez. Fiz o resto da descida sem corrente. Mesmo depois de ter ficado sem transmissão, aproveitei o "momentum" para fazer a ultima vertical, depois de ter tido o devido incentivo dos meus colegas e do Paulo me ter indicado "a linha perfeita" para o fazer. Ali já não volto a parar! Depois deste incidente com a Chili, para as Torgas não dava para ir sem corrente. Por isso pedi a Demo do Paulo e lá fui. Realmente um guiador largo faz diferença... para o bom e para o mau. Se por um lado até consegui fazer um bocado da trialeira graças aquela posição super racing, por outro, numa das zonas rápidas, bati com a mão esquerda num tronco e lá fui ver as silvas outra vez. Na última do dia (é sempre na última), o Mário protagonizou um valente espeta, depois de um salto "no foot", em que aterrou de barriga no selim e depois entalou as joias da familia na roda. Acabei de falar ao telefone com o Jay e ele diz que próximo Sábado é que é!!


Rearview mirror view


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

devil pads & disco sleepers

Depois de mais uma acesa discussão este Sábado acerca de usar ou não "devil pads" (pedais de encaixe) e "disco sleepers" (aqueles sapatinhos lindos com SPDs) deixo-vos mais um argumento que justifica a minha opinião. Encaixes aqui é que era de homem!!!




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bota fogo e deixa arder



Depois de uma semana, em que dia sim dia não houve um incêndio na mata de Belas, a malta da GAS decidiu ir ver os estragos que por ali vão sendo provocados. E quando digo provocados, não o digo á toa. Este é o 3º ano consecutivo com incêndios naquela zona. Só durante as 2 ultimas 2 semanas, houve ali 3 incêndios, uns pequenos, outros maiores. Um dos mais caricatos, deflagrou às 22:45, que é sempre uma hora em que faz grande calor... no deserto do Nevada... Ainda mais surpreendente, é aquela zona estar debaixo do nariz de uma torre de vigilância (de incêndios, imagine-se!), com presença permanente de um Bombeiro, num local que tem dois pontos de acesso com "casinha" dos seguranças, para além das rondas que fazem de mota. Infelizmente, o que pouco surpreende, é tratar-se de uma zona onde existem fortes interesses imobiliários. Usando uma frase do Jay "pior do que os incêndios é se agora os deixavam construir ali. Isso sim, era uma vergonha".


Interesses imobiliários escondidos atrás das árvores...


Para não compactuarmos com esta vergonha e para avaliar os estragos, às 8:30 da manhã estava o Jay, o Tó e eu no local de encontro habitual. O Jay vinha artilhado para fazer uma etapa da "volta", mas enganou-se no dia e no local. É certo que os "estradistas" passaram ali perto, mas foi no dia seguinte, e no asfalto a caminho de Queluz. Ali para Belas, a escolha deveria recair sempre em qualquer coisa com algum "sloping" (eu sei que o Jay adora esta expressão) . Apesar da geometria trepadora da bike que levou, desceu heroicamente nos 3 trilhos do marco geodésico.


Aqui já não há árvores onde se esconderem...


Depois de uma passagem pela zona onde eram os Marretas, mas que agora se encontra debaixo de um "mar" de árvores que foram abatidas (pode dar jeito aos incendiários), fomos até ao também extinto "trilho do punhetas" - o inicio está fechado por árvores abatidas (não vão os incendiários precisar de lenha seca para atear um fogo), a ponte está queimada desde o ano passado, o table está com a recepção completamente destruída e os pequenos saltos que se seguiam também estão praticamente destruídos. Restavam-nos os trilhos no marco geodésico.


A primeira subida do dia para verificar os estragos a norte da mata



Debaixo da figueira, no final do trilho da mini, estavam os nossos companheiros da luta ali em Belas, Maus Caminhos Team. Como não podia deixar de ser, o tema de abertura da conversa foram os incêndios. Enquanto se subia pela estrada, uns de bike outros à mão, fomos observando a extensão queimada. Mas o que nos deixou mais preocupados foi uns arbustos que ainda deitavam fumo. Depois de uma observação mais atenta, detectámos um pequeno tronco, ainda a arder. Quase com certeza que daí a uns 10 minutos íamos ter festa outra vez ali na mata, não fosse a rápida acção dos "sapadores ciclistas" que intervieram com garrafas, camelbaks e até com uma "sussa" do Tó.


3 helis, 2 canadair, 56 veículos, 211 homens e o Tó "mijadinho"


Finalmente, e sempre debaixo do olhar atento do bombeiro de serviço na torre descemos pelo trilho do CDBelas. Continua como sempre foi - duro, lento e cheio de pedra. Talvez um pouco pior, pois a pista está bastante degradada. Nova subida, e nova descida, desta vez pelo mais recente trilho da mini. O roadgap começa a parecer mais "fazível". Um dia destes lá terá de ser. Na ultima descida viemos pelo trilho dos fetos. Continua a ser o meu preferido.


Ricardo, trailbulder, a explicar a "equação" do road-gap


Foi uma manhã bem passada, sempre em saudável convivio. Temos de ir ali a Belas mais vezes, até porque ouvimos dizer que o recorde de descidas acumuladas num dia ali está em 16. Sim dezasseis. Eu acho que nem com telecadeira conseguia tal proeza.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ride it like you stole it @ Sintra

Há quanto tempo já não tinha "um bom dia para morrer"... Para quem não sabe, esta expressão foi usada numa das primeiras incursões da GAS nas pistas da Malveira, e há já muito tempo que não sentia aquele feeling em que o objectivo do dia é fazer coisas e esticar a corda, passando para 2º plano um objectivo quase sempre presente que é tentar não me aleijar. Foi assim este Sábado, na companhia do Christiano e do Tó. Estes rapazes têm ido aos treinos e isso nota-se no andamento. Fui passando a manha a ganhar confiança e enquanto os bracinhos permitiam, a tentar encurtar as distâncias.


"Encolhe a barriga"


O dia começou logo bem cedo. Este meninos não brincam, e a hora para o encontro na Malveira é as 8 da matina. Já nem ao Sábado me deixam dormir. Mas diga-se que não foi nada mal jogado, porque às 10 da manhã já se batiam os 30ºC ali na Malveira, e com coletes e protecções, o calor era mesmo insuportável. Acabei a manha um bocado desidratado... A 1ª do dia foi na velhinha Malveira, com o Christiano à frente. Eu bem tentei acompanhar mas o homem anda solto, soltinho! Valeu que com ele à frente, descobri uma linha nova no RTLightning, que com piso seco poupa uns segundos e permite um abordagem mais rápida ao "salto do zinco". Depois da minha vez de conduzir fomos até ao Lucky.


Já tem 2ª e tá aí prás curvas


E se a malveira vai acusando o desgaste, o Lucky está com sérios problemas de queda de árvores. A mim ninguém me tira a ideia de que ali há uma mão maldosa a fazer aquele servicinho, pois não estamos em época de vento ou de terra encharcada (coisas que potenciam ou provocam queda de árvores). Ainda há 2 semanas andaram ali a limpar o trilho e esta semana havia pelo menos 4 árvores no chão, sempre em locais "estratégicos" e de modo a impedir a passagem. Não é que tenha pena das acácias, mas tenho pena dos trilhos e bem sabemos que aos Srs. Moradores da Malveira da Serra não gostam de bicicletas. Apesar dos esforços de desconhecidos em minarem aqueles terrenos para a prática de DH/FR, continuaremos a passar por baixo ou por cima de toda e qualquer árvore que não consigamos meter para o lado. E quando não puder andar de bike ali, hei-de ir para a porta deles assar sardinhas e ouvir musica africana em altos berros, mas antes disso hei-de fazer a vertical de pedra.

Onde mija um português, mijam dois ou três.
E isso é vá
lido em território nacional, independentemente da nacionalidade.


Durante a manhã fomo-nos dividindo entre os trilhos da Malveira e o Lucky. Fiz uma série de coisas que ainda não tinha feito porque ora levamos o Chris à frente a puxar ora o Tó atrás a meter pressão com a helmet cam. Mas o melhor estava guardado para o fim. Meti-me com o Chris num trilho que é "qualquer coisa do formigueiro". Não vi formigas nenhumas mas em compensação havia silvas em barda. Daí descemos por um trilho meio escondido que ainda não conhecia e que vai dar directamente aos shores da linha do Barbosa. É muito rápida e com muita pedra solta. Seguimos mais acima pela linha dos shores (sim, em cima deles, parece mentira né?), vi o Chris sacar o table e fui atrás, e a seguir a linha de duplos e fui atrás também. Fiquei tão contente com o meu 1º duplo que já não fiz o segundo, pois precisava de parar para comemorar. Ainda em estado de euforia, segui pelo shore grande e logo a seguir, outro shore. Enchi os meus companheiros de orgulho, em particular o Tó, que sempre achou graça à minha justificação para não me meter em madeiras suspensas- "não se anda de bicicleta em cima das árvores".



Silvas em barda

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Corpinho aos puxões...

Depois de mais uma incursão há 2 semanas, tenho de vir aqui retratar-me face à minha balda deste fds. É que a Ericeira e a piscina cansam-me muito. Creio que acordei as 7h e que desliguei o despertador, mas sinceramente não me lembro de nada. Para mim, acordei às 10 da manhã...

Por causa desta falha imperdoável fui divinamente castigado e a minha corrente saiu da guia e parece que deu um nó. Sinceramente olhei vezes sem contas para o servicinho que fiz com a bike dentro do carro e continuo sem perceber o que se passou com a corrente. Entretanto, tá ali na Amazing para desfazerem o quebra-cabeças.

O que é certo, é que fiquei com o corpinho aos puxões. eu e o Jay, que também está cheio de vontade de ir mandar umas descidas! Até Sábado!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

De volta às pendentes...

Já há muito tempo que não se escreviam por aqui crónicas sobre DH na 1ª pessoa. Já nem vale a pena justificar as ausencias, pois a verdade é que o pessoal desmotivou e abraçou outros desportos e actividades lúdicas de fds. Dos habituais suspeitos de Sábado de manhã, o único que anda a gastar pastilhas é mesmo o Tó, sempre acompanhado pelo Christiano e Rogério.



Mas neste sábado, justificava-se a minha presença, pois acabei de adquirir um novo adereço para a Chili, uma Fox 40 de 2007. Depois de ter passado uma semaninha com o Rui Perez, veio como nunca esteve - impecável. Era impossível resistir a ir experimentar o brinquedo novo e combinei com os rapazes uma visita a Sintra.



Quando cheguei, às 8 da manhã, já o Tó esperava, e entretanto chegou o Rogério e os miudos. Por último, chegaram uns rapazes da Avalanche, munidos com carrinha e reboque, o que tornou a manhã extremamente proveitosa. Foi acumular descidas a manhã toda. Em Sintra o tempo estava no minimo marado. Quando digo marado é mesmo marado, porque na Malveira fazia sol e na Peninha chovia. No inicio dos trilhos apanhávamos aquelas raizes bem escorregadias, e a partir do meio, só se levantava pó! Já para o lado de Colares, havia lama como se estivéssemos em pleno Inverno. Talvez até.. pior. Daí ter sido a descida mais complicada do dia. Não só para mim, que caí de costas num belo tufo de silvas, como para os restantes. Uns perderam-se, outros cairam, e o coitado do Rafael, com a bike do Tó que é maior que ele, veio tão desmotivado que ficou "off" o resto da manhã. Já o Israel, andava a mandar-se a tudo, com umas quedas pelo meio. "É como os gatos", disse o Rogério. É que para além de cair quase sempre de pé, quando isso não acontece, vai gastando as 9 vidas e nunca se aleija.



Depois de mais umas descidas no Lucky e na Malveira, evitei estrategicamente as Torgas. "é a minha vez de conduzir", foi o que se ouviu, como quem não quer a coisa, descartei-me da descida do "salto amnésico" do Covas. As horas foram passando, e para a última descida, nada melhor que a velha Malveira. Velha e decadente. os trilhos estão lentamente a ficar sem as estruturas que se vão degradando por si só, e finalmente os moradores da zona puderam abrir as garrafas de Moet&Chandon, pois a secção dos voadores foi passada a bulldozer e não provocará mais atropelamentos de Mercedes por "bicicletas malucas".

Este post era para ser ilustrado com uns videos da helmet do Tó que mostram bem que este menino tem ido aos treinos, mas não sei o que aconteceu, e tudo os videos estão ao contrário. Ao contrário, tipo invertidos a 180º, de pernas para o ar, ou se preferirem, do avesso. Não me perguntem porquê, o windows tem destas coisas...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

LDT 2010

Há quem diga que este post já vem tarde, mas na verdade, o post sobre a edição deste ano do Lisboa Downtown vem na data de sempre, fins de Maio. O evento é que foi realizado um pouco mais cedo que o habitual... e essa antecipação, aliada a uma primavera tardia, teve os seus custos, pois se não estou em erro, foi a primeira edição disputada debaixo de chuva, permitindo um desfecho inédito. 
 
O que safou o dia foi o chapéu da "animal commençal"
 
 
Como sempre, a GAS fez-se representar. Como o evento antecedia a visita do Papa, fui para Lisboa de comboio, decisão que se revelou teve acertada quando o Covas me liga a dizer que está há 1/2 hora parado no transito. Já debaixo de chuva, encontrámos o Covas já no fim da pista e fomos beber um cafe ao padock. Depois, fizemos o percurso inverso e íamos comentando o perigo que aquela calçada molhada misturada com palha ia ser. 
 
 
Devidamente representados, no LDT pelo Covas e na "transferta" dos No Name ao Porto pelo Jay
 
 
Junto ao salto das escadas, encontrámos pessoal dos maus caminho e militia, e ficámos por ali a ver os primeiros passarem. O Covas, feito bruxo, adivinhou um dos espetas do dia, e viu logo que aquela curva off-camber antes do salto ia fazer vitimas. Subimos mais um pouco, vimos mais umas passagens, mas depois de acabarem os treinos, estávamos todos tão molhados que decidimos ir ver a transmissão na Eurosport no conforto do lar. 
 
 
para flat em calçada molhada
 
 
E no conforto do lar, vi o LDT com mais acidentes desde que o Carmona se mandou de bike por ali abaixo há uns anos. Aquilo começava mal logo no Castelo, na primeira curva, onde alguns seguiram pelos fardos dentro, depois nos shores em curva à saida do Castelo cairam mais uns tantos. Não se percebe como é que ninguém da organização meteu um bocado de rede galinheiro naquilo, madeiras molhadas é tramado... A coisa seguia mais ou menos tranquila até ao salto do carro, que inexplicavelmente, há duas edições, deixou de ter recepção. Quem se largou muito neste salto, ou não o "cortou" devidamente, tinha uma flatada monumental em calçada molhada. Também fez as suas vitimas. Na curva do carril de electrico, onde durante os treinos da manhã uma bike foi contra um carro que a policia não parou a tempo, não se passavam grandes stresses, mas os pneus ficavam "oleadinhos" para a descida das escadas onde aconteceram os acidentes mais aparatosos, incluindo um voo histórico do Afonso Ferreira. Mais abaixo, o salto da escadas, precedido da tal curva que tirou velocidade a alguns infelizes a quem o salto não correu bem. Logo a seguir, uma curva em que diria que metade dos que lá passaram, ou meteram o pé, ou foram ao chão. E por último, um pilar de pedra ostenta desde este fatídico Sábado algumas marcas de embates, uma delas com particular orgulho, onde se pode ler "Aqui jaz o rei da encosta, Steve Peat", que ficou um bocado maltratado na queda. 
 
Mapa estilo "repack": em cada ponto, um acidente
 
Com tantos imponderáveis, algo inédito tinha de acontecer, e ao fim de 11 anos, finalmente um português ganhou a prova: Paulo "Amarelo", que fez uma run impressionante, sempre a fundo. Arriscou imenso e passou a voar pelos nomes sonantes da "world cup" que ali estavam presentes. Tirar 4 segundos ao Cédric, numa pista de 1.50 é obra!!! Parabéns Amarelo. 
 
Mick Hannah e uma GT de carbono... Amarelo!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma manhã, dois palacios!



Como de bicicletas pouco se tem falado e menos ainda se tem andado, sobretudo nas bicicletas malucas, esta é mais uma cronica em que bicicleta não entra.

Sendo eu de Queluz, à muito que a meia maratona dos palácios me é familiar, e verdade seja dita sempre lhe tive muito carinho, não faço a menor ideia do porquê desta relação afectiva, talvez pelas longas horas que passei em estados pouco aconselháveis, e nada sãos em cada um dos palácios (o da vila em Sintra e no de Queluz).

No ultimo domingo, 23 de maio, foi num estado físico bem diferente que apanhei o comboio para a vila de Sintra, ou seja fui para competir, correcção fui para participar na meia dos palácios, 23mil 195 metros de distancia entre os dois palácios! como já começa a ser habito nestas lides fui acompanhado pelos atletas Hugo "tha king" Reis e pelo João "velho-são-os-trapos" já meus conhecidos e companheiros na ida a Fátima, desta vez juntou-se a nós mais um companheiro de lide Godinho de seu nome (mais um animal e que animal!!)

9.30H ponto de encontro na minha estação de comboios, Queluz-belas, (epa fodass... começar uma prova na estação de Queluz belas tem muito encanto, e só por isso tinha mesmo que ir!). Chegados a Sintra nem um minuto a perder que a prova começava em 15 minutos, foi sair do comboio e fazer o aquecimento da estação ate ao palácio da vila, juntamente com as dezenas de atletas que tb viajaram connosco no comboio (viagens de comboio gratuitas para todos os participantes, ida-e-volta).

Fazer provas perto nas nossas raízes é totalmente diferente do que as fazer longe de casa, porque a cada esquina existe algo que nos diz ou lembra certos momentos, amigos, namoradas, idades, épocas! este sentimento nostálgico começou logo no aquecimento em Sintra com o passar ao lado de um café onde durante muitos anos foi o ponto de partida de muitas noitadas de sexta com a compra religiosa de litradas de cerveja, para serem bebidas num jardim não muito longe do café. passar ali diz me muito, olhar para as escadas do jardim onde invariavelmente parávamos para as beber, e não só, diz me ainda mais! foi com um sorriso parvo e nostálgico que fui para a partida sem saber muito bem ao que ia... descobri-o uns quanto km's á frente!

partida
largada
fugida!

E lá fomos nós, em direcção ao tribunal para voltar á vila e sairmos por Lourel, ainda antes de chegar ao Algueirão (km 6) já pensava que não ia aguentar e ate inventei uma vontade de fazer um xixizinho só para acalmar a mente e ter uma desculpa para parar nem que fosse por uns meros segundos, já muito mais aliviado prossegui a viagem, com a cabeça bloqueada numa frase de incentivo e de grande carga motivacional que só mesmo o meu amigo GCC me poderia dar, "nem a mem-martins chegas!!" e foi com este pensar que cheguei ao Algueirão, e digo-vos vontade não me faltou de apanhar o comboio ali mesmo, pq se já estou assim e nem a metade cheguei, tou completamente tramado, para piorar ao km 8 veio a primeira de três paredes.

A prova ia decorrendo, lá encontrei o meu ritmo, e lá fui indo, ate que ao km 11 disseram me que íamos com 58 minutos de prova! excelente, pq a par do objectivo de conseguir acabar a prova era acabar abaixo das 2horas e para o fazer era obrigatório fazer a 1ªmetade em menos de uma hora, para que na segunda metade pudesse fazer uma gestão do esforço e descansar um pouquinho.

Durante uma prova deste género vamos estipulando vários objectivos ao longo da corrida, depois do objectivo mem-martins cumprido, o próximo objectivo era passar em frente a casa do TC, que depois e ate á casa do rui era um pulo e daí á entrada em Queluz era outro saltinho. trankilo!!
o problema foi pensar que a cubata do covas era já ali a seguir á curva no fim da recta, ate la chegar ainda tive que fazer mais duas paredes de alcatrão sob um calor abrasador...ou seja tava a começar a desesperar por ver a casa do nosso TC! quando realmente passei em frente a varanda dele consciencializei-me que o 1ºgrande objectivo já não me fugia, ia conseguir acabar a prova, faltava o outro o tal das duas horas de prova!

Da Agualva até á terra do ruizinho realmente foi um pulinho, mas tava na hora de começar a aumentar a parada porque já tinha descansado o suficiente, este era o meu o pensamento mas fazê-lo era mais difícil, e cada vez que aumentava o ritmo o corpinho respondia prontamente com um "tas parvo ou quê? deixa te estar quieto que vais muito bem!!"
A 50 metros dos Fofos de belas, lá ia eu quase parado sendo ultrapassado por tudo o que era seniores acima dos 60 anos até que um destes teve a infeliz ideia ao ultrapassar-me de se virar para o amigo e dizer-lhe:
- ó João tas a ver mais um jovem de 25 aninhos que é ultrapassado por dois velhos de 60!!
ui o que ele me foi dizer!!! Aquilo não me caiu nada bem e decidi que era agora ou nunca, não vos vou largar ate ao fim e quero ver como é que é!! Fui sempre atrás deles e eles reparam nisso, já não disseram mais nada. o tal João foi o 1º a não aguentar a pressão e ficou para trás o engraçadinho do bitaite aproveitou a paragem de autocarros para fazer mais uma graçola e sentou-se na dita paragem em frente á entrada da quinta da samaritana, uma forma airosa de me dizer, ok ganhaste!!!

A partir daqui e cada vez mais com o sentimento de estar a correr em casa, fui aumentando progressivamente o ritmo de corrida só pensava e rezava para que o trajecto no cruzamento de belas seguisse pela Miguel Bombarda em vez de subir para o Pendão e assim estava estabelecido, Miguel Bombarda abaixo (não fazia a menor ideia do quão comprida era a rua da carochada, coitados, a ressacar então deve parecer infinita), novamente na estação de Queluz desta vez a passar por baixo e a correr, já quase a sprintar deixei alguns colegas de corrida para trás cheguei rotunda do mercado, cumprimentei o meu amigo Nuno (mentalmente, claro) e foi acabar em sprint, não fazia a menor ideia da gigante distancia desde essa rotunda ate á porta do palácio! Nesta altura e a 100 metros da meta não fazia a menor ideia do meu tempo e só pensava que tinha arrancado cedo demais para o sprint final e que estava completamente exausto, tinha começado a alargar o passo e a aumentar o ritmo quando entrei na estrada de belas, em frente ás finanças comecei mesmo a sprintar e tentei ir em sprint ate á meta, sempre a passar gente, com o objectivo das duas horas na cabeça não podia morrer na praia, e mesmo que estourasse estava a umas centenas de metros da dita meta, assim que vislumbrei o relógio com o tempo de corrida e vi que estava abaixo da duas horas um sorriso de orelha a orelha invadiu-me a face e foi a olhar para o relógio com os braços erguidos e a sorrir que passei a linha de chegada com o tempo de 1h 57m!!!

MAGNIFICO, PARABÉNS, CONSEGUI!


tempo ainda para partilhar alguns dos pensamentos que mais me martelaram durante estas quase duas horas de prova;

não me devia ter deitado ás três da manhã,
não devia ter bebido tanto ontem á noite,
não devia ter fumado 1/2 dum maço de tabaco ontem,
devia ter comido antes de vir para aqui,
devia ter treinado a serio,
o Mourinho é mesmo o maior,
a dor é momentânea a gloria é eterna,
doem tanto os meus pés,
o que é que tou aqui a fazer,
ainda falta tanto,
nunca mais volto a fumar,
Maria Inês o pai vai conseguir!


abraços
jay